No fim de dezembro de 2021, chuvas devastadoras varreram o sul da Bahia, ceifando 21 vidas e deslocando mais de 471 mil pessoas de suas casas e rotinas. Diante da magnitude do sofrimento, o estado e a sociedade civil responderam não com uma única voz, mas com um coro de iniciativas — cada organização abrindo sua própria porta para que a solidariedade pudesse entrar de muitas formas. É um momento que revela, como tantas tragédias antes, que a capacidade humana de se organizar diante da dor pode ser tão poderosa quanto a própria destruição.
Bahia mobiliza governo e movimentos populares para socorrer 471 mil afetados por enchentes
Havia gente que tinha perdido tudo
Por que tantas organizações diferentes lançaram campanhas ao mesmo tempo? Não seria mais eficiente centralizar?
Talvez fosse mais eficiente no papel. Mas na prática, cada organização tinha já uma rede de confiança estabelecida nas comunidades. As pessoas sabiam a quem procurar. E a velocidade importava — não havia tempo para burocracia de coordenação.
Qual era a diferença entre o que o governo arrecadava e o que os movimentos populares arrecadavam?
O governo focava em itens de reconstrução — geladeiras, fogões, coisas que custam mais caro. Os movimentos populares iam direto ao essencial: colchão para dormir, água para beber, comida para hoje. Eram camadas diferentes da mesma necessidade.
A primeira-dama estar à frente das Voluntárias Sociais — isso ajudava ou complicava?
Ajudava em termos de visibilidade e recursos. Mas o que importava mesmo era que a instituição tinha estrutura física, tinha horário de funcionamento, tinha pessoas dispostas a receber doações. O nome dela abria portas, mas as portas precisavam estar abertas de verdade.
E as pessoas que perderam tudo — como sabiam para onde ir?
Pela palavra. Pelas redes. Pelos jornais. Não havia um único lugar, mas havia vários lugares conhecidos. Quem tinha um colchão para dar sabia que podia levar para a CMP ou para as Voluntárias. Quem tinha dinheiro sabia que podia transferir. A informação circulava porque a necessidade era tão grande que ninguém podia fingir que não via.
Der Puls
- Vinte e uma pessoas morreram e mais de 471 mil tiveram suas vidas interrompidas pelas enchentes que tomaram cidades do sul baiano em dezembro de 2021.
- Famílias inteiras ficaram sem teto, sem pertences e sem saber para onde ir — a urgência era concreta: colchões, água, comida, abrigo.
- A Central de Movimentos Populares, as Voluntárias Sociais da Bahia e a campanha Tem Gente Com Fome se mobilizaram quase simultaneamente, cada uma com seus próprios canais de arrecadação.
- O governo estadual foi além dos itens básicos e abriu uma conta específica para financiar também geladeiras e fogões — apostando na reconstrução de uma normalidade doméstica mínima.
- O resultado foi um mosaico de iniciativas convergindo para o mesmo ponto: múltiplas portas abertas para que qualquer pessoa pudesse ajudar de alguma forma.
No fim de dezembro de 2021, chuvas devastadoras varreram o sul da Bahia, ceifando 21 vidas e deslocando mais de 471 mil pessoas de suas casas e rotinas. Diante da magnitude do sofrimento, o estado e a sociedade civil responderam não com uma única voz, mas com um coro de iniciativas — cada organização abrindo sua própria porta para que a solidariedade pudesse entrar de muitas formas. É um momento que revela, como tantas tragédias antes, que a capacidade humana de se organizar diante da dor pode ser tão poderosa quanto a própria destruição.
No final de dezembro de 2021, chuvas intensas devastaram o sul da Bahia. Vinte e uma pessoas morreram, e mais de 471 mil viram suas vidas viradas de cabeça para baixo — casas inundadas, pertences perdidos, famílias sem teto.
A resposta não veio de um único lugar. Estado e sociedade civil se mobilizaram quase ao mesmo tempo, cada um abrindo seus próprios canais. A Central de Movimentos Populares foi uma das primeiras a agir, lançando campanha para arrecadar colchões, água e alimentos, e logo abrindo um ponto de coleta em Salvador para receber também roupas. Doações podiam ser feitas via transferência bancária ou PIX.
As Voluntárias Sociais da Bahia, presididas pela primeira-dama Aline Peixoto, abriram as portas do Palácio da Aclamação das oito da manhã às oito da noite para receber alimentos não perecíveis, água, roupas e itens de higiene. A campanha Tem Gente Com Fome também disponibilizou um canal de PIX para contribuições financeiras diretas.
O governo estadual criou a conta BA Estado Solidário, no Banco do Brasil, com um diferencial importante: os recursos serviriam não apenas para necessidades imediatas, mas também para a compra de geladeiras e fogões — itens que permitem às famílias reconstruir alguma normalidade. O PIX podia ser feito pelo CNPJ da Defesa Civil do Estado.
O que emergiu daqueles dias foi uma multiplicidade de caminhos para ajudar. Não havia uma única porta — havia várias. E essa diversidade de iniciativas era, talvez, a única resposta à altura de uma crise que havia tocado tantas vidas ao mesmo tempo.
No final de dezembro de 2021, chuvas intensas varreram cidades do sul baiano deixando um rastro de destruição. Vinte e uma pessoas morreram. Mais de 471 mil outras viram suas vidas viradas de cabeça para baixo — casas inundadas, pertences perdidos, famílias inteiras sem teto e sem saber para onde ir.
Diante da escala da tragédia, o estado e organizações da sociedade civil não esperaram. Governo, movimentos populares e instituições filantrópicas se mobilizaram quase simultaneamente, cada um abrindo canais para que quem quisesse ajudar pudesse fazer algo concreto. Não era apenas uma questão de solidariedade abstrata. Havia gente precisando de colchão, de água potável, de comida. Havia gente que tinha perdido tudo.
A Central de Movimentos Populares, entidade que atua nas periferias de 19 estados brasileiros, foi uma das primeiras a estruturar uma resposta. Lançou uma campanha específica para arrecadar justamente o que faltava: colchões, água, alimentos. Nos dias seguintes, a CMP-BA abriria um ponto de coleta em Salvador para receber também roupas. Quem quisesse contribuir poderia fazer transferências bancárias para a conta da entidade na Caixa Econômica ou usar o PIX.
As Voluntárias Sociais da Bahia, grupo presidido pela primeira-dama Aline Peixoto, também entrou em ação. A instituição abriu as portas de sua sede no Palácio da Aclamação, no Campo Grande, em Salvador, funcionando das oito da manhã até as oito da noite para receber doações de alimentos não perecíveis, água, roupas e itens de higiene e limpeza. Era um ponto de referência físico, um lugar onde as pessoas podiam ir com as mãos cheias de ajuda.
A campanha Tem Gente Com Fome também se colocou à disposição, oferecendo um canal de transferência via PIX para quem preferisse contribuir com recursos financeiros diretos. Cada organização tinha sua estrutura, seu histórico, sua rede — e todas convergiram para o mesmo objetivo.
O governo estadual, por sua vez, abriu uma conta bancária específica batizada de BA Estado Solidário. O diferencial aqui era o destino dos recursos: não apenas itens de primeira necessidade, mas também geladeiras e fogões — coisas que permitem às famílias reconstruir um mínimo de normalidade doméstica. A conta estava no Banco do Brasil, e havia também a opção de PIX usando o CNPJ da Superintendência de Proteção e Defesa Civil do Estado.
O que emergiu daqueles dias foi um mosaico de iniciativas, cada uma com seu próprio mecanismo, mas todas apontando na mesma direção. Não havia um único caminho para ajudar. Havia vários. E essa multiplicidade de portas abertas era, talvez, a única resposta adequada a uma crise que havia tocado tanta gente ao mesmo tempo.
Bemerkenswerte Zitate
Governo e movimentos populares se mobilizaram em solidariedade às vítimas— Contexto da resposta institucional