Na Arena Fonte Nova, dois destinos opostos se cruzam numa segunda-feira de setembro: o Bahia, invicto há dez rodadas e à beira do sonho continental, recebe o Remo, lanterna em crise mas único adversário capaz de derrubar o Esquadrão três vezes nesta temporada. O futebol, com sua ironia habitual, coloca o algoz no caminho exato onde a ascensão se decide. O que parece desequilíbrio na tabela pode esconder uma armadilha perfeitamente calibrada pela história recente.
Bahia busca G-4 contra Remo, seu algoz na temporada, pela 27ª rodada do Brasileirão
O único adversário que conseguiu vencer o Esquadrão três vezes
Por que o Remo consegue vencer o Bahia repetidamente quando está em crise?
É uma daquelas coisas que o futebol oferece. O Remo venceu os três confrontos em 2026, incluindo uma goleada por 4 a 1. Às vezes um time encontra uma fórmula contra outro, independentemente de sua posição na tabela.
Mas precisamos ser claros: o Remo não vence há oito jogos. Está na 19ª posição. Esses três triunfos anteriores são reais, mas não garantem nada nesta segunda-feira.
O Bahia está invicto há dez jogos. Isso é suficiente para garantir uma vitória?
Dez jogos sem derrota é uma sequência muito sólida. O time vem em ascensão, com cinco vitórias e cinco empates. Mas o Remo já mostrou que consegue competir contra eles.
A invencibilidade é real, mas cinco desses dez jogos foram empates. Não é a mesma coisa que uma sequência de vitórias. E o Bahia chega sem Erick e Léo Vieira.
Qual é o impacto dos desfalques em cada time?
O Bahia perde um meio-campista importante por suspensão e um zagueiro por lesão. O Remo perde dois jogadores por suspensão — um lateral e um volante — e ainda tem Mayk lesionado. São desfalques significativos para ambos.
Verdade, mas o Remo já estava em crise. Os desfalques pioram a situação, mas não explicam os oito jogos sem vencer. O Bahia, mesmo desfalcado, segue em seu melhor momento.
O que está em jogo para cada equipe?
Para o Bahia, uma vitória o coloca na zona de pré-Libertadores. Para o Remo, qualquer ponto pode ser crucial na luta contra o rebaixamento.
Exato. O Bahia tem tudo a ganhar. O Remo tem tudo a perder, mas já perdeu tanto que talvez isso tire pressão. Historicamente, times em crise às vezes jogam melhor quando não têm expectativas.
The Pulse
- O Bahia acumula dez jogos sem derrota e está a uma vitória de entrar no G-4, a zona que abre as portas para a pré-Libertadores.
- O Remo, porém, é o fantasma particular do Esquadrão: venceu os três confrontos disputados em 2026, incluindo uma goleada por 4 a 1.
- A crise do time paraense é real — oito jogos sem vencer e 19ª posição —, mas o desespero pelo afastamento do rebaixamento pode transformar-se em combustível perigoso.
- Ambas as equipes chegam desfalcadas por suspensões e lesões, embaralhando as escalações e tornando o resultado ainda mais imprevisível.
- Para o Bahia, perder ou empatar significa adiar o sonho; para o Remo, qualquer ponto positivo pode ser o fôlego necessário para sobreviver na elite.
Na Arena Fonte Nova, dois destinos opostos se cruzam numa segunda-feira de setembro: o Bahia, invicto há dez rodadas e à beira do sonho continental, recebe o Remo, lanterna em crise mas único adversário capaz de derrubar o Esquadrão três vezes nesta temporada. O futebol, com sua ironia habitual, coloca o algoz no caminho exato onde a ascensão se decide. O que parece desequilíbrio na tabela pode esconder uma armadilha perfeitamente calibrada pela história recente.
Na noite de segunda-feira, 14 de setembro, a Arena Fonte Nova em Salvador recebe um duelo de trajetórias radicalmente opostas. O Bahia de Rogério Ceni vive seu melhor momento na temporada: dez jogos sem derrota, cinco vitórias, cinco empates e 43 pontos que o colocam na quinta posição. Uma vitória basta para alcançar o G-4 e a zona de pré-Libertadores. Há, porém, um obstáculo de natureza quase psicológica: o Remo é o único adversário que venceu o Esquadrão três vezes em 2026.
O time paraense, comandado por Léo Condé, vive realidade oposta. São oito jogos sem vencer, 19ª posição e apenas 23 pontos — um retrato de equipe em luta direta contra o rebaixamento. Ainda assim, o histórico recente alimenta esperança: uma goleada por 4 a 1 no primeiro turno e uma vitória por 2 a 1 no Mangueirão mostram que o Remo sabe como incomodar o Bahia quando o momento exige.
As ausências pesam dos dois lados. O Bahia perde o zagueiro Léo Vieira, no departamento médico, e o meio-campista Erick, suspenso. Ceni deve escalar Alejo Véliz, Erick Pulga e Kike Olivera no ataque, com Nicolás Acevedo e Jean Lucas no meio. O Remo enfrenta baixas ainda mais críticas: o lateral Marcelinho e o volante Edson Fernando estão suspensos, e o lateral Mayk está lesionado. Léo Condé deve recuar Yago Pikachu para a lateral-direita, abrindo espaço para Jajá no setor ofensivo.
Transmitido exclusivamente pelo Premiere a partir das 20h, o jogo tem arbitragem de Rodrigo José Pereira de Lima, com VAR operado por Douglas Schwengber da Silva. Para o Bahia, a vitória é quase obrigatória. Para o Remo, o histórico recente é o argumento mais sólido de que uma surpresa ainda é possível.
Na noite desta segunda-feira, 14 de setembro, Bahia e Remo se encontram na Arena Fonte Nova em Salvador para a 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, um duelo que reúne trajetórias radicalmente opostas na temporada. O Bahia, sob comando de Rogério Ceni, chega em seu melhor momento: dez jogos sem derrota, com cinco vitórias e cinco empates, ocupando a quinta posição com 43 pontos. Uma vitória coloca o time na zona de pré-Libertadores, o G-4 que persegue há rodadas. Mas há um problema incômodo: o Remo é o único adversário que conseguiu vencer o Esquadrão três vezes em 2026, derrotando-o em todos os confrontos disputados até aqui.
O Remo, porém, vive realidade completamente distinta. Sob o comando de Léo Condé, a equipe paraense não vence há oito jogos e ocupa a 19ª posição com apenas 23 pontos, lutando contra o rebaixamento. Apesar da crise, o histórico recente contra o Bahia oferece esperança: uma goleada por 4 a 1 no primeiro turno e uma vitória por 2 a 1 no Mangueirão mostram que o time consegue competir contra adversários de melhor desempenho. Essa combinação — um time em ascensão enfrentando seu algoz particular — torna o confronto imprevisível.
Ambas as equipes chegam significativamente desfalcadas. O Bahia segue sem o zagueiro Léo Vieira, que permanece no departamento médico, e perde o meio-campista Erick por suspensão. Rogério Ceni deve escalar Ronaldo na meta; Román Gómez, Marcos Victor ou Kanu, David Duarte e Luciano Juba na defesa; Nicolás Acevedo, Jean Lucas e Rodrigo Nestor no meio; e Kike Olivera, Erick Pulga e Alejo Véliz no ataque.
O Remo enfrenta ausências ainda mais críticas. O lateral-direito Marcelinho recebeu seu terceiro cartão amarelo, enquanto o volante Edson Fernando foi expulso na rodada anterior contra o Flamengo. O lateral Mayk também está fora por lesão. Léo Condé deve recuar Yago Pikachu para a lateral-direita, abrindo espaço para Jajá no ataque. A escalação prevista coloca Marcelo Rangel no gol; Yago Pikachu, Marllon, Tchamba e Marlon na defesa; Picco, Patrick e Zé Ricardo no meio; e Galeano, Jajá e Gabriel Taliari no setor ofensivo.
O confronto será transmitido exclusivamente pelo Premiere a partir das 20h no horário de Brasília. A arbitragem fica a cargo de Rodrigo José Pereira de Lima, de Pernambuco, com assistência de Francisco Chaves Bezerra Junior e Andrey Luiz de Freitas. Douglas Schwengber da Silva, do Rio Grande do Sul, opera o VAR. Para o Bahia, a vitória é quase obrigatória se o objetivo é alcançar a zona de pré-Libertadores nesta rodada. Para o Remo, qualquer resultado positivo pode significar respiro em sua luta contra o rebaixamento — e o histórico recente sugere que o time tem condições de surpreender.
Notable Quotes
Uma vitória coloca o Bahia na zona de pré-Libertadores— Contexto da 27ª rodada do Brasileirão