Ele não aceitava a separação. Quando ela disse não, ele reagiu com violência extrema.
No sábado, 16 de agosto, Priscila Azevedo Mundim, auxiliar administrativa de 46 anos e mãe de dois filhos, foi encontrada morta em sua casa no bairro Padre Eustáquio, em Belo Horizonte. Seu namorado, o policial penal afastado Rodrigo Caldas, é apontado como o autor do crime — um homem que já havia sido retirado do serviço ativo por razões psiquiátricas, mas que permanecia livre e próximo à mulher que tentava deixá-lo. A morte de Priscila não é um episódio isolado: é mais um elo em uma cadeia de violência doméstica que transforma o fim de um relacionamento em sentença de morte para mulheres no Brasil.
- Priscila havia decidido encerrar um relacionamento de cinco meses, mas Caldas se recusava a aceitar a separação — vizinhos ouviram uma briga intensa na noite do crime.
- O corpo de Priscila foi encontrado com múltiplos ferimentos de faca e sinais de estrangulamento; ao lado dela, Caldas havia tentado suicidar-se com a mesma arma.
- O suspeito estava afastado da corporação desde janeiro de 2024 por motivos psiquiátricos e já tinha o armamento institucional recolhido — ainda assim, nenhuma medida impediu seu acesso à vítima.
- Caldas está internado sob escolta no Hospital João XXIII; um inquérito por feminicídio foi aberto, com pena prevista de 20 a 40 anos.
- Priscila deixa dois filhos, de 22 e 11 anos; o sepultamento ocorre neste domingo no Cemitério Parque da Colina, em Belo Horizonte.
Priscila Azevedo Mundim tinha 46 anos, trabalhava como auxiliar administrativa e era mãe de dois filhos — um jovem de 22 e uma criança de 11 anos. No sábado, 16 de agosto, foi encontrada morta em casa, no bairro Padre Eustáquio, na região noroeste de Belo Horizonte. Seu corpo apresentava ferimentos de faca e sinais de estrangulamento. Ao lado dela estava Rodrigo Caldas, policial penal de 45 anos com quem ela namorava há cerca de cinco meses — uma faca na mão e um ferimento profundo no abdômen, resultado de uma tentativa de suicídio após o crime.
Semanas antes, Priscila havia decidido terminar o relacionamento. Caldas não aceitava. Familiares o descrevem como possessivo e controlador. A última vez que ela foi vista com vida foi ao sair de uma confraternização na casa da irmã, acompanhada do namorado. Vizinhos relataram ter ouvido uma briga intensa naquela noite.
O histórico de Caldas revela um alerta ignorado: desde janeiro de 2024, ele estava afastado de suas funções por motivos psiquiátricos e seu armamento institucional havia sido recolhido. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública confirmou os fatos, mas não há registro de qualquer medida de proteção ou monitoramento que pudesse ter prevenido o crime. Ele permanecia livre e com acesso à vítima.
Caldas foi levado ao Hospital João XXIII e permanece internado sob escolta policial. O crime foi registrado como feminicídio — a forma mais grave de homicídio contra mulheres no Brasil, com pena de 20 a 40 anos. Um inquérito foi aberto para apurar as circunstâncias. O velório de Priscila ocorre neste domingo, a partir das 11 horas, no Cemitério Parque da Colina, com enterro previsto para as 15 horas. Seus dois filhos crescerão sem a mãe.
Priscila Azevedo Mundim tinha 46 anos, trabalhava como auxiliar administrativa e deixa dois filhos — um de 22 anos e outro de 11. No sábado, 16 de agosto, ela foi encontrada morta em casa, no bairro Padre Eustáquio, na região noroeste de Belo Horizonte. Seu corpo apresentava múltiplos ferimentos causados por faca e sinais de estrangulamento. Ao seu lado estava Rodrigo Caldas, policial penal de 45 anos, com quem ela namorava há cerca de cinco meses. Caldas tinha uma faca na mão e um ferimento profundo no abdômen — havia tentado tirar a própria vida após o crime.
O que levou ao desfecho trágico começou semanas antes. Priscila havia decidido terminar o relacionamento com Caldas, mas ele não aceitava a separação. Vizinhos relataram ter ouvido uma briga intensa na noite do crime. Familiares descrevem Caldas como possessivo e controlador. A última vez que Priscila foi vista com vida foi quando ela e o namorado saíram juntos da casa da irmã, onde estavam em uma confraternização.
O contexto de Caldas é relevante para entender o que aconteceu. Desde janeiro de 2024, ele estava afastado de suas funções na corporação por motivos psiquiátricos. Seu armamento institucional já havia sido recolhido naquela época. Apesar do afastamento e das restrições, ele continuava livre e tinha acesso a Priscila. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública confirmou esses detalhes, mas não há registro de medidas de proteção ou monitoramento mais rigoroso que pudesse ter prevenido o crime.
Após a agressão fatal, Caldas foi levado ao Hospital João XXIII por policiais militares. Permanece internado sob escolta, recebendo tratamento para o ferimento que ele mesmo se infligiu. Enquanto isso, a família de Priscila se prepara para o sepultamento. O velório acontece neste domingo, 17 de agosto, a partir das 11 horas, no Cemitério Parque da Colina, no bairro Nova Cintra, região oeste de Belo Horizonte. O enterro está marcado para as 15 horas.
O crime foi registrado como feminicídio, a forma mais grave de homicídio contra mulheres no Brasil. A lei prevê pena de 20 a 40 anos de prisão para quem é condenado por esse crime. Um inquérito foi aberto para investigar as circunstâncias completas do caso. A morte de Priscila se soma a um padrão recorrente de violência doméstica que marca o país — mulheres mortas por parceiros ou ex-parceiros que não aceitam o fim do relacionamento. Seus dois filhos agora crescerão sem a mãe, e a comunidade do Padre Eustáquio fica marcada por mais um crime que poderia ter sido evitado.
Notable Quotes
Ela tentou se separar, mas o namorado não aceitava e era possessivo— Parentes de Priscila
O policial penal estava afastado das atividades desde janeiro de 2024 por motivos psiquiátricos, sendo que o armamento institucional já havia sido recolhido desde então— Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que um policial penal afastado por problemas psiquiátricos continuava tendo acesso à vítima sem qualquer monitoramento?
Essa é a pergunta que fica no ar. O sistema recolheu a arma dele, mas não criou barreiras que impedissem o contato com Priscila. Afastamento não é isolamento.
Ela tentou sair do relacionamento. Como isso escalou para morte?
Segundo relatos, ele era possessivo e não aceitava a separação. Quando ela disse não, ele reagiu com violência extrema. Cinco meses de namoro, mas o controle era total.
Os vizinhos ouviram a briga. Ninguém chamou a polícia durante?
Ouviram depois que tudo já tinha acontecido. Uma briga intensa, sim, mas não há registro de intervenção em tempo real. Às vezes a violência é rápida demais.
E agora, com ele internado, qual é o próximo passo?
Inquérito por feminicídio. Se condenado, pena de 20 a 40 anos. Mas Priscila já não está aqui. Seus filhos é que carregam o resto da vida.
Isso poderia ter sido prevenido?
Talvez. Se houvesse monitoramento mais rigoroso, se a família tivesse conseguido uma medida protetiva, se o sistema tivesse conectado os pontos entre o afastamento psiquiátrico e o comportamento controlador. Mas essas são as perguntas que vêm depois.