Augusto Cury declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno com oito compromissos

Minha independência de pensamento seria inegociável
Cury afirmou que deixou claro a Bolsonaro que não participaria de seu governo.
Mark

Por que Cury decidiu apoiar Bolsonaro e não Lula? Qual era a lógica?

Mimi

Cury não explicou publicamente uma rejeição a Lula. O que ele fez foi estabelecer condições muito específicas para apoiar Bolsonaro — oito compromissos públicos que refletem as prioridades que defendeu em sua própria campanha.

Luke

Mas isso é importante: não sabemos se Cury ofereceu as mesmas condições a Lula e foi rejeitado, ou se simplesmente escolheu Bolsonaro. O comunicado não diz.

Mimi

Verdade. O que sabemos é que Cury conversou com Bolsonaro, pediu compromissos públicos, e Bolsonaro aceitou. Cury deixou claro que não quer cargo no governo.

Mark

Então o apoio é genuinamente sobre as propostas, não sobre poder?

Mimi

Segundo Cury, sim. Ele diz que seu voto de confiança é condicionado e que continuará cobrando, questionando e criticando.

Luke

Mas "voto de confiança condicionado" é uma construção interessante. Na prática, Cury está apoiando Bolsonaro. Se Bolsonaro vencer, Cury terá ajudado. Depois pode criticar à vontade, mas o resultado já está lá.

Mark

Os oito compromissos — são coisas que Bolsonaro já defendia, ou Cury está pedindo mudanças de posição?

Mimi

Não temos informação suficiente para dizer. Alguns pontos, como fim da reeleição presidencial, podem ser novos para Bolsonaro. Outros, como agricultura, podem estar alinhados.

Luke

Exatamente. O comunicado lista os oito pontos, mas não diz se Bolsonaro já os apoiava ou se está assumindo-os agora por pressão de Cury.

Mark

E quanto ao timing? Por que Cury esperou até agora para anunciar?

Mimi

Ele conversou com Bolsonaro por videochamada, pediu os compromissos, e depois anunciou. Pode ter levado tempo para negociar os termos.

Luke

Ou pode ter sido estratégico — esperar para ver como o primeiro turno se desenrolava, depois escolher o lado que parecia mais forte.

  • Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, Flávio Bolsonaro e Lula disputam cada apoio disponível — e Cury, com 2,89% dos votos válidos, representa uma voz com peso simbólico considerável.
  • O ex-candidato deixou claro que não há cargos, privilégios nem vantagens pessoais na mesa: seu apoio é um contrato de cobrança, não uma rendição.
  • Os oito compromissos exigidos cobrem desde o fim da reeleição presidencial até a duplicação da produção sustentável de alimentos em dez anos, passando por proteção às mulheres, valorização de professores e pacificação nacional.
  • Cury avisou que manterá o direito permanente de questionar, criticar e exigir coerência — definindo seu apoio como 'não um cheque em branco', mas uma vigilância ativa.
  • O movimento de Cury se soma ao do Podemos e ao da ex-candidata Clariana Barão, sinalizando que Bolsonaro está consolidando uma frente ampla de terceiros colocados antes do confronto final com Lula.

No intervalo entre dois turnos que definirão os rumos do Brasil, o médico e escritor Augusto Cury — terceiro colocado no primeiro turno com quase 3,4 milhões de votos — escolheu depositar sua confiança em Flávio Bolsonaro, não como gesto de adesão incondicional, mas como um pacto de exigências. Sem negociar cargos nem abrir mão de sua independência intelectual, Cury transformou seu apoio em um documento de oito compromissos públicos, lembrando que a política, quando honesta, começa pelo que se promete antes de vencer.

Augusto Cury encerrou o primeiro turno em terceiro lugar, com 3,4 milhões de votos e 2,89% dos válidos. Nesta quinta-feira, anunciou apoio a Flávio Bolsonaro para o segundo turno — decisão tomada após conversa direta, franca e sem intermediários entre os dois. Desde o início, Cury foi categórico: sua independência intelectual não estava à venda, e nenhum cargo ou vantagem pessoal fazia parte da equação.

O apoio veio acompanhado de condições formais. Em documento divulgado por sua assessoria, Cury deixou registrado que sua confiança 'não constitui um cheque em branco' — e que reserva para si o direito permanente de cobrar, questionar e exigir coerência entre promessas e ações. Transparência, responsabilidade fiscal e respeito às instituições democráticas também foram listados como expectativas inegociáveis.

Os oito compromissos públicos que Cury pediu a Bolsonaro abrangem um espectro amplo: fim da reeleição presidencial, expansão da telemedicina e acesso à medicina moderna, proteção integral às mulheres com uso de tecnologia, valorização e melhores salários para professores, financiamento de até dez milhões de microempresas, fortalecimento do cooperativismo, duplicação da produção sustentável de alimentos em dez anos e pacificação nacional com um governo para todos os brasileiros, independentemente de convicção política.

O anúncio de Cury se insere em um movimento mais amplo. No mesmo dia, o Podemos declarou apoio a Bolsonaro. Um dia antes, a ex-candidata Clariana Barão, da Democracia Cristã, também aderiu à candidatura do senador. Flávio Bolsonaro, que chegou ao segundo turno com 47,03% dos votos válidos frente aos 45,15% de Lula, segue acumulando apoios em ritmo acelerado — com o confronto final marcado para 25 de outubro.

Augusto Cury, que terminou o primeiro turno das eleições presidenciais em terceiro lugar com 3,4 milhões de votos e 2,89% do total válido, anunciou nesta quinta-feira seu apoio a Flávio Bolsonaro para o segundo turno. A decisão veio após uma conversa direta entre os dois, que Cury descreveu como franca e sem intermediários. O ex-candidato do Avante deixou claro desde o início que sua participação no eventual governo de Bolsonaro não estava em discussão — sua independência intelectual, afirmou, seria inegociável.

Flávio Bolsonaro chega ao segundo turno com 56 milhões de votos e 47,03% dos votos válidos, enfrentando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu 53,8 milhões de votos e 45,15%. O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Antes de formalizar seu apoio, Cury conversou com Bolsonaro por videochamada e pediu que o senador se comprometesse publicamente com as propostas que havia defendido durante sua própria campanha.

O apoio de Cury vem acompanhado de uma declaração explícita: não há negociação de cargos, privilégios ou vantagens pessoais envolvidas. Mais do que isso, o ex-candidato deixou registrado que seu voto de confiança é condicionado. "A confiança de Augusto Cury não constitui um cheque em branco", diz o documento divulgado por sua assessoria. O apoio será acompanhado do direito permanente de cobrar, questionar, criticar e exigir coerência entre promessas e ações. Cury também estabeleceu que espera transparência, responsabilidade fiscal, respeito às instituições democráticas e prestação de contas contínua.

Os oito compromissos públicos que Cury pediu que Bolsonaro assumisse cobrem áreas amplas. Incluem o fim da reeleição presidencial como forma de garantir alternância de poder, transformação da saúde com expansão de telemedicina e acesso à medicina moderna, proteção integral às mulheres com uso de tecnologia no combate à violência, e transformação da educação com valorização e melhores salários para professores. Também constam financiamento de até dez milhões de microempresas para estimular empreendedorismo, fortalecimento do cooperativismo, duplicação da produção sustentável de alimentos em dez anos, e pacificação nacional com um governo para todos os brasileiros independentemente de convicções políticas, além de combate à corrupção.

O anúncio de Cury se soma a outros apoios que Flávio Bolsonaro vem recebendo no segundo turno. Nesta quinta-feira, o Podemos anunciou seu apoio ao candidato do PL. Um dia antes, Clariana Barão, ex-candidata à presidência pela Democracia Cristã, também declarou apoio a Bolsonaro, afirmando ter "compromisso irrestrito" com sua candidatura. A estratégia de Bolsonaro de agregar apoios de terceiros colocados e partidos menores segue em ritmo acelerado conforme a data do segundo turno se aproxima.

A confiança de Augusto Cury não constitui um cheque em branco. Trata-se de um voto de confiança condicionado ao cumprimento dos princípios e compromissos aqui assumidos
— Augusto Cury, em comunicado de sua assessoria
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