Na véspera de Natal, exatamente dez meses após o início da invasão, um bombardeio russo atingiu o centro civil de Kherson, no sul da Ucrânia, matando ao menos cinco pessoas e ferindo outras 35. O presidente Zelenski, diante do silêncio de Moscou, nomeou o ato com precisão moral: não uma operação militar, mas terror deliberado contra quem não empunha armas. A guerra, que já havia apagado luzes e aquecimento em pleno inverno, escolheu a véspera de uma festa de paz para inscrever mais nomes em sua longa lista de perdas.
Ataque russo a Kherson mata ao menos 5 e deixa 35 feridos na véspera de Natal
Isso é terror, isso é matar para intimidar e por prazer
Por que Zelenski escolheu caracterizar isso especificamente como terror, em vez de simplesmente relatar um ataque militar?
Porque o alvo não era militar. Era o centro da cidade, onde civis estavam. Ele estava tentando nomear a intenção por trás do ato — não ganho estratégico, mas intimidação pura.
E o timing, na véspera de Natal, importa realmente?
Importa porque amplifica a mensagem. Um ataque em um dia comum é uma coisa. Um ataque quando as pessoas deveriam estar com suas famílias é outra. Zelenski estava dizendo: nem mesmo isso é sagrado.
Dezesseis dos trinta e cinco feridos em estado grave — isso significa que os hospitais estão sobrecarregados?
Provavelmente. Kherson já havia sofrido semanas de bombardeios. Os serviços médicos já estavam sob pressão. Um ataque desse porte não chega a um sistema intacto.
Por que a Rússia não respondeu?
Silêncio é também uma resposta. Negar, justificar ou reconhecer — cada opção tem custos políticos. Às vezes é mais seguro não dizer nada.
Isso marca dez meses exatos de guerra?
Sim. Não é coincidência. É um ponto de referência — metade de um ano de conflito. Zelenski estava marcando o tempo, mostrando que a violência não diminuiu, apenas mudou de forma.
The Pulse
- Um ataque russo varreu o centro de Kherson na manhã de sábado, deixando cinco mortos e 35 feridos — 16 deles em estado grave — em plena véspera de Natal.
- Zelenski denunciou publicamente que o alvo não era militar, mas o coração civil da cidade, classificando a ação como terrorismo destinado a intimidar e a matar por prazer.
- Kherson já acumulava semanas de bombardeios recorrentes a infraestruturas de energia, deixando a população exposta ao frio do inverno enquanto a guerra completava dez meses.
- A Rússia permaneceu em silêncio diante das acusações, sem emitir qualquer resposta oficial, ampliando o contraste entre a violência dos fatos e a ausência de qualquer justificativa.
Na véspera de Natal, exatamente dez meses após o início da invasão, um bombardeio russo atingiu o centro civil de Kherson, no sul da Ucrânia, matando ao menos cinco pessoas e ferindo outras 35. O presidente Zelenski, diante do silêncio de Moscou, nomeou o ato com precisão moral: não uma operação militar, mas terror deliberado contra quem não empunha armas. A guerra, que já havia apagado luzes e aquecimento em pleno inverno, escolheu a véspera de uma festa de paz para inscrever mais nomes em sua longa lista de perdas.
Na manhã da véspera de Natal, um bombardeio russo atingiu o centro de Kherson, cidade no sul da Ucrânia, marcando com sangue o décimo mês exato da invasão iniciada em 24 de fevereiro. O presidente Volodimir Zelenski confirmou ao menos cinco mortos e 35 feridos, e não hesitou em nomear o que via: não um ataque a posições militares, mas terror contra civis desarmados. "Isso é matar para intimidar e por prazer", afirmou em mensagem nas redes sociais.
O assessor presidencial Kirilo Timochenko detalhou que 16 dos feridos se encontravam em estado grave, recebendo atendimento de emergência. O ataque não era um episódio isolado — Kherson já sofria bombardeios há semanas, com infraestruturas de energia destruídas e a população vulnerável ao inverno que avançava.
Do lado russo, apenas silêncio. Nenhuma resposta oficial foi emitida, deixando as palavras de Zelenski sem réplica e a cidade de Kherson a contar seus mortos num dia que, para muitos, deveria ser de paz.
No sábado de manhã, véspera de Natal, um ataque russo atingiu o centro de Kherson, cidade no sul da Ucrânia. Volodimir Zelenski, presidente ucraniano, confirmou que pelo menos cinco pessoas morreram e outras 35 ficaram feridas. O bombardeio ocorreu exatamente dez meses após o início da invasão russa, em 24 de fevereiro.
Zelenski não poupou palavras ao descrever o que havia acontecido. Em mensagem nas redes sociais, afirmou que o ataque não visava instalações militares, mas sim o coração civil da cidade. "Isso é terror, isso é matar para intimidar e por prazer", disse o presidente, caracterizando a ação como um ato deliberado contra a população desarmada.
O assessor presidencial Kirilo Timochenko forneceu detalhes adicionais horas depois. Dos 35 feridos, 16 estavam em estado grave, recebendo atendimento médico de emergência. Os números revelavam a intensidade do impacto: não se tratava de um incidente isolado, mas de uma operação que deixou rastros significativos de destruição e sofrimento.
Kherson já havia enfrentado semanas de bombardeios recorrentes. Infraestruturas críticas, como instalações de energia elétrica, haviam sido alvo em ataques anteriores, deixando a população vulnerável ao frio do inverno que se aproximava. O ataque de sábado se inseria em um padrão de pressão militar contínua sobre a região.
A Rússia, até aquele momento, permanecia em silêncio. Nenhuma resposta oficial havia sido emitida sobre as acusações ucranianas. O vazio de resposta contrastava com a clareza das palavras de Zelenski, que via no ataque não apenas uma ação militar, mas um ato de violência contra civis em um dia que deveria ser de paz e reflexão para muitos.
Notable Quotes
Não são instalações militares. Não é uma guerra com regras definidas. Isso é terror, isso é matar para intimidar e por prazer— Volodimir Zelenski, presidente ucraniano