Em Veneza, onde o cinema encontra a memória, Ashley St. Clair escolheu a palavra sobre o dinheiro. A mãe de um dos filhos de Elon Musk revelou ter recusado 40 milhões de dólares para guardar silêncio — uma quantia tão vasta que, paradoxalmente, a convenceu a falar. A história coloca em tensão a imagem pública de um homem que se proclama guardião da liberdade de expressão e as práticas privadas que, segundo ela, contradizem esse ideal.
Ashley St. Clair recusa 40 milhões de dólares para se calar sobre Elon Musk
Quando te oferecem algo assim, gera um debate sobre o valor da tua palavra
Porque é que ela recusou o dinheiro? Quarenta milhões de dólares é uma quantia que muda vidas.
Porque a magnitude da oferta a fez questionar-se. Se alguém está disposto a pagar tanto para te calar, isso diz algo sobre o que tens para contar. A palavra dela tornou-se mais valiosa do que o silêncio.
Mas temos apenas a versão dela sobre a oferta. Não há confirmação independente de que Musk ou alguém em nome dele fez essa proposta. É uma acusação séria.
Ela estava a promover um documentário crítico sobre Musk. Isso não torna a história mais suspeita?
Talvez. Mas também é verdade que ela tinha incentivo para falar — o documentário. A questão é se a oferta de silêncio é real ou não.
Exatamente. E não sabemos. O que sabemos é que ela disse isto em Veneza, durante a promoção. Musk respondeu atacando o realizador, não negando a oferta.
Isso é significativo?
É. Se fosse falso, negaria diretamente. O silêncio sobre esse ponto específico é notável.
Ou é uma estratégia — não dignificar a acusação com uma resposta direta. Não podemos saber com certeza.
Então o que é certo aqui?
Que ela recusou falar durante anos, que agora está a falar, e que Musk tentou atacar o documentário em vez de abordar o que ela disse.
E que temos uma história de um lado, sem confirmação do outro.
O Pulso
- Uma oferta de 40 milhões de dólares foi feita a Ashley St. Clair para que nunca falasse sobre a sua relação com Elon Musk — ela recusou e foi a Veneza contar tudo.
- A magnitude do valor proposto produziu o efeito oposto ao desejado: em vez de silenciar St. Clair, fez-a questionar o que valia a sua palavra e por que razão alguém pagaria tanto para a calar.
- A revelação expõe uma contradição incómoda no centro da imagem de Musk, o autoproclamado 'absolutista da liberdade de expressão' que aparentemente tentou comprar o silêncio de alguém próximo.
- Musk não respondeu diretamente às acusações, optando por atacar o realizador Alex Gibney e o documentário, desviando o foco da substância para a credibilidade de quem conta a história.
Em Veneza, onde o cinema encontra a memória, Ashley St. Clair escolheu a palavra sobre o dinheiro. A mãe de um dos filhos de Elon Musk revelou ter recusado 40 milhões de dólares para guardar silêncio — uma quantia tão vasta que, paradoxalmente, a convenceu a falar. A história coloca em tensão a imagem pública de um homem que se proclama guardião da liberdade de expressão e as práticas privadas que, segundo ela, contradizem esse ideal.
Ashley St. Clair tinha 28 anos e uma história guardada quando chegou ao Festival de Cinema de Veneza para promover o novo documentário de Alex Gibney sobre Elon Musk. Foi lá que revelou ter recusado uma oferta de 40 milhões de dólares — cerca de 35 milhões de euros — para nunca falar sobre o tempo que passou com o homem mais rico do mundo.
St. Clair, que no início de 2025 tinha tornado público ser mãe de um dos pelo menos 14 filhos de Musk, explicou que a dimensão da proposta não a silenciou — fez o contrário. "Quando te oferecem algo assim, isso gera um verdadeiro debate na tua cabeça sobre o significado da tua palavra, o seu valor, e a razão pela qual te querem pagar tanto dinheiro para ficares calada", disse ela. A magnitude do número foi, paradoxalmente, o que a motivou a falar.
A escolha levantou uma questão incómoda sobre coerência: o mesmo Musk que se apresenta como defensor absoluto da liberdade de expressão desde que adquiriu o Twitter teria tentado comprar o silêncio de alguém da sua esfera privada. A ironia não passou despercebida.
Musk não respondeu diretamente às acusações de St. Clair. Em vez disso, atacou o realizador do documentário, classificando Alex Gibney de "idiota até ao tutano" e acusando-o de perpetrar "o ataque difamatório mais terrível que se possa imaginar". Uma resposta que desviou o olhar do que estava a ser dito para quem o estava a dizer.
Ashley St. Clair, aos 28 anos, mãe de um dos filhos de Elon Musk, estava em Veneza para a promoção de um documentário quando decidiu contar uma história que tinha guardado. Lhe tinham oferecido 40 milhões de dólares — cerca de 35 milhões de euros — para não falar sobre o tempo que passou com o homem mais rico do mundo. Ela recusou.
A revelação surgiu durante o Festival de Cinema de Veneza, enquanto promovia o novo documentário do realizador Alex Gibney sobre Musk. Quando questionada sobre o impacto de conviver com o fundador da Tesla, St. Clair marcou uma diferença clara face aos relatos que outros ex-colaboradores do magnata tinham tornado públicos. A dimensão da proposta que lhe tinha sido feita não era pequena — era o tipo de número que força uma pessoa a parar e pensar.
Para St. Clair, que no início de 2025 tinha revelado ter dado à luz um dos pelo menos 14 filhos de Musk, a oferta funcionou de forma inversa à pretendida. Em vez de a silenciar, a magnitude do valor oferecido gerou nela uma reflexão profunda. "Quando te oferecem algo assim, isso gera um verdadeiro debate na tua cabeça sobre o significado da tua palavra, o seu valor, e a razão pela qual te querem pagar tanto dinheiro para ficares calada", explicou ela.
A escolha que fez foi pela liberdade de contar a sua história em vez de aceitar uma conta bancária substancial. Mas a decisão também levantava uma questão incómoda sobre a coerência de Musk. O homem que se apresenta como um "absolutista da liberdade de expressão" — particularmente desde que adquiriu o Twitter — tinha aparentemente tentado comprar o silêncio de alguém próximo a ele. A ironia não passou despercebida.
Musk ainda não tinha respondido diretamente às acusações de St. Clair no momento em que estas foram tornadas públicas. O que ele tinha feito, porém, era atacar a imparcialidade do documentário e do seu realizador. Classificou Alex Gibney como "um idiota até ao tutano" e acusou-o de estar empenhado em fazer "o ataque difamatório mais terrível que se possa imaginar" contra si. A resposta era típica — desviar o foco do mensageiro para a mensagem, questionar a credibilidade de quem contava a história em vez de abordar o que estava a ser dito.
Citações Notáveis
Quando te oferecem algo assim, isso gera um verdadeiro debate na tua cabeça sobre o significado da tua palavra, o seu valor, e a razão pela qual te querem pagar tanto dinheiro para ficares calada— Ashley St. Clair
Um idiota até ao tutano empenhado em fazer o ataque difamatório mais terrível que se possa imaginar— Elon Musk, sobre o realizador Alex Gibney