Ashley St. Clair recusa 40 milhões de dólares para se calar sobre Elon Musk

Quando te oferecem algo assim, gera um debate sobre o valor da tua palavra
Ashley St. Clair explicou por que recusou 40 milhões de dólares para manter silêncio sobre Elon Musk.
Mark

Porque é que ela recusou o dinheiro? Quarenta milhões de dólares é uma quantia que muda vidas.

Mimi

Porque a magnitude da oferta a fez questionar-se. Se alguém está disposto a pagar tanto para te calar, isso diz algo sobre o que tens para contar. A palavra dela tornou-se mais valiosa do que o silêncio.

Luke

Mas temos apenas a versão dela sobre a oferta. Não há confirmação independente de que Musk ou alguém em nome dele fez essa proposta. É uma acusação séria.

Mark

Ela estava a promover um documentário crítico sobre Musk. Isso não torna a história mais suspeita?

Mimi

Talvez. Mas também é verdade que ela tinha incentivo para falar — o documentário. A questão é se a oferta de silêncio é real ou não.

Luke

Exatamente. E não sabemos. O que sabemos é que ela disse isto em Veneza, durante a promoção. Musk respondeu atacando o realizador, não negando a oferta.

Mark

Isso é significativo?

Mimi

É. Se fosse falso, negaria diretamente. O silêncio sobre esse ponto específico é notável.

Luke

Ou é uma estratégia — não dignificar a acusação com uma resposta direta. Não podemos saber com certeza.

Mark

Então o que é certo aqui?

Mimi

Que ela recusou falar durante anos, que agora está a falar, e que Musk tentou atacar o documentário em vez de abordar o que ela disse.

Luke

E que temos uma história de um lado, sem confirmação do outro.

  • Uma oferta de 40 milhões de dólares foi feita a Ashley St. Clair para que nunca falasse sobre a sua relação com Elon Musk — ela recusou e foi a Veneza contar tudo.
  • A magnitude do valor proposto produziu o efeito oposto ao desejado: em vez de silenciar St. Clair, fez-a questionar o que valia a sua palavra e por que razão alguém pagaria tanto para a calar.
  • A revelação expõe uma contradição incómoda no centro da imagem de Musk, o autoproclamado 'absolutista da liberdade de expressão' que aparentemente tentou comprar o silêncio de alguém próximo.
  • Musk não respondeu diretamente às acusações, optando por atacar o realizador Alex Gibney e o documentário, desviando o foco da substância para a credibilidade de quem conta a história.

Em Veneza, onde o cinema encontra a memória, Ashley St. Clair escolheu a palavra sobre o dinheiro. A mãe de um dos filhos de Elon Musk revelou ter recusado 40 milhões de dólares para guardar silêncio — uma quantia tão vasta que, paradoxalmente, a convenceu a falar. A história coloca em tensão a imagem pública de um homem que se proclama guardião da liberdade de expressão e as práticas privadas que, segundo ela, contradizem esse ideal.

Ashley St. Clair tinha 28 anos e uma história guardada quando chegou ao Festival de Cinema de Veneza para promover o novo documentário de Alex Gibney sobre Elon Musk. Foi lá que revelou ter recusado uma oferta de 40 milhões de dólares — cerca de 35 milhões de euros — para nunca falar sobre o tempo que passou com o homem mais rico do mundo.

St. Clair, que no início de 2025 tinha tornado público ser mãe de um dos pelo menos 14 filhos de Musk, explicou que a dimensão da proposta não a silenciou — fez o contrário. "Quando te oferecem algo assim, isso gera um verdadeiro debate na tua cabeça sobre o significado da tua palavra, o seu valor, e a razão pela qual te querem pagar tanto dinheiro para ficares calada", disse ela. A magnitude do número foi, paradoxalmente, o que a motivou a falar.

A escolha levantou uma questão incómoda sobre coerência: o mesmo Musk que se apresenta como defensor absoluto da liberdade de expressão desde que adquiriu o Twitter teria tentado comprar o silêncio de alguém da sua esfera privada. A ironia não passou despercebida.

Musk não respondeu diretamente às acusações de St. Clair. Em vez disso, atacou o realizador do documentário, classificando Alex Gibney de "idiota até ao tutano" e acusando-o de perpetrar "o ataque difamatório mais terrível que se possa imaginar". Uma resposta que desviou o olhar do que estava a ser dito para quem o estava a dizer.

Ashley St. Clair, aos 28 anos, mãe de um dos filhos de Elon Musk, estava em Veneza para a promoção de um documentário quando decidiu contar uma história que tinha guardado. Lhe tinham oferecido 40 milhões de dólares — cerca de 35 milhões de euros — para não falar sobre o tempo que passou com o homem mais rico do mundo. Ela recusou.

A revelação surgiu durante o Festival de Cinema de Veneza, enquanto promovia o novo documentário do realizador Alex Gibney sobre Musk. Quando questionada sobre o impacto de conviver com o fundador da Tesla, St. Clair marcou uma diferença clara face aos relatos que outros ex-colaboradores do magnata tinham tornado públicos. A dimensão da proposta que lhe tinha sido feita não era pequena — era o tipo de número que força uma pessoa a parar e pensar.

Para St. Clair, que no início de 2025 tinha revelado ter dado à luz um dos pelo menos 14 filhos de Musk, a oferta funcionou de forma inversa à pretendida. Em vez de a silenciar, a magnitude do valor oferecido gerou nela uma reflexão profunda. "Quando te oferecem algo assim, isso gera um verdadeiro debate na tua cabeça sobre o significado da tua palavra, o seu valor, e a razão pela qual te querem pagar tanto dinheiro para ficares calada", explicou ela.

A escolha que fez foi pela liberdade de contar a sua história em vez de aceitar uma conta bancária substancial. Mas a decisão também levantava uma questão incómoda sobre a coerência de Musk. O homem que se apresenta como um "absolutista da liberdade de expressão" — particularmente desde que adquiriu o Twitter — tinha aparentemente tentado comprar o silêncio de alguém próximo a ele. A ironia não passou despercebida.

Musk ainda não tinha respondido diretamente às acusações de St. Clair no momento em que estas foram tornadas públicas. O que ele tinha feito, porém, era atacar a imparcialidade do documentário e do seu realizador. Classificou Alex Gibney como "um idiota até ao tutano" e acusou-o de estar empenhado em fazer "o ataque difamatório mais terrível que se possa imaginar" contra si. A resposta era típica — desviar o foco do mensageiro para a mensagem, questionar a credibilidade de quem contava a história em vez de abordar o que estava a ser dito.

Quando te oferecem algo assim, isso gera um verdadeiro debate na tua cabeça sobre o significado da tua palavra, o seu valor, e a razão pela qual te querem pagar tanto dinheiro para ficares calada
— Ashley St. Clair
Um idiota até ao tutano empenhado em fazer o ataque difamatório mais terrível que se possa imaginar
— Elon Musk, sobre o realizador Alex Gibney
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