Arma travada salvou médico em ataque na Barra; dois suspeitos identificados

Quatro médicos foram baleados, dois deles mortos (Marcos de Andrade Corsato, 62, e Diego Ralf de Souza Bomfim, 35); Daniel Proença sofreu 24 perfurações no corpo.
A arma travou e salvou a vida dele
Investigadores concluem que Daniel Proença sobreviveu porque o atirador não conseguiu disparar mais vezes.
Mark

Por que a arma travou? Isso foi um acaso ou há algo específico que a polícia descobriu?

Mimi

A polícia analisou as imagens de segurança e concluiu que a arma do atirador travou durante a ação. Não há detalhes públicos sobre o tipo de arma ou por que exatamente travou — só que isso impediu mais disparos contra Proença.

Luke

Mas é importante notar que essa conclusão vem de um investigador analisando vídeo. Não sabemos se a arma realmente travou ou se o atirador simplesmente parou de atirar por outro motivo — falta de munição, decisão tática, qualquer coisa. A polícia está interpretando o que vê.

Mark

E essa história de confusão de identidade com o miliciano — como é que a polícia chegou a isso?

Mimi

Taillon de Alcantara Pereira Barbosa é acusado de integrar a milícia de Rio das Pedras. Ele tem semelhança física com Perseu Ribeiro Almeida, um dos médicos atacados. E mora a apenas 220 metros do quiosque onde o crime aconteceu. Taillon ganhou liberdade condicional dez dias antes do ataque.

Luke

Tudo isso é circunstancial. A semelhança física, a proximidade geográfica, o timing da liberdade condicional — são pistas, não prova. A polícia ainda está apurando. Não sabemos se essa é realmente a motivação ou se é uma das linhas de investigação.

Mark

Os suspeitos foram mortos no mesmo ataque?

Mimi

Não. Os atiradores fugiram para áreas do Comando Vermelho. Depois, dois corpos foram identificados como Philip Motta Pereira e Ryan Nunes de Almeida. Havia quatro corpos no total deixados em carros — dois foram identificados, dois ainda estão em análise.

Luke

Então não sabemos ao certo quem atirou. Sabemos que dois suspeitos foram identificados mortos, mas a polícia ainda está investigando se eles eram os atiradores ou se estavam envolvidos de outra forma. E há dois outros corpos cuja identidade ainda não foi confirmada.

  • Em menos de meio minuto, três homens armados transformaram uma mesa de quiosque em cena de execução, baleando quatro médicos sem qualquer anúncio ou tentativa de roubo.
  • Dois médicos morreram — Marcos de Andrade Corsato, 62 anos, e Diego Ralf Bomfim, 35, irmão de uma deputada federal —, enquanto Daniel Proença sobreviveu a 24 perfurações graças a uma falha mecânica na arma do atirador.
  • A hipótese que ganhou força na investigação é a de confusão de identidade: os atiradores podem ter confundido o ortopedista Perseu Ribeiro Almeida com Taillon Barbosa, miliciano de Rio das Pedras que havia saído em liberdade condicional dez dias antes e morava a 220 metros do local do crime.
  • Dois suspeitos foram identificados por impressão digital em corpos deixados em carros na zona oeste; outros dois cadáveres encontrados nos mesmos veículos ainda aguardavam identificação.
  • A investigação avança sobre imagens de câmeras de segurança e os celulares dos médicos apreendidos, enquanto os atiradores teriam se refugiado em áreas controladas pelo Comando Vermelho após o ataque.

Na madrugada de 5 de outubro, quatro médicos reunidos em um quiosque na orla da Barra da Tijuca foram surpreendidos por três atiradores que desceram de um carro branco e abriram fogo por 27 segundos. Dois deles morreram; um terceiro, Daniel Proença, sobreviveu a 24 perfurações apenas porque a arma do atirador travou. A violência que deveria ter sido cirúrgica em sua brutalidade pode ter errado o alvo por inteiro — a polícia investiga se os executores confundiram um médico com um miliciano.

Na madrugada de 5 de outubro, três homens de preto desceram de um carro branco em frente ao Windsor Hotel, na Barra da Tijuca, e abriram fogo contra médicos sentados em um quiosque. O ataque durou 27 segundos. Daniel Proença, cirurgião ortopedista de 32 anos, foi atingido 24 vezes nas pernas, tronco e mãos. Sobreviveu porque a arma do atirador travou durante a ação — sem essa falha mecânica, os investigadores acreditam que ele não teria resistido. Após dez horas de cirurgia no Hospital Municipal Lourenço Jorge, foi transferido para uma unidade particular e dias depois apareceu em vídeo nas redes sociais, agradecendo o apoio e dizendo estar bem apesar das fraturas.

O saldo do crime foi pesado: dois dos quatro médicos baleados morreram. Marcos de Andrade Corsato, 62 anos, e Diego Ralf de Souza Bomfim, 35 anos, foram alvejados por ao menos quatro tiros cada um. Bomfim era irmão da deputada federal Sâmia Bomfim, do PSOL. Nenhum dos ocupantes da mesa foi roubado — os atiradores fugiram sem levar nada, o que indicou desde o início tratar-se de uma execução.

A polícia identificou dois suspeitos por meio de exames de impressão digital em corpos deixados em carros na zona oeste: Philip Motta Pereira, o Lesk, e Ryan Nunes de Almeida. Outros dois cadáveres encontrados nos mesmos veículos ainda estavam em análise. Segundo investigadores, os atiradores se refugiaram em áreas controladas pelo Comando Vermelho após o crime, e chegaram a publicar nas redes sociais que um miliciano havia sido morto — mensagens apagadas logo em seguida.

A hipótese mais investigada é a de confusão de identidade. A polícia apura se os atiradores confundiram o médico Perseu Ribeiro Almeida com Taillon de Alcantara Pereira Barbosa, 26 anos, acusado de integrar a milícia de Rio das Pedras. Além da semelhança física entre os dois, Taillon morava a apenas 220 metros do quiosque onde ocorreu o ataque e havia saído em liberdade condicional dez dias antes do crime. Os celulares dos médicos foram apreendidos para perícia, e a investigação segue aberta.

Na madrugada de quinta-feira, 5 de outubro, três homens desceram de um carro branco em frente ao Windsor Hotel, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, e abriram fogo contra um grupo de médicos sentados em uma mesa de quiosque. O ataque durou exatos 27 segundos. Daniel Proença, 32 anos, cirurgião ortopedista, foi atingido 24 vezes — perfurações de entrada e saída de projéteis que se concentraram nas pernas, tronco e mãos. Um projétil foi retirado durante dez horas de cirurgia no Hospital Municipal Lourenço Jorge; outro permanece alojado próximo ao ombro. Ele sobreviveu porque, segundo investigadores que analisaram imagens de câmeras de segurança, a arma do atirador travou durante a ação. Sem esse travamento mecânico, Proença teria recebido mais disparos.

Após passar pela cirurgia, Proença foi transferido para uma unidade particular de saúde. Dias depois, publicou um vídeo em rede social onde aparecia em recuperação, dizendo estar bem apesar das fraturas, agradecendo pela preocupação e afirmando que "a gente vai sair dessa junto". Sua resiliência contrastava com o saldo final do crime: dois dos quatro médicos atacados morreram. Marcos de Andrade Corsato, 62 anos, e Diego Ralf de Souza Bomfim, 35 anos, foram alvejados por ao menos quatro tiros cada um. Bomfim era irmão da deputada federal Sâmia Bomfim, do PSOL.

A polícia rapidamente identificou dois dos suspeitos do ataque. Exames periciais de impressão digital confirmaram, na sexta-feira 6 de outubro, que dois corpos deixados em carros na zona oeste pertenciam a Philip Motta Pereira, conhecido como Lesk, e Ryan Nunes de Almeida. Um corpo estava no porta-malas de um veículo estacionado na Gardênia Azul; três outros corpos foram encontrados em outro carro próximo ao Riocentro. A polícia descartou que dois desses corpos fossem de foragidos conhecidos pelos apelidos BMW e Preto Foso. A identidade dos outros dois cadáveres ainda estava em análise.

O que motivou o ataque permanecia sob investigação, mas uma hipótese ganhou força entre os investigadores: confusão de identidade. A polícia apurava se os atiradores haviam confundido o ortopedista Perseu Ribeiro Almeida, 33 anos, com Taillon de Alcantara Pereira Barbosa, 26 anos. Taillon é acusado pelo Ministério Público estadual de integrar a milícia de Rio das Pedras — criminosos que exploram o comércio local e cobram taxas de segurança ilegais sob coação. Além da semelhança física, Taillon morava em um apartamento a apenas 220 metros do quiosque Nana 2, onde ocorreu o crime, na orla da Barra da Tijuca. Ele havia conquistado liberdade condicional no dia 26 de setembro, dez dias antes do ataque.

Após o crime, os atiradores se refugiaram em áreas controladas pelo Comando Vermelho, segundo investigadores. Em redes sociais, chegaram a postar que Taillon havia sido morto — as mensagens foram apagadas em seguida. Imagens de câmeras de segurança obtidas pela polícia mostravam o veículo dos criminosos em uma área próxima à Cidade de Deus, zona oeste, o que investigadores acreditavam ser a primeira parada dos suspeitos após o ataque.

As imagens de segurança revelaram detalhes precisos do crime. Os três homens, vestidos de preto, desceram do carro branco e começaram a disparar contra os quatro médicos na mesa. Após balearem todos os ocupantes, correram de volta ao veículo e fugiram sem roubar nada — indicativo de que o objetivo era eliminar, não assaltar. Outras testemunhas presentes no quiosque testemunharam o ataque e saíram correndo para não serem feridas. Uma delas, que prestou depoimento à polícia, afirmou que não houve anúncio de assalto antes dos disparos. Os celulares dos médicos foram apreendidos para perícia; não foi divulgado se algum deles havia recebido ameaças anteriormente.

Pessoal, to bem viu, tá tudo tranquilo, graças a Deus. Só algumas fraturas, mas vai dar certo.
— Daniel Proença, em vídeo publicado após a cirurgia
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