Argentino é suspeito de chacina que matou família de músico no México

Quatro pessoas mortas (pai, mãe grávida, filha de 3 anos e babá de 21 anos) e um cachorro; criança de 6 anos traumatizada após permanecer escondida por mais de três horas durante o crime.
Um menino de seis anos permaneceu encolhido debaixo de uma cama por mais de três horas
Ele foi o único sobrevivente de uma chacina que matou sua família inteira em um apartamento de luxo no México.
Mark

Como uma criança de seis anos conseguiu se esconder durante todo esse tempo sem ser descoberta?

Mimi

Ele estava debaixo de uma cama. Três horas é um tempo muito longo para uma criança ficar quieta e imóvel, mas o medo e o instinto de sobrevivência fazem coisas extraordinárias com as pessoas, mesmo as pequenas.

Luke

A polícia confirmou que ele realmente não viu nada, ou apenas que ele estava escondido? Porque há uma diferença entre estar em segurança e estar traumatizado por ter presenciado parte do que aconteceu.

Mark

Por que Meléndez teria medo de uma reunião com seu próprio sócio?

Mimi

Porque havia dinheiro envolvido. Segundo relatos, havia denúncias de fraude na empresa deles. Meléndez havia investido, e as coisas não estavam bem. Ele pediu a um amigo que chamasse a polícia se não tivesse notícias dele.

Luke

Mas isso é baseado no que Meléndez teria dito a um amigo, certo? Não há confirmação oficial de que ele realmente disse isso ou de que ele estava genuinamente em perigo iminente.

Mark

O suspeito tinha antecedentes criminais?

Mimi

Não. Diego Sebastián Rosen Ferlini não tinha registro criminal no México, apesar de ser argentino. Isso torna tudo mais confuso, porque não há um padrão de violência que explique como ele chegou a isso.

Luke

Ou talvez explique. Às vezes as pessoas cometem crimes graves sem nunca ter cometido crimes menores. O fato de não ter antecedentes não nos diz muito sobre o que ele é capaz de fazer.

Mark

A presidente mexicana disse que era uma disputa entre famílias. Isso muda a narrativa?

Mimi

Ela está sugerindo que pode haver mais contexto do que apenas uma disputa comercial. Pode haver história familiar, rancor pessoal, coisas que não sabemos ainda.

Luke

Mas ela não ofereceu detalhes. É uma afirmação vaga que pode significar muitas coisas. A investigação ainda está em andamento, então ninguém realmente sabe ainda qual foi a motivação real.

  • Uma criança de seis anos ficou sozinha por mais de três horas ao lado dos corpos de sua família antes de ser encontrada pela polícia.
  • O suspeito Diego Sebastián Rosen Ferlini teria entrado no apartamento armado e disfarçado, após o próprio músico avisar um amigo que temia pelo que poderia acontecer naquele encontro.
  • A empresa imobiliária que ligava suspeito e vítima já acumulava denúncias públicas de fraude, sugerindo que a violência pode ter nascido de uma ruína financeira compartilhada.
  • Um segundo homem foi preso como motorista, e as autoridades ainda investigam se ele tinha conhecimento do que seria executado naquela noite.
  • A presidente mexicana Claudia Sheinbaum confirmou que o caso envolve disputa entre famílias e prometeu apoio governamental, enquanto a investigação ainda busca reconstruir cada detalhe do crime.

Na noite de primeiro de setembro, um apartamento de luxo na Cidade do México tornou-se o cenário de uma das tragédias mais perturbadoras do ano: quatro pessoas e um cachorro foram mortos, e uma criança de seis anos sobreviveu escondida embaixo de uma cama por mais de três horas. O músico Jonathan Meléndez, sua esposa grávida, sua filha pequena e a babá da família foram assassinados em circunstâncias que apontam para a fragilidade das fronteiras entre confiança e traição nos laços humanos. Um argentino de 51 anos, sócio de negócios da vítima, é o principal suspeito — e o que une os dois homens parece ser não apenas uma parceria, mas uma disputa que escalou até o irreversível.

Na noite de terça-feira, primeiro de setembro, vizinhos de um edifício de luxo na Cidade do México ouviram gritos e disparos. Quando a polícia chegou, encontrou os corpos do músico Jonathan Meléndez Ochoa, 38 anos, tecladista da banda Camilo Séptimo, de sua esposa Ana Paola, grávida de quatro meses, da filha do casal, de apenas três anos, e da babá de 21 anos que trabalhava na casa. O cachorro da família também foi morto. Debaixo de uma cama, encolhido no escuro, estava o filho mais velho do casal, seis anos — o único sobrevivente, encontrado horas depois pelos policiais.

Meléndez e sua esposa foram encontrados amarrados com fita adesiva e baleados na cabeça. A filha pequena foi morta da mesma forma. A babá tentou fugir e foi atingida pelas costas. Antes do crime, o músico havia avisado um amigo que faria uma reunião com seu sócio e que estava com medo. Pediu que o amigo acionasse a polícia se não tivesse notícias dele em algumas horas.

O principal suspeito é Diego Sebastián Rosen Ferlini, argentino de 51 anos com cidadania mexicana. Imagens de câmeras de segurança o mostram entrando no prédio no fim da tarde, usando boné e óculos escuros, carregando uma mochila. Ele e Meléndez eram sócios na Nomad Property Management, empresa de imóveis de temporada que já havia sido alvo de denúncias públicas por supostas fraudes — uma delas relatava prejuízo equivalente a cento e cinquenta mil reais. A investigação aponta uma disputa financeira como motivação mais provável, embora as autoridades ainda não tenham confirmado oficialmente.

Diego foi preso horas depois em La Marquesa. Um segundo homem, identificado como seu motorista, também foi detido. A presidente Claudia Sheinbaum afirmou que o ataque está ligado a uma disputa entre famílias e prometeu apoio às vítimas. O caso segue sob investigação, enquanto uma criança de seis anos carrega consigo a memória daquelas três horas escondida — e o peso de ter sobrevivido sozinha ao fim de sua família.

Um menino de seis anos permaneceu encolhido debaixo de uma cama por mais de três horas na noite de terça-feira, primeiro de setembro, enquanto a polícia se aproximava de um apartamento de luxo na Cidade do México. Ele era o único sobrevivente de uma chacina que matou seu pai, sua mãe grávida, sua irmã de três anos, a babá que cuidava deles e o cachorro da família. Vizinhos ouviram gritos e disparos. Os corpos foram encontrados pouco antes da meia-noite.

O pai era Jonathan Meléndez Ochoa, músico de 38 anos, compositor e tecladista da banda mexicana Camilo Séptimo. Sua esposa, Ana Paola, tinha 35 anos e estava no quarto mês de gravidez. A filha mais jovem tinha apenas três anos. A babá, uma jovem de 21 anos que trabalhava na casa, também foi morta. Meléndez e sua esposa foram encontrados amarrados com fita adesiva e baleados na cabeça. A menina foi atingida da mesma forma. A babá tentou fugir e foi baleada pelas costas.

As autoridades mexicanas prenderam dois homens. O principal suspeito é Diego Sebastián Rosen Ferlini, 51 anos, nascido na Argentina mas também cidadão mexicano. Segundo registros obtidos pela imprensa, ele não tinha antecedentes criminais no país. Um segundo homem foi preso como motorista de Diego. A investigação ainda está em curso para determinar o grau de envolvimento do segundo suspeito e se ele sabia o que aconteceria no apartamento.

A linha de investigação mais forte aponta para uma disputa financeira como motivação. Meléndez e Diego eram sócios em um negócio imobiliário. O músico havia investido dinheiro na empresa Nomad Property Management, ligada ao suspeito, que oferece imóveis de temporada em destinos turísticos mexicanos. Segundo reportagens, a empresa e Diego haviam sido alvo de denúncias nas redes sociais por supostas fraudes em aluguéis. Uma denúncia publicada em julho afirmava que uma pessoa havia perdido o equivalente a cento e cinquenta mil reais. As autoridades ainda não confirmaram oficialmente se a disputa envolvendo os negócios foi de fato a motivação do crime.

De acordo com informações do jornal argentino Clarín, Meléndez havia avisado um amigo antes do crime que faria uma reunião com o sócio e que estava com medo do que poderia acontecer. Ele pediu que o amigo chamasse a polícia caso não tivesse notícias dele depois de algumas horas. Imagens de câmeras de segurança mostram o suspeito entrando no prédio no fim da tarde de terça-feira, sozinho no elevador, usando boné e óculos escuros e carregando uma mochila. As autoridades afirmam que ele chegou ao apartamento armado.

Diego foi preso poucas horas depois em La Marquesa, na região da Cidade do México. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou na quinta-feira que o ataque estaria ligado a uma disputa entre famílias. "As famílias estão recebendo apoio do governo do Estado do México e, da parte do Ministério do Interior, faremos o que estiver ao nosso alcance", disse. O caso continua sob investigação, com as autoridades ainda trabalhando para esclarecer os detalhes completos do que aconteceu naquela noite e as circunstâncias que levaram à morte de cinco seres vivos em um apartamento que deveria ser um lar.

As famílias estão recebendo apoio do governo do Estado do México e, da parte do Ministério do Interior, faremos o que estiver ao nosso alcance
— Claudia Sheinbaum, presidente do México
Want the full story? Read the original at G1 ↗
Contact Us FAQ