O último jogo fora dos EUA marca o fim de uma era do torneio
No último dia de oitavas de final fora do território norte-americano, a Copa do Mundo de 2026 convoca Argentina, Egito, Suíça e Colômbia para decidir quem merece seguir em frente — e com eles, a história decide também se consagrará a continuidade dos favoritos ou a ascensão dos improváveis. Em Atlanta e Vancouver, o futebol cumpre seu papel ancestral de espelho das nações, onde Messi e Salah carregam o peso de gerações inteiras, e onde uma Suíça jovem e uma Colômbia confiante ousam sonhar além de seus limites históricos. O que se encerra hoje não é apenas uma fase do torneio, mas a última janela aberta fora dos Estados Unidos — e o que se abre amanhã é um mapa redefinido de possibilidades.
- Argentina chega a Atlanta ainda cicatrizando o susto contra Cabo Verde — uma vitória na prorrogação que revelou fragilidades e acendeu alertas sobre a dependência de Messi.
- O Egito, nunca antes nas quartas de uma Copa, carrega a energia de quem já venceu o impossível ao eliminar a Austrália nos pênaltis, com Salah transformando pressão em propósito.
- Em Vancouver, a Colômbia entra como força consolidada após derrubar Portugal na fase de grupos, enquanto a Suíça aposta em Johan Manzambi — 20 anos, cinco participações diretas em gols — como símbolo de uma geração que quer reescrever 72 anos de ausência.
- O jogo entre Suíça e Colômbia carrega um peso simbólico extra: será o último disputado fora dos Estados Unidos, encerrando o capítulo multicontinental do torneio.
- Os vencedores desta terça se enfrentarão nas quartas, podendo gerar um clássico sul-americano ou confirmar uma reviravolta histórica europeia — o torneio se aproxima de seu núcleo decisivo.
A Copa do Mundo de 2026 encerra nesta terça-feira seu último dia de oitavas fora dos Estados Unidos, com quatro seleções disputando as duas vagas restantes para as quartas de final. O contexto chega marcado pela eliminação do Brasil no domingo, que deixou o torneio sem seu maior símbolo sul-americano e abriu espaço para novos protagonistas.
Em Atlanta, às 13h, Argentina e Egito protagonizam o primeiro confronto do dia. Os argentinos avançaram com dificuldade — uma vitória por 3 a 2 sobre Cabo Verde na prorrogação que expôs vulnerabilidades, mesmo com Messi presente. O Egito, por sua vez, vive sua melhor campanha histórica em Mundiais: eliminou a Austrália nos pênaltis e agora mira as quartas pela primeira vez. Mohamed Salah lidera a seleção africana com a autoridade de quem carrega um país inteiro nas costas.
Quatro horas depois, Vancouver recebe Suíça e Colômbia às 17h. A Colômbia chega embalada por resultados expressivos, incluindo uma vitória sobre Portugal na fase de grupos, com John Arias e Luis Díaz como principais ameaças ofensivas. A Suíça, que começou o torneio tropeçando contra o Catar, encontrou seu ritmo e seu nome: Johan Manzambi, meio-campista de 20 anos com três gols e duas assistências, tornou-se o coração pulsante da equipe.
Este segundo jogo encerra também um ciclo geográfico do torneio — será a última partida realizada fora do território norte-americano. O México já se despediu na segunda-feira, eliminado pela Inglaterra no Estádio Azteca, numa despedida que teve sabor de fim de era. A partir de quinta-feira, o Mundial se concentra inteiramente nos Estados Unidos.
Os cenários que emergem desta terça são carregados de significado: uma vitória argentina e colombiana abriria um confronto sul-americano nas quartas; uma vitória suíça, por sua vez, marcaria o retorno do país a essa fase após 72 anos de ausência. O torneio se aproxima de seu núcleo decisivo, e cada resultado reescreve o mapa do que ainda é possível.
A Copa do Mundo de 2026 chega ao seu último dia de oitavas de final fora do território norte-americano nesta terça-feira, com dois confrontos que definirão os últimos quatro times a avançar para as quartas. Argentina, Egito, Suíça e Colômbia disputam duas vagas que restarão, encerrando uma fase do torneio marcada pela eliminação surpreendente do Brasil no domingo anterior.
O dia começa em Atlanta, onde Argentina e Egito se enfrentam às 13h no horário de Brasília. Os argentinos chegam ao confronto após uma vitória dramática sobre Cabo Verde, vencendo por 3 a 2 na prorrogação — um resultado que mantém viva a campanha pela quarta estrela mundial. Lionel Messi permanece como figura central da seleção, embora tenha tido atuação menos destacada no jogo anterior. Do lado egípcio, a história é igualmente de superação: a equipe avançou nos pênaltis contra a Austrália e agora busca alcançar pela primeira vez as quartas de final de uma Copa do Mundo. Mohamed Salah lidera a seleção africana em sua melhor campanha histórica em Mundiais.
Quatro horas depois, em Vancouver no Canadá, Suíça e Colômbia entram em campo às 17h. A Colômbia chega embalada por uma sequência consistente de resultados, incluindo vitórias sobre Portugal na fase de grupos e Gana no mata-mata. John Arias e Luis Díaz são as principais esperanças ofensivas da equipe para garantir presença entre os oito melhores. A Suíça, por sua vez, começou o torneio com um empate contra o Catar, mas evoluiu significativamente. O destaque da equipe é o jovem meio-campista Johan Manzambi, com apenas 20 anos, que já acumula três gols e duas assistências na competição.
Este segundo confronto carrega um peso histórico adicional: será o último jogo da Copa realizado fora dos Estados Unidos. O México já se despediu da competição na segunda-feira, quando foi eliminado pela Inglaterra no Estádio Azteca — uma despedida dupla que marcou o fim da participação do país-sede. A partir de quinta-feira, todos os jogos ocorrerão em solo norte-americano, após uma pausa na quarta-feira.
Os resultados desta terça podem desenhar cenários distintos para as quartas de final. Se Argentina e Colômbia vencerem seus respectivos adversários, o torneio terá um confronto sul-americano de peso. Alternativamente, uma vitória suíça marcaria o retorno do país às quartas de final após 72 anos de ausência nesta fase. Os vencedores dos dois confrontos se enfrentarão na próxima rodada, definindo quem seguirá na busca pelo título mundial.
Notable Quotes
Egito tenta alcançar pela primeira vez uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo— contexto da campanha egípcia
Johan Manzambi, meio-campista suíço de 20 anos, soma três gols e duas assistências na Copa— destaque da seleção suíça
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que este último dia de oitavas fora dos EUA importa tanto?
Marca o fim de uma era do torneio. Depois disso, tudo muda de país, de clima, de dinâmica. É um ponto de virada.
A Argentina parece estar sofrendo mais do que o esperado.
Sim. Cabo Verde não era favorita, mas levou a Argentina à prorrogação. Messi está lá, mas não é mais aquele que carrega sozinho. A equipe precisa funcionar como coletivo agora.
E o Egito? Ninguém esperava vê-lo aqui.
Exatamente. Eles eliminaram a Austrália nos pênaltis. É uma equipe que está jogando acima de suas possibilidades, com Salah liderando. Se conseguirem passar pela Argentina, seria uma história notável.
A Colômbia parece ser a mais consistente das quatro.
Tem sido. Venceu Portugal, venceu Gana. Mas a Suíça é um adversário técnico, disciplinado. E há aquele detalhe dos 72 anos.
Qual é a chance real de um confronto sul-americano nas quartas?
Depende de como Argentina e Colômbia jogarem. Se ambas vencerem, sim. Mas o Egito e a Suíça não estão lá para fazer turismo. Qualquer uma delas pode surpreender.