Anvisa autoriza testes clínicos de vacina Covid-19 da GSK e Medicago no Brasil

Quinto estudo clínico de vacina Covid autorizado pela Anvisa
A GSK-Medicago se junta a AstraZeneca, CoronaVac, Pfizer e Janssen em testes no Brasil.
Mark

Por que essa aprovação importa agora, em abril de 2021? O Brasil já não estava vacinando com outras vacinas?

Mimi

Estava, sim. Mas a Anvisa estava autorando testes clínicos de novos candidatos em paralelo. Essa aprovação significa que a GSK-Medicago pode agora recrutar 3.500 brasileiros para ajudar a validar se a vacina deles funciona de verdade — dados que precisam vir de populações diferentes.

Luke

Cuidado com uma coisa: a fase 1 e 2 já estavam rodando no Canadá e nos EUA. Então essa aprovação não é o começo do estudo, é a expansão dele. O Brasil entra como um dos braços de um ensaio que já tinha momentum.

Mark

E quanto ao esquema de doses? Duas injeções com 21 dias de intervalo — isso é comum?

Mimi

Bastante comum. Muitas vacinas usam esse modelo de duas doses para gerar resposta imunológica mais robusta. A diferença aqui é a tecnologia: partículas semelhantes ao coronavírus, não RNA mensageiro como a Pfizer.

Luke

Mas vale notar que a gente não sabe ainda como essa vacina vai se sair em comparação com as outras. Os dados de fase 1 e 2 do Canadá e EUA ainda não foram publicados publicamente nesse momento.

Mark

Então é um jogo de confiança na empresa e no processo regulatório?

Mimi

Exatamente. A Anvisa revisou o que a GSK-Medicago apresentou, achou seguro o suficiente para testar em 3.500 brasileiros, e liberou. Mas os resultados finais ainda estão por vir.

Luke

E há um contexto importante: isso é o quinto estudo clínico aprovado. Não é como se o Brasil estivesse começando do zero em vacinas Covid. Já tinha AstraZeneca, CoronaVac, Pfizer, Janssen em diferentes estágios.

Mark

Então essa aprovação é mais um passo em uma estratégia maior de diversificação?

Mimi

Isso. Quanto mais vacinas você testa e valida, mais opções tem no futuro. E mais dados você coleta sobre como diferentes populações respondem.

  • A Anvisa deu sinal verde para que a GSK e a Medicago testem sua vacina no Brasil, acelerando a corrida por mais opções imunizantes no país.
  • A tecnologia da vacina é distinta das já conhecidas: ela usa partículas que imitam o coronavírus e exige apenas duas doses com 21 dias de intervalo.
  • O ensaio mobilizará 3.500 brasileiros e poderá chegar a 30 mil voluntários distribuídos por Canadá, EUA, América Latina, Reino Unido e Europa.
  • O Brasil já conta com AstraZeneca e Pfizer registradas e CoronaVac e Janssen em uso emergencial, e agora adiciona mais um candidato ao seu portfólio vacinal.
  • A entrada da GSK-Medicago nos testes clínicos reforça a estratégia brasileira de diversificar fornecedores e ampliar as opções disponíveis à população.

Em um momento em que o mundo busca respostas à pandemia, a Anvisa autorizou a GlaxoSmithKline e a Medicago a iniciarem testes clínicos de Fases 2 e 3 de sua vacina contra Covid-19 em território brasileiro, tornando-se a quinta candidata a receber esse aval regulatório no país. Com 3.500 voluntários previstos no Brasil e até 30 mil ao redor do mundo, o ensaio representa mais um fio tecido na vasta rede global de esforços científicos para conter o vírus. A diversidade de tecnologias e parcerias em jogo — da partícula imitadora do coronavírus à colaboração entre gigantes farmacêuticas — reflete a amplitude do desafio e a determinação coletiva em superá-lo.

A Anvisa autorizou, na última quinta-feira, o início dos testes clínicos de Fases 2 e 3 da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela GlaxoSmithKline em parceria com a Medicago. O Brasil receberá 3.500 voluntários para participar do ensaio — uma fatia relevante de um estudo que, em sua fase mais ampla, pretende reunir até 30 mil participantes espalhados por Canadá, Estados Unidos, América Latina, Reino Unido e Europa.

A vacina se distingue das demais por utilizar uma tecnologia baseada em partículas que imitam a estrutura do coronavírus, aplicada em duas doses com intervalo de 21 dias. As fases iniciais do estudo já estão em andamento na América do Norte, onde os primeiros dados de segurança começam a se acumular.

Com essa aprovação, a GSK-Medicago passa a integrar um grupo seleto: é o quinto estudo clínico de vacina contra Covid-19 autorizado pela Anvisa no país. AstraZeneca e Pfizer já conquistaram registro definitivo, enquanto CoronaVac e Janssen operam sob autorização de uso emergencial. A chegada de mais um candidato vacinal aos testes reforça a aposta brasileira na diversificação de fornecedores como estratégia central de enfrentamento à pandemia.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária deu sinal verde, na quinta-feira, para que a GlaxoSmithKline e a Medicago iniciassem testes clínicos de uma vacina contra Covid-19 em solo brasileiro. A decisão marca um passo importante na expansão dos ensaios da dupla farmacêutica, que já vinha desenvolvendo o imunizante em parceria internacional.

Os testes autorizados correspondem às fases 2 e 3 do estudo clínico, etapas cruciais para determinar se a vacina é segura, funciona de verdade e consegue gerar resposta imunológica adequada no organismo. O Brasil receberá 3.500 voluntários para participar dessa porção do ensaio — um número significativo que reflete a confiança regulatória no projeto.

A vacina em questão funciona de forma distinta de outras que circulam no mercado. Ela se baseia em uma tecnologia de partícula que imita a estrutura do coronavírus, e sua aplicação segue um esquema simples: duas injeções com intervalo de três semanas entre elas. Essa abordagem já havia demonstrado potencial suficiente para justificar o avanço para testes mais amplos.

O alcance do estudo vai muito além do Brasil. Na fase 3, os pesquisadores pretendem recrutar até 30 mil voluntários espalhados por Canadá, Estados Unidos, América Latina, Reino Unido e Europa. As fases iniciais já estão em andamento na América do Norte, onde os primeiros dados de segurança e tolerância já começam a se acumular.

Esta aprovação coloca a GSK-Medicago em um grupo seleto. É o quinto estudo clínico de vacina contra Covid-19 que a Anvisa autoriza no país. Antes dela, a agência liberou testes com Oxford-AstraZeneca, CoronaVac (do laboratório chinês Sinovac), Pfizer com BioNTech e Janssen, a divisão farmacêutica da Johnson&Johnson. Algumas dessas já avançaram bastante: AstraZeneca e Pfizer conquistaram registro definitivo junto à Anvisa, enquanto CoronaVac e Janssen operam sob autorização para uso emergencial.

No momento em que essa autorização chega, a campanha de vacinação brasileira segue seu ritmo. A CoronaVac domina o esforço de imunização nacional, com a AstraZeneca em segundo plano. O Ministério da Saúde já tem acordos fechados para receber doses futuras de Pfizer e Janssen, sinalizando que a estratégia de diversificação de fornecedores continua em movimento. A entrada de mais um candidato vacinal em testes clínicos reforça essa tendência de ampliar as opções disponíveis para a população.

Na fase 3 do estudo planeja-se incluir até 30 mil voluntários distribuídos entre o Canadá, Estados Unidos, além da América Latina, Reino Unido e Europa. No Brasil, planeja-se incluir 3.500 voluntários na porção 3 do estudo de Fase 2/3.
— Anvisa
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