Anvisa autoriza segunda fase de testes da SpiN-Tec, primeira vacina 100% nacional contra covid

Proteção mais ampla contra variantes que imunizantes convencionais
A SpiN-Tec combina duas proteínas virais, oferecendo cobertura que vacinas tradicionais não conseguem.
Mark

Por que essa vacina é tão importante? Existem várias vacinas contra covid já disponíveis.

Mimi

Porque é 100% brasileira. Não depende de importação, de tecnologia estrangeira, de acordos internacionais. É soberania sanitária.

Luke

Mas a questão real é se ela funciona melhor. O diferencial técnico — essa proteína quimera — é promissor, mas ainda está em fase de testes.

Mark

Os testes anteriores foram bem-sucedidos?

Mimi

Sim. Nenhum problema de segurança foi identificado, e houve resposta imunológica positiva. Agora estão testando em um grupo maior para confirmar.

Luke

Importante notar: são 372 pessoas na segunda fase. Isso é um número modesto comparado aos testes de vacinas que já conhecemos. Mas é apropriado para esta etapa.

Mark

Quando saberemos se funciona?

Mimi

O objetivo é ter a vacina disponível até o final de 2024. Mas isso depende de tudo correr bem nesta segunda fase.

Luke

E há muitas coisas que podem acontecer entre agora e lá. Efeitos adversos raros podem aparecer, a resposta imunológica pode não ser tão robusta quanto esperado.

Mark

Então ainda há incerteza.

Mimi

Claro. Mas é assim que funciona desenvolvimento de vacina. Você testa, aprende, avança ou volta. Estamos no caminho certo.

  • A Anvisa deu sinal verde para a segunda fase dos testes da SpiN-Tec, acelerando a corrida por uma vacina 100% brasileira contra a covid-19.
  • Os resultados da primeira fase, divulgados pela Fiocruz em maio de 2023, não registraram problemas de segurança e confirmaram resposta imunológica positiva nos participantes.
  • Agora, 372 voluntários saudáveis entre 18 e 85 anos serão recrutados em três centros de pesquisa em Belo Horizonte para aprofundar os dados de segurança e eficácia.
  • A vacina se diferencia das demais ao combinar as proteínas S e N do coronavírus em uma proteína quimera, oferecendo potencial de proteção mais ampla contra novas variantes.
  • O sucesso desta etapa é determinante: sem resultados positivos até o final de 2024, a disponibilização da vacina para a população ficará comprometida.

No início de setembro de 2023, a Anvisa autorizou a segunda fase de ensaios clínicos da SpiN-Tec, a primeira vacina inteiramente brasileira contra a covid-19, desenvolvida pela UFMG. O avanço representa não apenas um marco científico nacional, mas uma aposta na soberania tecnológica do país diante de uma pandemia que expôs a dependência global por imunizantes. Com uma abordagem inovadora que combina duas proteínas do vírus, a vacina carrega a promessa de uma proteção mais ampla — e, se os testes confirmarem sua eficácia, poderá estar disponível à população até o fim de 2024.

Na sexta-feira, 1º de setembro, a Anvisa autorizou a segunda fase dos ensaios clínicos da SpiN-Tec, o primeiro imunizante inteiramente desenvolvido no Brasil contra a covid-19. A vacina é resultado do trabalho do Centro de Tecnologia de Vacinas da UFMG e, se tudo correr conforme o planejado, poderá estar disponível para a população até o final de 2024.

A autorização não surgiu do nada. A Anvisa havia liberado os testes iniciais em outubro do ano anterior, e os dados daquela primeira fase — divulgados pela Fiocruz em maio de 2023 — foram promissores: nenhum sinal de problema de segurança e resposta imunológica positiva nos participantes, exatamente o que os pesquisadores esperavam.

Na segunda fase, o escopo se amplia. Serão recrutadas 372 pessoas saudáveis, entre 18 e 85 anos, que já tenham completado o esquema vacinal primário e recebido ao menos uma dose de reforço há no mínimo seis meses — ou que tenham tido covid-19 no mesmo intervalo. O objetivo é aprofundar os dados de segurança e resposta imunológica, usando a dosagem que se mostrou mais eficaz na etapa anterior. Os testes ocorrerão em três centros em Belo Horizonte: a Faculdade de Medicina da UFMG, o Centro Freire de Pesquisa Clínica e o Centro Infection Control.

O que distingue a SpiN-Tec das vacinas já em uso é sua composição: enquanto os imunizantes convencionais trabalham apenas com a proteína S do vírus, a vacina brasileira funde as proteínas S e N em uma chamada proteína quimera. Essa combinação é o grande diferencial — os pesquisadores acreditam que ela oferece proteção mais abrangente contra futuras variantes do coronavírus. Se os testes confirmarem segurança e eficácia, a abordagem pode representar um avanço relevante não só para o Brasil, mas para a resposta científica global à pandemia.

Na sexta-feira 1º de setembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária deu o sinal verde para a próxima etapa de testes clínicos da SpiN-Tec, a primeira vacina inteiramente desenvolvida no Brasil contra a covid-19. O imunizante é fruto do trabalho do Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais, e se tudo correr conforme o planejado, estará disponível para a população até o final de 2024.

A autorização marca um passo importante em um processo que começou meses antes. A Anvisa havia liberado os testes iniciais em outubro do ano anterior, e os resultados preliminares que emergiram daquela primeira fase foram promissores o suficiente para justificar o avanço. Não houve sinais de problemas de segurança, e os dados mostraram que o corpo dos participantes estava gerando uma resposta imunológica ao vírus — exatamente o que os pesquisadores esperavam ver. A Fiocruz divulgou esses achados em maio de 2023.

Agora, na segunda fase, o trabalho se expande. Serão recrutadas 372 pessoas saudáveis, homens e mulheres com idades entre 18 e 85 anos. Todos precisam ter completado o esquema vacinal primário contra covid-19 e recebido pelo menos uma dose de reforço há no mínimo seis meses. Também podem participar pessoas que tiveram covid-19 há pelo menos seis meses. O objetivo desta etapa é coletar mais dados sobre segurança e resposta imunológica, desta vez usando a dose que se mostrou mais eficaz nos testes anteriores.

Os testes estão sendo conduzidos em três centros de pesquisa localizados em Belo Horizonte: a Faculdade de Medicina da UFMG, o Centro Freire de Pesquisa Clínica e o Centro Infection Control. Assim que os voluntários forem recrutados por esses centros, a segunda fase terá início.

O que torna a SpiN-Tec diferente das vacinas contra covid-19 já em uso é sua composição. Enquanto a maioria dos imunizantes disponíveis trabalha apenas com a proteína S do vírus, a vacina brasileira combina duas proteínas — a S e a N — formando o que os pesquisadores chamam de proteína quimera. Essa fusão é o diferencial que os desenvolvedores acreditam oferecer: uma proteção mais abrangente contra possíveis novas variantes do coronavírus, algo que as vacinas convencionais podem não conseguir cobrir tão bem. Se os testes continuarem mostrando segurança e eficácia, essa abordagem poderia representar um avanço significativo não apenas para o Brasil, mas para a resposta global à pandemia.

O objetivo dessa nova fase é obter dados adicionais de segurança e imunogenicidade, utilizando a dose que apresentou o melhor desempenho na primeira fase
— Anvisa
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