Anvisa aprova fezolinetanto, novo medicamento não hormonal para fogachos da menopausa

O medicamento recalibra o termostato cerebral desregulado
Explicação de como o fezolinetanto funciona diferentemente da terapia hormonal tradicional.
Mark

Por que um medicamento que não contém hormônios consegue aliviar sintomas causados pela falta de hormônios?

Mimi

Porque o sintoma — o fogacho — não é causado apenas pela ausência de estrogênio. É causado por um sistema de regulação de temperatura que ficou desregulado. O fezolinetanto não repõe o que falta; ele conserta o termostato que está quebrado.

Mark

Então por que as mulheres não podem simplesmente usar este medicamento em vez de terapia hormonal?

Mimi

Porque a terapia hormonal faz muito mais do que controlar fogachos. Ela pode ajudar com ressecamento vaginal, perda óssea, e outros sintomas. Este medicamento é mais focado, mais específico. Para algumas mulheres, isso é exatamente o que precisam. Para outras, é insuficiente.

Mark

Qual é o risco real aqui?

Mimi

Os riscos observados nos testes foram pequenos. Dor de cabeça em 9% das mulheres — o mesmo que placebo. Alterações no fígado em 2,3%, mas reversíveis. O risco maior é outro: o preço. Uma mulher pode estar desesperada por alívio e não conseguir pagar por ele.

Mark

A Anvisa aprovou, mas o medicamento ainda não está à venda. O que está acontecendo?

Mimi

Está acontecendo o que sempre acontece. A aprovação regulatória é uma coisa. Negociar preço, estabelecer margens de lucro, decidir se vale a pena trazer para o Brasil — isso é outra. Pode levar meses ou anos.

Mark

Para quem este medicamento é realmente importante?

Mimi

Para mulheres que não podem tomar hormônios — câncer de mama, doença cardíaca — e estão sofrendo com fogachos que destroem seu sono e qualidade de vida. Para elas, isso não é apenas uma opção a mais. Pode ser a diferença entre noites de sono e noites de sofrimento.

  • Milhões de mulheres brasileiras enfrentam fogachos e suores noturnos sem alternativas adequadas — especialmente aquelas com contraindicações à terapia hormonal, como histórico de câncer de mama ou doenças cardiovasculares.
  • O fezolinetanto rompe com a lógica da reposição hormonal ao agir no hipotálamo, recalibrando o termostato cerebral que a queda de estrogênio desregula — uma abordagem inédita no arsenal terapêutico disponível.
  • A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia reconheceu a aprovação como relevante, mas especialistas alertam: o medicamento trata fogachos e suores noturnos, e não substitui a terapia hormonal para quem pode usá-la com segurança.
  • Os efeitos colaterais observados nos estudos foram modestos — dor de cabeça em cerca de 9% das usuárias e elevações transitórias de enzimas hepáticas em 2,3% —, o que reforça o perfil favorável de segurança do fármaco.
  • Aprovado, mas ainda fora das prateleiras: o Veoza aguarda definição de preço, deve ser caro e não tem previsão de entrada no SUS, o que ameaça transformar um avanço científico em privilégio de poucos.

Em junho de 2025, a Anvisa aprovou o fezolinetanto — batizado de Veoza —, o primeiro medicamento não hormonal desenvolvido especificamente para tratar fogachos e suores noturnos da menopausa. Agindo diretamente no hipotálamo para recalibrar o termostato cerebral desregulado pela queda de estrogênio, ele abre uma porta para mulheres que não podem ou não desejam recorrer à terapia hormonal. A aprovação é um marco científico, mas a distância entre o aval regulatório e o acesso real permanece, por ora, uma questão em aberto.

Em junho de 2025, a Anvisa aprovou o fezolinetanto, comercializado como Veoza, tornando-o a primeira opção não hormonal desenvolvida especificamente para combater fogachos e suores noturnos moderados a graves da menopausa — sintomas que roubam o sono e a qualidade de vida de inúmeras mulheres.

O diferencial do medicamento está em seu mecanismo: em vez de repor estrogênio ou progesterona, ele age diretamente no hipotálamo, região do cérebro que regula a temperatura corporal. Na menopausa, a queda hormonal desregula esse termostato, gerando sinais falsos de superaquecimento. O fezolinetanto recalibra esse sistema sem introduzir hormônios no organismo.

A aprovação é especialmente relevante para mulheres que não podem usar terapia hormonal — seja por histórico de câncer de mama, doenças cardiovasculares ou intolerância aos tratamentos convencionais. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia celebrou a novidade justamente por ampliar as opções terapêuticas sem impor um caminho único a todas as pacientes.

Ainda assim, é preciso clareza sobre os limites do medicamento: ele atua sobre fogachos e suores noturnos, e não sobre ressecamento vaginal, perda óssea ou outros sintomas da menopausa. A terapia hormonal continua sendo mais eficaz para quem pode utilizá-la com segurança, e a escolha entre as opções deve ser individualizada. Nos estudos clínicos, os efeitos adversos foram discretos — dor de cabeça em cerca de 9% das usuárias e elevações transitórias de enzimas hepáticas em 2,3%, sem repercussões clínicas.

O maior obstáculo agora é o acesso. Aprovado pela Anvisa, o Veoza ainda não chegou ao mercado brasileiro, aguarda definição de preço e não tem perspectiva de inclusão no SUS. A tendência é que seja caro, seguindo os valores praticados nos Estados Unidos e na Europa. Assim, a aprovação regulatória, por mais significativa que seja, pode ser apenas o primeiro passo de uma jornada longa para as mulheres que mais precisariam se beneficiar dela.

Em junho de 2025, a Anvisa deu seu aval a um medicamento que promete mudar a conversa sobre um dos sintomas mais perturbadores da menopausa. O fezolinetanto, comercializado no Brasil sob o nome Veoza, chega como primeira opção não hormonal especificamente desenhada para combater fogachos e suores noturnos moderados a graves — aqueles episódios que acordam as mulheres no meio da noite encharcadas de suor e roubam horas de sono que já são preciosas.

O que torna este medicamento diferente é seu mecanismo de ação. Enquanto a terapia de reposição hormonal tradicional trabalha reintroduzindo estrogênio e progesterona no corpo, o fezolinetanto não contém nenhum desses hormônios. Em vez disso, ele atua diretamente no hipotálamo, a região do cérebro que funciona como um termostato corporal. Durante a menopausa, quando os níveis de estrogênio caem, esse termostato fica desregulado, enviando sinais falsos de superaquecimento. O medicamento essencialmente recalibra esse sistema, ajudando o corpo a reconhecer que não está realmente em chamas.

A aprovação representa um avanço significativo para um grupo específico de mulheres: aquelas que não podem ou não querem usar terapia hormonal. Mulheres com histórico de câncer de mama, doenças cardiovasculares ou que simplesmente não responderam bem aos tratamentos convencionais agora têm uma alternativa com resultados promissores em estudos clínicos. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia reconheceu a aprovação como relevante justamente por essa razão — ela amplia o arsenal terapêutico sem forçar todas as mulheres para o mesmo caminho.

Mas é importante ser claro sobre o que este medicamento faz e o que não faz. Ele controla fogachos e suores noturnos. Ponto. Não trata ressecamento vaginal, não previne perda óssea, não aborda os outros sintomas que podem acompanhar a menopausa. E não substitui a terapia hormonal, que continua sendo o tratamento mais eficaz para sintomas vasomotores em mulheres que podem usá-lo sem riscos. A escolha entre uma opção e outra deve ser feita caso a caso, considerando idade, tempo de menopausa, intensidade dos sintomas, outras doenças presentes e preferências pessoais da paciente.

Nos testes clínicos, o efeito colateral mais comum foi dor de cabeça, relatada por cerca de 9% das mulheres que tomaram o medicamento — praticamente o mesmo percentual observado entre quem recebeu placebo. Houve também elevações nas enzimas hepáticas em aproximadamente 2,3% das usuárias, mas essas alterações ocorreram sem sintomas, não causaram problemas clínicos e voltaram ao normal em até um mês após parar o tratamento.

A questão agora é se as mulheres brasileiras conseguirão acessar este novo medicamento. Embora aprovado pela Anvisa, o fezolinetanto ainda não chegou ao mercado. Ele está na fase de definição de preço, e tudo indica que será caro — seguindo os valores praticados nos Estados Unidos e Europa. Não há previsão de inclusão no Sistema Único de Saúde. Quando finalmente chegar às prateleiras das farmácias, provavelmente será uma opção apenas para quem puder pagar. Isso significa que a aprovação regulatória, por mais importante que seja, pode acabar sendo apenas o primeiro passo de uma jornada muito mais longa para a maioria das mulheres que poderiam se beneficiar dela.

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia avalia a aprovação como um avanço relevante por oferecer uma alternativa não hormonal com resultados promissores em estudos clínicos
— Febrasgo
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