Anvisa aprova exame de sangue inovador para diagnóstico do Alzheimer

Uma coleta de sangue abre a porta para diagnóstico mais precoce
O novo teste oferece alternativa simples aos procedimentos invasivos tradicionais para investigação do Alzheimer.
Mark

Por que esse exame é tão importante agora? Já não tínhamos formas de diagnosticar Alzheimer?

Mimi

Tínhamos, mas eram complicadas. O PET-CT exige equipamento caro e radiação. A punção lombar é invasiva — você coleta líquido da coluna. Esse novo teste é só sangue, como qualquer coleta de rotina.

Luke

Mas o teste não diagnostica Alzheimer, certo? Ele detecta um biomarcador associado à doença.

Mimi

Exato. Detecta a proteína Tau fosforilada 217, que indica presença de placas amiloides no cérebro. Não é diagnóstico definitivo, é um indicador que ajuda o médico a tomar decisões.

Mark

E qual é o impacto prático disso? Mais pessoas vão ser diagnosticadas?

Mimi

Potencialmente, sim. Porque agora é fácil fazer o teste. Antes, muitas pessoas com sinais iniciais de declínio cognitivo não faziam investigação porque os procedimentos eram invasivos. Agora, uma coleta de sangue abre a porta para diagnóstico mais precoce.

Luke

A Roche disse que o desempenho é comparável ao do líquor quando usado como referência. Mas isso foi testado em que população? Quantas pessoas?

Mimi

A matéria não especifica. Sabemos que a empresa fez estudos, mas os detalhes não estão públicos aqui.

Mark

E quanto ao preço? Vai ser acessível?

Mimi

Não há preço único. A Roche repassa um valor aos laboratórios, e cada um define seu próprio preço. Pode variar bastante.

Luke

Então ainda há uma barreira de acesso. E não sabemos se vai entrar na cobertura de planos de saúde ou no SUS.

Mimi

Verdade. A aprovação é o primeiro passo, mas a acessibilidade real ainda é uma questão em aberto.

  • O diagnóstico do Alzheimer sempre exigiu um preço alto em desconforto: punções lombares e exames de PET-CT eram os únicos caminhos confiáveis para detectar as placas amiloides no cérebro.
  • A aprovação do Elecsys® pTau217 pela Anvisa rompe essa barreira ao transformar uma simples coleta de sangue em ferramenta diagnóstica comparável aos métodos tradicionais.
  • O teste mede a proteína pTau217 — um marcador direto das alterações cerebrais do Alzheimer — e pode orientar médicos a agir mais cedo, quando o tratamento tem maior impacto.
  • A tecnologia já opera na plataforma cobas, presente em hospitais e laboratórios brasileiros, o que elimina a necessidade de grandes investimentos em infraestrutura para sua adoção.
  • O custo do exame ainda é variável, definido por cada laboratório, o que levanta questões sobre equidade no acesso — especialmente para populações mais vulneráveis ao envelhecimento.

No limiar entre o invisível e o diagnóstico, a Anvisa autorizou em setembro de 2026 um exame de sangue capaz de detectar marcadores biológicos do Alzheimer antes que a doença avance sem nome. O Elecsys® pTau217, desenvolvido pela Roche em parceria com a Eli Lilly, transforma uma coleta simples de sangue no ponto de partida de uma investigação que antes exigia procedimentos dolorosos e equipamentos sofisticados. Para um país que envelhece rapidamente, a aprovação não é apenas técnica — é uma promessa de que o tempo, tão decisivo no curso do Alzheimer, pode começar a trabalhar a favor dos pacientes.

A Anvisa aprovou, no final de setembro de 2026, o registro do Elecsys® pTau217, um exame de sangue desenvolvido pela Roche Diagnóstica em parceria com a Eli Lilly capaz de identificar biomarcadores do Alzheimer. O teste mede a proteína Tau fosforilada 217 no sangue, um indicador direto das placas amiloides que se acumulam no cérebro de pessoas com a doença.

Até então, investigar essas alterações exigia procedimentos complexos: o PET-CT demanda equipamento sofisticado e exposição à radiação, enquanto a punção lombar é invasiva e causa desconforto significativo. O novo exame substitui esses caminhos por uma coleta de sangue comum, realizável em qualquer laboratório ou consultório.

Segundo Ana Terzian, gerente médica da Roche Diagnóstica, a aprovação transforma a abordagem diagnóstica no Brasil. Um resultado positivo orienta o médico a encaminhar o paciente para avaliação especializada; um resultado negativo ajuda a descartar o Alzheimer sem submeter o paciente a procedimentos mais invasivos. O desempenho do teste é comparável ao do exame de líquor quando confrontado ao PET-CT amiloide como referência.

O exame funciona na plataforma automatizada cobas, da Roche, já presente em hospitais e laboratórios brasileiros — o que facilita sua implementação sem grandes investimentos em infraestrutura. O preço, no entanto, não é fixo: a Roche repassa um valor aos laboratórios, e cada estabelecimento define o custo final ao paciente.

Para um país com população em acelerado envelhecimento, a aprovação representa uma oportunidade concreta de ampliar o diagnóstico precoce do Alzheimer — e, com ele, o acesso a tratamentos em estágio inicial, quando as intervenções têm maior potencial de fazer diferença.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou, no final de setembro, o registro de um novo exame de sangue capaz de identificar marcadores biológicos associados ao Alzheimer. O teste, chamado Elecsys® pTau217, foi desenvolvido pela Roche Diagnóstica em parceria com a Eli Lilly and Company e funciona medindo a presença da proteína Tau fosforilada 217 no sangue — um indicador direto das placas amiloides que se acumulam no cérebro de pessoas com a doença.

Até agora, a investigação de alterações relacionadas ao Alzheimer dependia de procedimentos mais complexos e invasivos. O PET-CT consegue detectar depósitos de proteína amiloide no cérebro, mas exige equipamento sofisticado e exposição a radiação. A punção lombar, que coleta líquido cefalorraquidiano para análise, é um procedimento invasivo que causa desconforto significativo ao paciente. O novo exame de sangue muda esse cenário ao oferecer uma alternativa simples: uma coleta de sangue comum, realizada em qualquer laboratório ou consultório.

A aprovação representa uma mudança prática na forma como os médicos brasileiros investigarão biologicamente a doença. Segundo Ana Terzian, gerente médica da Roche Diagnóstica, a liberação do teste pela Anvisa transforma a abordagem diagnóstica no país. Com essa ferramenta, parte significativa da investigação pode ser feita por coleta de sangue, o que facilita e acelera as decisões médicas — especialmente importante quando se trata de pacientes nos estágios iniciais de declínio cognitivo, quando a intervenção precoce pode fazer diferença.

O funcionamento do teste é direto: um resultado positivo indica alta probabilidade de presença de alterações amiloides no cérebro e orienta o médico a encaminhar o paciente para avaliação especializada, permitindo que decisões sobre tratamento sejam tomadas mais cedo. Um resultado negativo, por outro lado, ajuda o médico a descartar a hipótese de Alzheimer e evita que o paciente seja submetido imediatamente a procedimentos mais invasivos e desconfortáveis. Segundo informações das empresas, o desempenho do Elecsys® pTau217 é comparável ao do exame de líquor quando usado como referência em relação ao PET-CT amiloide — ou seja, oferece confiabilidade semelhante aos métodos tradicionais, mas com muito menos incômodo.

O exame foi desenvolvido para funcionar na plataforma automatizada cobas, da Roche, equipamento já presente em hospitais e laboratórios brasileiros. Isso significa que a implementação não exigirá investimentos massivos em infraestrutura nova. Quanto ao preço, a Roche Diagnóstica informou que não estabelece um valor único para o paciente. A empresa repassa um preço aos laboratórios que oferecem a tecnologia, e cada estabelecimento define o valor final de acordo com sua própria política comercial — o que significa que o custo pode variar dependendo de onde o teste é realizado.

A aprovação abre caminho para que mais pessoas com sinais iniciais de comprometimento cognitivo possam ser investigadas de forma rápida e acessível. Para um país onde o envelhecimento da população cresce e o Alzheimer representa uma preocupação crescente de saúde pública, essa ferramenta diagnóstica pode acelerar o acesso a tratamentos em estágio inicial da doença, quando as opções terapêuticas têm maior potencial de impacto.

A liberação do exame pela Anvisa muda a forma como lidamos com a investigação do Alzheimer no Brasil
— Ana Terzian, gerente médica da Roche Diagnóstica
Vuoi la storia completa? Leggi l'originale su Veja ↗
Contattaci Domande frequenti