Arexvy agora protege adultos de 50+ com diabetes, doenças cardíacas ou pulmonares, grupos com risco 20 vezes maior de complicações fatais por VSR. Ensaios clínicos com 25 mil participantes demonstraram eficácia de 94% contra casos graves em indivíduos com comorbidades, com proteção durando pelo menos 30 meses.
Anvisa amplia vacina contra VSR para maiores de 50 anos com comorbidades
Risco 20 vezes maior de complicações fatais para quem tem diabetes ou doenças cardíacas
Por que a Anvisa decidiu expandir a vacina justamente para maiores de 50 anos com comorbidades agora?
Os ensaios clínicos mostraram que adultos entre 50 e 59 anos com condições crônicas geram respostas imunológicas tão robustas quanto idosos acima de 60. Não fazia sentido deixá-los de fora se a ciência comprovava que a vacina funcionava.
Qual é o risco real que essas pessoas enfrentam com o VSR?
Adultos com diabetes ou doenças cardíacas têm risco 20 vezes maior de complicações fatais. No Brasil, vimos 43,2 mil notificações de síndrome respiratória aguda grave por VSR só até novembro. Não é um número pequeno.
A vacina é segura? Quais são os efeitos colaterais?
Muito segura. O principal efeito é dor no local da injeção em 60% dos casos, que desaparece em dias. Febre ocorre em menos de 10% dos vacinados. Os ensaios envolveram 25 mil pessoas em 17 países.
Quanto tempo a proteção dura?
Pelo menos 30 meses, o que cobre três temporadas virais completas. Para casos graves em pessoas com comorbidades, a eficácia chega a 94%.
Quando as pessoas vão conseguir acessar essa vacina?
Em clínicas privadas a partir de janeiro de 2026, por R$ 1.700. O SUS deve incorporar em 2026, com produção local via Butantan para reduzir custos.
Por que o SUS não oferece já?
Porque precisa negociar com fabricantes e definir prioridades. Mas há consultas públicas marcadas para dezembro que vão decidir as faixas etárias e estratégia de equidade.
O Pulso
- Arexvy aprovada para maiores de 50 anos com comorbidades em dezembro de 2025
- Eficácia de 82,6% em prevenção de doenças respiratórias inferiores; 94% em casos graves
- 43,2 mil notificações de síndrome respiratória aguda grave por VSR no Brasil até novembro de 2025
- Disponível em clínicas privadas a partir de janeiro de 2026 por R$ 1.700
- SUS planeja incorporação em 2026 com produção local via Butantan
Arexvy agora protege adultos de 50+ com diabetes, doenças cardíacas ou pulmonares, grupos com risco 20 vezes maior de complicações fatais por VSR. Ensaios clínicos com 25 mil participantes demonstraram eficácia de 94% contra casos graves em indivíduos com comorbidades, com proteção durando pelo menos 30 meses.
Anvisa aprovou a extensão da vacina Arexvy (GSK) para adultos acima de 50 anos com comorbidades, expandindo proteção contra o vírus sincicial respiratório. A decisão baseia-se em ensaios clínicos que comprovam eficácia de 82,6% na prevenção de doenças respiratórias inferiores.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou esta semana a expansão da vacina Arexvy, produzida pela GSK, para adultos a partir de 50 anos que convivem com condições crônicas de saúde. O imunizante já circulava no Brasil desde dezembro de 2023, mas estava restrito a maiores de 60 anos. Agora alcança um público mais amplo: aqueles entre 50 e 59 anos que enfrentam risco aumentado de complicações respiratórias causadas pelo vírus sincicial respiratório, ou VSR. A decisão, tomada em Brasília, repousa em evidências de ensaios clínicos que mostram respostas imunológicas comparáveis entre as diferentes faixas etárias.
O VSR circula pelas vias aéreas e provoca infecções que, em adultos com diabetes, doenças cardíacas ou pulmonares, podem evoluir para quadros graves. Dados globais indicam que em 2019, cerca de 5,2 milhões de casos ocorreram entre maiores de 60 anos em países de alta renda, resultando em 470 mil internações. No Brasil, até novembro de 2025, foram registradas 43,2 mil notificações de síndrome respiratória aguda grave associada ao VSR, com maior concentração nas regiões Sul e Sudeste durante o outono. Adultos entre 50 e 59 anos com comorbidades enfrentam risco 20 vezes maior de complicações fatais comparado a indivíduos jovens e saudáveis. O vírus se transmite por gotículas respiratórias ou contato com superfícies contaminadas, tornando ambientes fechados pontos críticos de disseminação.
A Arexvy funciona através de uma proteína recombinante da glicoproteína F do VSR, estabilizada em pré-fusão e combinada com um adjuvante chamado AS01E para estimular resposta imune robusta. Aplicada em dose única por via intramuscular, a vacina gera anticorpos que neutralizam o vírus antes que ele chegue aos pulmões. Ensaios de fase III envolvendo 25 mil participantes em 17 países demonstraram eficácia de 82,6% na prevenção de doenças do trato respiratório inferior em maiores de 60 anos. Para casos graves em indivíduos com comorbidades, a proteção alcança 94%, com duração de pelo menos 30 meses, cobrindo três temporadas virais completas. Testes de imunogenicidade em adultos de 50 a 59 anos com condições crônicas produziram resultados equivalentes aos observados em idosos, validando a ampliação. Eventos adversos foram leves, com dor no local da injeção em 60% dos casos, resolvendo-se em dias.
Os grupos prioritários agora incluem adultos acima de 50 anos com pelo menos uma condição de risco elegível. Doenças cardíacas crônicas, incluindo insuficiência congestiva, elevam em 33 vezes o risco de hospitalização por VSR. Condições pulmonares como DPOC e asma agravam infecções, com letalidade de até 25,9% em casos graves entre 2013 e 2023 no Brasil. Diabetes e obesidade comprometem a imunidade, aumentando suscetibilidade a pneumonias secundárias. Problemas renais ou hepáticos também demandam atenção, pois o VSR pode precipitar descompensações. A Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda priorização para esses perfis, independentemente de histórico vacinal anterior. A vacinação pode ser integrada a calendários privados e coincidir com doses contra influenza ou covid-19, otimizando visitas a clínicas.
Um ensaio global de fase III focou especificamente em 1.200 adultos de 50 a 59 anos com comorbidades, medindo títulos de anticorpos neutralizantes. Os participantes vacinados exibiram respostas 95% superiores ao placebo, persistindo por 12 meses. Dados de coortes europeias e norte-americanas coletados em 2024 registraram redução de 70% em visitas a emergências por sintomas respiratórios no grupo imunizado. No Brasil, simulações baseadas em vigilância do Ministério da Saúde projetam queda de 40% em internações para o próximo inverno. Pesquisas adicionais avaliaram subgrupos com imunossenescência avançada, confirmando tolerância e eficácia mesmo em fumantes crônicos.
A Arexvy estará disponível em clínicas particulares a partir de janeiro de 2026, com custo estimado em R$ 1.700 por dose. O SUS planeja incorporar opções contra VSR para idosos em 2026, após negociações com fabricantes. Profissionais de saúde administram a injeção no deltoide ou glúteo, preferencialmente em horários matinais para observação de reações locais. Pacientes devem informar alergias a componentes como MPL ou QS-21, contraindicados em casos raros de hipersensibilidade. A GSK expandiu produção global para suprir demandas latino-americanas, garantindo estoque inicial de 500 mil unidades para o Brasil.
O Ministério da Saúde avalia inclusão de vacinas contra VSR no calendário nacional para 2026, priorizando gestantes e idosos. Parcerias com Butantan visam produção local, reduzindo custos em 30%. Consultas públicas em dezembro de 2025 definirão faixas etárias, com foco em equidade para regiões Norte e Nordeste. Essa expansão alinha o Brasil a padrões da União Europeia, onde cobertura vacinal contra VSR supera 40% em adultos de risco.
Citações Notáveis
Adultos entre 50 e 59 anos com comorbidades enfrentam risco 20 vezes maior de complicações fatais comparado a jovens saudáveis— Dados de estudos clínicos citados pela Anvisa
Proteção dura pelo menos 30 meses, cobrindo três temporadas virais completas— Ensaios de fase III com 25 mil participantes