Em um tempo em que máquinas aprendem a agir sem que lhes digam cada passo, a Anthropic — nascida do desejo de construir inteligência artificial com mais cautela — apresentou o Claude Sonnet 4.5, um modelo capaz de operar de forma autônoma por trinta horas consecutivas. O anúncio, feito em 29 de setembro de 2025, não é apenas um marco técnico: é mais um capítulo na disputa humana por definir quem — e o quê — tomará decisões no mundo de amanhã.
Anthropic lança Claude Sonnet 4.5, modelo de IA capaz de operar autonomamente por 30 horas
Pode funcionar autonomamente por 30 horas seguidas após receber uma tarefa
Por que essa capacidade de 30 horas de operação autônoma importa tanto? Não é só um número maior?
Não é apenas quantidade. Significa que o modelo pode trabalhar em problemas complexos que exigem múltiplas etapas, corrigindo-se ao longo do caminho, sem precisar de um humano intervindo a cada sete horas. É a diferença entre um assistente que precisa de pausas frequentes e um que pode realmente resolver algo do início ao fim.
Mas precisamos ser claros: essa capacidade foi testada em um benchmark específico, o SWE-Bench Verified. Não sabemos ainda como se comporta em todas as situações do mundo real. O teste mede uma coisa; a prática mede outra.
E quanto à segurança? A Anthropic foi fundada justamente porque seus criadores queriam mais controle sobre erros de IA.
Sim, e esse é o pano de fundo importante. Eles acreditam que deixar um modelo rodar por 30 horas de forma autônoma exige confiança real em seus mecanismos de autocorreção. Não é reckless — é deliberado.
Embora valha notar que ninguém fora da Anthropic pode verificar independentemente como esses mecanismos funcionam em tempo real. Temos que confiar na avaliação deles.
A OpenAI parece estar ganhando terreno de novo com o GPT-5. Isso significa que a Anthropic está perdendo?
Não necessariamente. Diferentes modelos são melhores em coisas diferentes. A Anthropic liderou em geração de código, depois perdeu essa posição. Agora está liderando em situações inéditas e em tarefas que exigem usar um computador como um humano. É um jogo de xadrez, não um único placar.
E vale lembrar que essa corrida começou há apenas três anos, desde o ChatGPT. Estamos em um momento de mudança muito rápida, e ninguém realmente sabe qual abordagem vai vencer a longo prazo.
Der Puls
- O Claude Sonnet 4.5 quadruplica a resistência autônoma de seu antecessor, operando por 30 horas sem intervenção humana — um salto que redefine o que se entende por 'assistente' de IA.
- A liderança no benchmark SWE-Bench Verified, criado por Princeton e Stanford, acirra a tensão com a OpenAI, que havia retomado vantagem com o GPT-5 em agosto.
- A capacidade de usar um computador como um humano faria — buscas, formulários, dados locais — transforma o modelo em um agente que age no mundo real, não apenas responde perguntas.
- OpenAI, Google e pesquisadores chineses já lançaram sistemas concorrentes nos últimos meses, sinalizando que nenhuma liderança nesse campo dura mais do que algumas semanas.
Em um tempo em que máquinas aprendem a agir sem que lhes digam cada passo, a Anthropic — nascida do desejo de construir inteligência artificial com mais cautela — apresentou o Claude Sonnet 4.5, um modelo capaz de operar de forma autônoma por trinta horas consecutivas. O anúncio, feito em 29 de setembro de 2025, não é apenas um marco técnico: é mais um capítulo na disputa humana por definir quem — e o quê — tomará decisões no mundo de amanhã.
A Anthropic, startup fundada por ex-pesquisadores da OpenAI que queriam levar a segurança em IA mais a sério, anunciou na segunda-feira o Claude Sonnet 4.5. O novo modelo pode operar de forma autônoma por 30 horas seguidas após receber uma tarefa — quatro vezes mais do que o Claude 4 Opus, que sustentava apenas sete horas. Essa autonomia é possível porque o sistema avalia e corrige sua própria produção continuamente, sem precisar de supervisão humana a cada etapa.
No teste SWE-Bench Verified, desenvolvido por pesquisadores de Princeton e Stanford para medir desempenho em situações inéditas, o Claude Sonnet 4.5 obteve a melhor pontuação entre todos os modelos avaliados. A Anthropic o descreve como seu sistema mais avançado para criar agentes capazes de tomar decisões em cenários para os quais não foram explicitamente programados — uma fronteira que a empresa sempre tratou com cautela especial.
O modelo também se destaca na capacidade de usar um computador como um humano faria: a partir de um pedido em linguagem natural, ele realiza buscas, executa procedimentos online e utiliza informações do próprio dispositivo do usuário. A Anthropic havia proposto essa funcionalidade em outubro de 2024, mas logo ganhou companhia — a OpenAI lançou o Operator em janeiro de 2025, pesquisadores chineses apresentaram o Manus em março, e o Google trouxe o Projeto Mariner em maio.
Desde a chegada do ChatGPT em novembro de 2022, a indústria não parou de acelerar. A Anthropic liderou por meses na geração de código, mas a OpenAI reconquistou terreno com o GPT-5 em agosto. Agora, o Claude Sonnet 4.5 recoloca a empresa na dianteira — ao menos por enquanto, num campo onde cada mês reescreve o que as máquinas são capazes de fazer.
A Anthropic, startup fundada por ex-pesquisadores da OpenAI preocupados com segurança em inteligência artificial, anunciou na segunda-feira (29 de setembro) o lançamento de seu novo modelo generativo, Claude Sonnet 4.5. O sistema representa um salto significativo na capacidade de máquinas operarem de forma independente: pode funcionar autonomamente por 30 horas seguidas após receber uma tarefa, quadruplicando o desempenho do Claude 4 Opus anterior, que sustentava apenas sete horas de operação contínua.
Esta capacidade estendida funciona porque os modelos de IA generativa avaliam regularmente sua própria produção enquanto trabalham, fazendo ajustes e correções sem intervenção humana. O novo Claude foi submetido ao SWE-Bench Verified, um sistema de avaliação independente desenvolvido por pesquisadores das universidades de Princeton e Stanford, onde conquistou a melhor pontuação entre todos os modelos testados.
A Anthropic, criada no início de 2021 por funcionários que deixaram a OpenAI, sempre posicionou a segurança como prioridade central. Seus fundadores acreditavam que a empresa anterior não fazia o suficiente para controlar e prevenir possíveis erros em seus sistemas. Essa filosofia moldou o desenvolvimento do Claude Sonnet 4.5, que a empresa descreve como o modelo mais avançado para criar agentes de IA capazes de tomar decisões em situações completamente novas — cenários para os quais não foram explicitamente programados.
Desde que o ChatGPT da OpenAI chegou ao mercado em novembro de 2022, baseado no modelo GPT-3.5, a indústria de IA generativa entrou em uma corrida acelerada. A cada semana surgem novos sistemas com capacidades ampliadas. A Anthropic havia sido considerada líder em geração de código de programação por vários meses, mas a OpenAI recuperou terreno recentemente com o lançamento do GPT-5 em agosto, que ficou à frente em algumas classificações importantes.
Outra característica do Claude Sonnet 4.5 é sua sofisticação em tarefas que exigem que um assistente de IA use um computador como um humano faria. Diante de um pedido em linguagem natural, a interface pode realizar buscas no Google ou executar procedimentos online utilizando informações extraídas do próprio computador do usuário. A Anthropic propôs essa funcionalidade pela primeira vez em outubro de 2024, mas não ficou sozinha por muito tempo.
A OpenAI respondeu com o Operator em janeiro de 2025. Em março, pesquisadores chineses lançaram o Manus, e em maio o Google apresentou seu Projeto Mariner. A competição por supremacia em IA generativa não mostra sinais de desaceleração — cada mês traz novos contendores e capacidades incrementais que redefinem o que máquinas podem fazer de forma autônoma.
Bemerkenswerte Zitate
Considerado o melhor do mundo para enfrentar situações inéditas— Anthropic, sobre o Claude Sonnet 4.5