Em um movimento que redesenha silenciosamente a arquitetura do transporte aéreo brasileiro, a ANAC autorizou a Avion Express Brasil a operar um modelo até então ausente no país: o ACMI, pelo qual aeronaves, tripulação, manutenção e seguro são alugados a outras companhias, sem que um único bilhete seja vendido diretamente ao passageiro. A decisão, tomada em fevereiro de 2025, reflete uma compreensão crescente de que a flexibilidade pode ser tão valiosa quanto a propriedade — e que mercados maduros se constroem também sobre camadas invisíveis de infraestrutura compartilhada.
Anac autoriza Avion Express Brasil com modelo inovador de serviços aéreos
Aluga-se a aeronave, a tripulação e a manutenção; o cliente vende os assentos
Por que esse modelo ACMI é tão diferente do que as companhias aéreas fazem normalmente?
Porque inverte a lógica. Uma companhia aérea tradicional compra ou financia suas próprias aeronaves, contrata sua própria tripulação, faz sua própria manutenção. É um investimento gigantesco e permanente. A Avion Express oferece tudo isso como serviço — você aluga quando precisa.
Mas quem realmente voa? Quem é responsável se algo der errado?
A Avion Express fornece os pilotos e comissários, mas eles voam sob a bandeira da companhia aérea que contratou. A responsabilidade operacional é compartilhada, mas a Avion Express cuida da manutenção e do seguro.
Isso significa que uma companhia aérea pequena poderia, teoricamente, operar rotas que normalmente exigiriam uma frota própria?
Exatamente. É especialmente útil em períodos de pico. Em vez de manter dez aeronaves o ano todo, você mantém cinco e aluga mais cinco durante as férias.
Quantas companhias aéreas já sinalizaram interesse em contratar a Avion Express?
A fonte não menciona nenhuma contratação confirmada ainda. As operações começam em março, então provavelmente ainda estão em negociações.
E qual é o tamanho dessa oportunidade no Brasil?
A empresa planeja crescer de dez para vinte e cinco aeronaves até 2028. Isso sugere que eles esperam demanda significativa, mas os números específicos de contratos não foram divulgados.
A ANAC disse algo sobre regulação ou segurança nesse novo modelo?
A agência destacou que isso reforça a inovação e a competitividade, mas não há detalhes sobre como será a supervisão ou quais são os requisitos específicos para esse tipo de operação.
Il Polso
- O setor aéreo brasileiro operava sem qualquer empresa licenciada no modelo ACMI, uma lacuna que limitava a capacidade das companhias de responder rapidamente a picos de demanda.
- A chegada da Avion Express Brasil, subsidiária do grupo irlandês Avia Solutions, rompe esse vazio e introduz uma lógica de serviço que já funciona no México e na Argentina.
- Com operações previstas para março de 2025, a empresa pretende escalar de até dez aeronaves Airbus A320 ainda este ano para vinte e cinco até 2028, sinalizando uma aposta de longo prazo no mercado brasileiro.
- A ANAC enquadrou a aprovação como estímulo à competitividade, argumentando que novos operadores ampliam a oferta de assentos e tornam o mercado mais resiliente a imprevistos operacionais.
Em um movimento que redesenha silenciosamente a arquitetura do transporte aéreo brasileiro, a ANAC autorizou a Avion Express Brasil a operar um modelo até então ausente no país: o ACMI, pelo qual aeronaves, tripulação, manutenção e seguro são alugados a outras companhias, sem que um único bilhete seja vendido diretamente ao passageiro. A decisão, tomada em fevereiro de 2025, reflete uma compreensão crescente de que a flexibilidade pode ser tão valiosa quanto a propriedade — e que mercados maduros se constroem também sobre camadas invisíveis de infraestrutura compartilhada.
A Agência Nacional de Aviação Civil autorizou a Avion Express Brasil a iniciar operações comerciais no país a partir de março de 2025, introduzindo um modelo de negócio inédito no Brasil: o ACMI — sigla para Aeronave, Tripulação, Manutenção e Seguro.
Ao contrário das companhias aéreas convencionais, a Avion Express não vende passagens ao público. Ela aluga aeronaves já equipadas, com pilotos e comissários incluídos, para outras empresas do setor. A manutenção e o seguro ficam a seu cargo; combustível, taxas aeroportuárias e a venda dos assentos são responsabilidade de quem contrata o serviço. O arranjo oferece às companhias uma válvula de escape em momentos de alta demanda ou de indisponibilidade de aeronaves próprias — sem exigir investimentos bilionários em frota.
A empresa, subsidiária do grupo irlandês Avia Solutions, já obteve o Certificado de Operador Aéreo e tem sede em Indaiatuba, no interior de São Paulo. Seu comando no Brasil é de Esteban Jauregui Lorda, executivo com passagens por Avianca, Gol e Aerolíneas Argentinas. Os planos preveem até dez aeronaves Airbus A320 em operação até o fim de 2025, número que deve chegar a vinte e cinco até 2028.
Com presença já estabelecida no México e na Argentina, a Avion Express enxerga o Brasil como mercado estratégico e a América Latina como território fértil para a expansão do modelo. A ANAC, por sua vez, apresentou a aprovação como um reforço ao compromisso com a inovação — e como um caminho para tornar o setor aéreo brasileiro mais competitivo e adaptável.
A Agência Nacional de Aviação Civil autorizou, na última sexta-feira, a Avion Express Brasil a começar suas operações comerciais no país a partir de março. A decisão marca a chegada de um modelo de negócio até então inédito no Brasil — um sistema conhecido pela sigla ACMI, que significa Aeronave, Tripulação, Manutenção e Seguro.
A Avion Express Brasil é subsidiária do grupo irlandês Avia Solutions e funcionará de forma bastante diferente das companhias aéreas tradicionais. Em vez de vender passagens diretamente ao público, a empresa aluga aeronaves equipadas, junto com pilotos e comissários de bordo, para outras companhias aéreas. Ela também arca com toda a manutenção e o seguro das aeronaves. As empresas que contratam seus serviços ficam responsáveis por vender os assentos, pagar o combustível e arcar com as taxas aeroportuárias.
Esse arranjo oferece uma flexibilidade que as companhias aéreas tradicionais não conseguem facilmente. Durante períodos de alta demanda — férias escolares, feriados prolongados, eventos especiais — uma companhia pode simplesmente contratar aeronaves adicionais sem precisar investir bilhões em frotas próprias. Se uma de suas aeronaves ficar indisponível por manutenção ou problemas técnicos, ela pode manter seus voos funcionando com equipamento alugado.
A empresa já recebeu o Certificado de Operador Aéreo, o documento que a autoriza a operar comercialmente no Brasil. Seus planos são ambiciosos: até o final de 2025, pretende ter até dez aeronaves Airbus A320 em operação. Esse número deve crescer para vinte e cinco aeronaves até 2028. A sede brasileira fica em Indaiatuba, no interior de São Paulo, e é liderada por Esteban Jauregui Lorda, executivo que trabalhou anteriormente na Avianca, Gol e Aerolíneas Argentinas.
A Avion Express já opera em outros países da América Latina — México e Argentina — e vê o Brasil como um mercado estratégico. A região, segundo a empresa, oferece grande potencial de crescimento para esse modelo de serviço. A agência reguladora brasileira enquadrou a aprovação como um reforço ao compromisso com a inovação no setor aéreo, argumentando que a chegada de novos operadores aumenta as opções de voos e assentos disponíveis para os passageiros e torna o mercado mais competitivo e flexível para as companhias aéreas estabelecidas.
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A chegada da Avion Express ao Brasil reforça o compromisso com a inovação no setor aéreo, oferecendo mais opções de voos e assentos para os passageiros— ANAC