Anac autoriza Avion Express Brasil a operar com modelo inédito de aluguel de aeronaves

Flexibilidade sem investimento de capital em frota própria
O modelo ACMI permite que companhias aéreas ampliem operações em períodos de alta demanda sem comprar aviões caros.
Mark

Por que isso importa agora? O Brasil já não tem companhias aéreas o suficiente?

Mimi

Não é sobre ter mais companhias voando rotas. É sobre flexibilidade. Quando a Gol ou a Latam têm um pico de demanda — digamos, no Carnaval ou nas férias de julho — elas precisam de mais aviões. Antes, tinham que comprar ou alugar frota inteira. Agora podem contratar a Avion Express Brasil e receber avião, pilotos, comissários, tudo pronto.

Luke

Mas isso já não existe em outros países? Por que é "inédito" no Brasil?

Mimi

Existe sim, em muitos lugares. A Avion Express já faz isso na Europa, na Ásia. Mas aqui no Brasil é a primeira vez que a Anac autoriza esse modelo específico. É novo para o mercado brasileiro.

Mark

E quem se beneficia mais — a Avion Express ou as companhias aéreas que contratam?

Mimi

Os dois. A Avion Express ganha aluguel previsível pelos aviões e pela tripulação. As companhias aéreas ganham flexibilidade sem investimento de capital. Em períodos de baixa demanda, não precisam manter aviões parados.

Luke

Quanto custa isso? Qual é o preço de um contrato ACMI?

Mimi

A reportagem não traz números específicos de preço. Sabemos que a Avion Express planeja dez aviões até o final de 2025 e 25 até 2028, mas não há informação sobre quanto as companhias aéreas pagarão por isso.

Mark

E se a Avion Express não conseguir clientes? Qual é o risco?

Mimi

É um modelo que funciona em outros continentes, então há demanda comprovada. Mas no Brasil é novo, então há incerteza. A empresa precisa convencer as companhias aéreas brasileiras de que vale a pena.

Luke

A reportagem menciona que Esteban Jauregui Lorda já trabalhou na Gol. Isso significa que a Gol já é cliente?

Mimi

Não, a reportagem não diz isso. Ele trabalhou lá no passado, mas não há confirmação de que a Gol ou qualquer outra companhia já assinou contrato com a Avion Express Brasil.

  • Companhias aéreas brasileiras enfrentam picos de demanda sem capacidade de frota suficiente, e até agora não havia solução formal de aluguel completo de aeronave com tripulação e manutenção no país.
  • A Anac autorizou a Avion Express Brasil a operar com o modelo ACMI — inédito no Brasil — abrindo caminho para que outras aéreas ampliem operações temporariamente sem comprar aviões.
  • A empresa planeja colocar até dez Airbus A320 em operação ainda em 2025 e expandir para 25 aeronaves até 2028, mirando toda a América Latina, com parcerias já firmadas no México e na Argentina.
  • Com sede em Indaiatuba e liderada por um executivo com passagem por Avianca, Gol e Aerolíneas Argentinas, a operação une experiência regional a um modelo de negócio com potencial de reconfigurar a gestão de capacidade aérea no Brasil.

Em um setor onde a demanda oscila como maré, a Avion Express Brasil recebeu autorização da Anac para introduzir no país um modelo operacional já consolidado em outras partes do mundo: o ACMI, pelo qual uma empresa aluga aeronave, tripulação, manutenção e seguro a outras companhias aéreas. A chegada dessa subsidiária do grupo irlandês Avia Solutions ao mercado brasileiro representa uma mudança de lógica — da posse para o acesso, da rigidez para a flexibilidade — em um setor historicamente pressionado por custos fixos elevados e demanda cíclica.

A Avion Express Brasil obteve, na última sexta-feira, autorização da Agência Nacional de Aviação Civil para iniciar operações no país com um modelo de negócio até então inexistente no mercado brasileiro. A empresa, ligada ao grupo irlandês Avia Solutions, deve começar a operar comercialmente ainda no primeiro trimestre de 2025.

O serviço oferecido é conhecido pela sigla ACMI — aeronave, tripulação, manutenção e seguro. Na prática, quando uma companhia aérea precisa de mais capacidade em períodos de alta demanda, ela pode contratar não apenas um avião, mas todo o pacote operacional que o acompanha. A empresa contratante fica responsável pela venda de passagens, combustível e taxas aeroportuárias; a Avion Express cuida do restante. A Anac destacou que o modelo oferece flexibilidade sem exigir investimento em frota própria.

Os planos de expansão são ambiciosos: até dez Airbus A320 em operação até o fim de 2025, chegando a 25 aeronaves até 2028 em toda a América Latina. O grupo já estabeleceu parcerias no México e na Argentina, reconhecendo a região como mercado estratégico em crescimento. O CEO Darius Kajokas ressaltou que o setor aéreo passa por variações cíclicas de demanda e que o modelo ACMI ajudará companhias brasileiras a preencher lacunas de capacidade com eficiência.

À frente da operação local está o engenheiro argentino Esteban Jauregui Lorda, que acumula passagens por Avianca, Gol e Aerolíneas Argentinas. Com sede em Indaiatuba, no interior paulista, a empresa chega ao Brasil trazendo não apenas um novo modelo de negócio, mas também uma proposta de repensar como as aéreas do país administram sua capacidade diante de um mercado em constante transformação.

A Avion Express Brasil recebeu autorização nesta sexta-feira, 28 de fevereiro, da Agência Nacional de Aviação Civil para começar a operar no país com um modelo de negócio que não existe ainda no Brasil. A empresa, subsidiária de um grupo irlandês chamado Avia Solutions, pretende iniciar suas operações comerciais no primeiro trimestre de 2025 — ou seja, em breve — oferecendo um serviço que outras companhias aéreas podem contratar quando precisam de mais capacidade.

O que a Avion Express Brasil fará é conhecido pela sigla ACMI, que significa aeronave, tripulação, manutenção e seguro. Na prática, funciona assim: quando uma companhia aérea enfrenta um pico de demanda — férias, eventos especiais, períodos de alta procura — ela pode alugar não apenas um avião, mas também os pilotos, os comissários que trabalham a bordo, e toda a estrutura de manutenção e seguro daquele avião. A companhia que aluga fica responsável por vender as passagens, pagar o combustível, as taxas aeroportuárias e outros custos operacionais do dia a dia. A Avion Express Brasil cuida do resto.

A Anac explicou que esse modelo permite que as companhias aéreas ampliem suas operações de forma temporária sem precisar investir em frota própria. É uma solução para períodos de pico de demanda e também para situações em que uma companhia fica sem aviões disponíveis por algum motivo. A flexibilidade é o ponto central: em vez de comprar aviões caros que ficariam ociosos em períodos de baixa demanda, as companhias podem contratar capacidade quando realmente precisam.

A Avion Express Brasil já tem planos ambiciosos. A empresa pretende colocar até dez aeronaves Airbus A320 em operação até o final de 2025. Depois, quer expandir para 25 aviões até 2028. Isso não é apenas para o Brasil — o grupo reconhece a América Latina como um mercado chave em crescimento e já estabeleceu parcerias no México e na Argentina. O executivo-chefe Darius Kajokas afirmou que o setor de aviação passa por mudanças cíclicas de demanda e que as soluções da Avion Express ajudarão as companhias brasileiras a preencher lacunas de capacidade mantendo eficiência e confiabilidade.

A empresa tem sua sede em Indaiatuba, no interior de São Paulo, e é comandada desde meados do ano passado pelo engenheiro argentino Esteban Jauregui Lorda. Ele já trabalhou em companhias aéreas importantes — passou pela colombiana Avianca, pela brasileira Gol e pela Aerolíneas Argentinas, onde começou sua carreira no setor. Com essa experiência, Lorda traz conhecimento prático do mercado latino-americano para uma operação que promete mudar a forma como as companhias aéreas brasileiras gerenciam sua capacidade de voos.

Esse modelo de negócio possibilita otimizar a capacidade das companhias aéreas, permitindo que ampliem suas operações temporariamente em períodos de alta demanda
— Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)
Com a aprovação do certificado, a Avion Express Brasil está pronta para iniciar as operações comerciais no primeiro trimestre de 2025
— Avion Express Brasil
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