No Paraná, a corrida ao Senado em 2026 revela um cenário de certeza parcial e incerteza profunda: Álvaro Dias ocupa o primeiro plano com folga, mas sua vantagem já começa a erodir, enquanto a segunda vaga permanece como um espaço aberto onde cinco candidatos disputam o mesmo horizonte dentro da margem de erro. A política, como sempre, lembra que a liderança de hoje é apenas o ponto de partida de amanhã.
Álvaro Dias lidera corrida ao Senado no PR; segunda vaga tem disputa acirrada
Cinco candidatos tecnicamente empatados pela segunda vaga
Álvaro Dias perdeu cinco pontos percentuais em um mês. Isso é movimento real ou variação normal de pesquisa?
A queda de 42,6% para 37,7% é maior que a margem de erro, então provavelmente indica algo real. Mas ele continua com uma vantagem clara — ninguém mais chega perto dele.
Verdade, mas o que importa é a segunda vaga. Lá, cinco candidatos estão dentro da margem de erro. Isso significa que a pesquisa não consegue dizer quem ganha.
Então qualquer um desses cinco pode ser eleito?
Tecnicamente sim. Dallagnol, Barros, Curi e Hoffmann estão todos entre 27,9% e 30,5%. A diferença é menor que a incerteza da pesquisa.
E Gleisi Hoffmann? Ela é a única do PT nesse grupo. Isso muda alguma coisa em termos de coligações?
Potencialmente. Se o PT decidir apoiar alguém para a segunda vaga, isso pode mexer com os números. Mas a pesquisa não captura essas movimentações políticas que ainda estão por vir.
E Sergio Moro para governador? Ele parece mais sólido.
Sim, mas note: em maio ele tinha 39,3%, agora tem 42,3%. Crescimento, mas não explosivo. E Requião Filho caiu de 26,1% para 19,9%. Isso é uma mudança significativa.
Moro está consolidando, mas ainda há sete meses até as eleições. Muita coisa pode mudar, especialmente na segunda vaga ao Senado.
Der Puls
- A vantagem de Álvaro Dias encolheu quase cinco pontos desde maio, sinalizando que o eleitorado paranaense ainda está em movimento.
- Quatro candidatos brigam pela segunda vaga do Senado separados por menos de cinco pontos percentuais — tecnicamente, nenhum está à frente.
- A ausência hipotética de Dias no cenário não resolve o empate: Dallagnol, Barros, Curi e Hoffmann continuam tecnicamente nivelados.
- No governo do estado, Sergio Moro consolida sua liderança e chega a 47,3% em cenários sem Greca, enquanto Requião Filho perde terreno relativo.
- A segunda vaga ao Senado permanece o maior campo de incerteza das eleições de 2026 no Paraná, podendo ser decidida por coligações e dinâmicas de campanha.
No Paraná, a corrida ao Senado em 2026 revela um cenário de certeza parcial e incerteza profunda: Álvaro Dias ocupa o primeiro plano com folga, mas sua vantagem já começa a erodir, enquanto a segunda vaga permanece como um espaço aberto onde cinco candidatos disputam o mesmo horizonte dentro da margem de erro. A política, como sempre, lembra que a liderança de hoje é apenas o ponto de partida de amanhã.
Uma pesquisa do Paraná Pesquisas, divulgada na quarta-feira, coloca Álvaro Dias (PL) na liderança da corrida ao Senado pelo Paraná com 37,7% das intenções de voto. A posição é confortável, mas não imune ao tempo: em maio, o ex-governador registrava 42,6%, uma queda que indica movimento no eleitorado.
A verdadeira disputa está na segunda vaga. Deltan Dallagnol (Novo) lidera esse grupo com 28,1%, seguido por Gleisi Hoffmann (PT) com 25,2%, Filipe Barros (PL) com 24,2% e Alexandre Curi (Republicanos) com 23,4%. A diferença entre o primeiro e o último é de apenas 4,7 pontos — dentro da margem de erro de 2,6 pontos da pesquisa. Cristina Graeml aparece mais distante, com 13,1%.
Quando os pesquisadores retiram Dias do cenário, o empate persiste: Dallagnol sobe para 30,5%, Barros fica em 30%, Curi em 28,9% e Hoffmann em 27,9%. Os quatro continuam tecnicamente nivelados, e a comparação com maio mostra que a dinâmica entre eles segue em transformação.
O levantamento, realizado entre 7 e 9 de junho com 1,5 mil eleitores em 56 municípios, também testou a disputa pelo governo do estado. Sergio Moro (PL) lidera todos os cenários para o Palácio Iguaçu, chegando a 47,3% quando Rafael Greca não é incluído. Requião Filho (PDT), que tinha 26,1% em maio, recua para 19,9% no cenário principal — sinal de que o posicionamento relativo dos candidatos também está em fluxo. A segunda vaga ao Senado, porém, permanece o maior campo aberto de 2026 no Paraná.
Uma pesquisa divulgada na quarta-feira mostra o ex-governador Álvaro Dias (PL) em posição confortável na corrida ao Senado pelo Paraná, mas o cenário para a segunda cadeira estadual permanece aberto e imprevisível. Dias aparece com 37,7% das intenções de voto, uma margem que o coloca à frente dos demais candidatos, embora sua vantagem tenha encolhido significativamente desde maio, quando registrava 42,6%.
A disputa pela segunda vaga é onde a incerteza realmente se instala. Deltan Dallagnol (Novo) lidera esse grupo com 28,1%, seguido por Gleisi Hoffmann (PT) com 25,2%, Filipe Barros (PL) com 24,2% e Alexandre Curi (Republicanos) com 23,4%. A diferença entre o primeiro e o último desses candidatos é de apenas 4,7 pontos percentuais — dentro da margem de erro de 2,6 pontos da pesquisa. Cristina Graeml (PSD) aparece mais distante, com 13,1%, enquanto Dr. Rosinha (PT) marca 7,6%.
O levantamento, realizado pelo Paraná Pesquisas entre 7 e 9 de junho, ouviu 1,5 mil eleitores em 56 municípios do estado. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código PR-06978/2026.
Quando os pesquisadores removem Álvaro Dias do cenário — testando o que aconteceria se ele não concorresse — o quadro se torna ainda mais competitivo. Dallagnol sobe para 30,5%, Barros fica em 30%, Curi em 28,9% e Hoffmann em 27,9%. Novamente, esses quatro nomes estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro. Em maio, nesse mesmo cenário sem Dias, Barros tinha 30% e Dallagnol registrava 29,3%, indicando que a dinâmica entre esses candidatos continua se movimentando.
A pesquisa também testou a disputa pelo governo do estado. O senador Sergio Moro (PL) lidera todos os cenários apresentados para o Palácio Iguaçu. No primeiro cenário, contra Requião Filho (PDT), Rafael Greca (MDB), Sandro Alex (PSD), Tony Garcia (DC) e Luiz França (Missão), Moro soma 42,3% das intenções de voto. Requião Filho aparece em segundo com 19,9%, enquanto Greca marca 13,9%. Em maio, Moro tinha 39,3% e Requião Filho 26,1%, mostrando uma mudança no posicionamento relativo dos dois principais candidatos.
Em um segundo cenário testado para o governo, desta vez sem Rafael Greca, Moro amplia sua votação para 47,3%, enquanto Requião Filho sobe para 23,5% e Sandro Alex fica em 12,8%. A trajetória de Moro sugere uma consolidação de apoio, enquanto a segunda vaga ao Senado permanece como o campo de maior incerteza nas eleições de 2026 no Paraná.
Bemerkenswerte Zitate
Em cenário sem Álvaro Dias, Deltan Dallagnol, Filipe Barros, Alexandre Curi e Gleisi Hoffmann aparecem tecnicamente empatados— Paraná Pesquisas