Alcolumbre defende Moraes e cita R$ 130 mi de 'Dark Horse' em comparação

Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para as mesmas pessoas
Alcolumbre compara críticas a Moraes com pedido de Flávio Bolsonaro para financiar filme.
Mark

Por que Alcolumbre sente necessidade de defender Moraes agora, especificamente?

Mimi

Porque o relatório da PF coloca o ministro no centro de uma rede de contratos milionários envolvendo a esposa dele e Vorcaro. Alcolumbre, como presidente do Senado, é quem tem que decidir o que fazer com 109 pedidos de impeachment contra o STF. Ele está sob pressão.

Luke

Mas a defesa dele não responde ao relatório — ele muda de assunto para o filme do Flávio. Isso é retórica, não é refutação. A gente não sabe se os contratos com a esposa de Moraes eram legítimos ou não.

Mark

E quanto ao filme? Qual é a relevância?

Mimi

Flávio pediu R$ 130 milhões a Vorcaro para financiar "Dark Horse" no início de 2025. Alcolumbre está dizendo: vocês criticam Moraes por contratos com Vorcaro, mas esqueceram que Flávio também pediu dinheiro a esse mesmo homem.

Luke

Certo, mas são situações diferentes. Um é um ministro do STF com contratos através da esposa. O outro é um senador pedindo financiamento para um filme. Não são equivalentes só porque envolvem a mesma pessoa.

Mark

Alcolumbre vai processar os pedidos de impeachment?

Mimi

Ele não disse. Disse que 109 pedidos é um número anormal, mas recusou se comprometer com nada.

Luke

E isso é importante notar: ele defendeu Moraes com força, mas não confirmou que vai enterrar os pedidos de impeachment. Pode ser que esteja tentando ganhar tempo ou espaço político.

  • O levantamento do sigilo dos documentos da PF pelo ministro André Mendonça reacendeu a crise em torno de Moraes, expondo contratos de até R$ 158 milhões entre Vorcaro e o escritório da esposa do ministro.
  • Alcolumbre, pressionado a agir sobre os 109 pedidos de impeachment contra ministros do STF, reclamou publicamente de 'muitas agressões' por defender Moraes — sinalizando o custo político de sua posição.
  • Para desviar o foco, o presidente do Senado lembrou que Flávio Bolsonaro negociou US$ 24 milhões com o mesmo Vorcaro para financiar o filme 'Dark Horse', transformando a defesa em ataque.
  • Moraes, sua esposa Viviane Barci e a defesa de Vorcaro não responderam às solicitações do Poder360, deixando o silêncio como única resposta institucional até o momento.

No cruzamento entre o poder judiciário e o legislativo, o presidente do Senado Davi Alcolumbre escolheu a defesa pública de Alexandre de Moraes como seu campo de batalha, invocando o pedido de financiamento de um filme para redistribuir o peso moral da controvérsia. O gesto revela menos uma resposta jurídica do que uma manobra política em terreno instável, onde contratos milionários, sigilo levantado e 109 pedidos de impeachment compõem um cenário que nenhum ator institucional parece disposto a enfrentar diretamente.

Davi Alcolumbre foi ao plenário do Senado na quarta-feira, 2 de setembro de 2026, para defender publicamente o ministro Alexandre de Moraes — e saiu reclamando das 'muitas agressões' que diz estar sofrendo por isso. O contexto é delicado: um relatório da Polícia Federal aponta contratos de até R$ 158 milhões entre Daniel Vorcaro, fundador de um banco, e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. O caso ganhou novo impulso depois que o ministro André Mendonça levantou o sigilo dos documentos.

Para deslocar o centro das críticas, Alcolumbre recorreu a uma comparação: lembrou que o senador Flávio Bolsonaro havia negociado, no início de 2025, o pagamento de US$ 24 milhões — cerca de R$ 134 milhões à época — para que o próprio Vorcaro financiasse o filme 'Dark Horse', conforme documentos revelados pelo Intercept Brasil. 'Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para as mesmas pessoas para fazer um filme e agora o culpado sou eu e o ministro Moraes', disse o senador.

A manobra retórica, porém, não apaga a responsabilidade institucional que recai sobre Alcolumbre: como presidente do Senado, cabe a ele dar andamento aos pedidos de impeachment contra ministros do STF. Na véspera, ele próprio havia reconhecido que existem 109 desses pedidos em tramitação — um número que classificou como 'não normal' —, mas evitou qualquer compromisso sobre o que pretende fazer com eles. O silêncio de Moraes, de sua esposa e da defesa de Vorcaro diante das perguntas do Poder360 completa um quadro em que as instituições falam alto nos bastidores e pouco nos microfones.

Davi Alcolumbre, presidente do Senado, saiu em defesa pública do ministro Alexandre de Moraes nesta quarta-feira, 2 de setembro de 2026, reclamando que tem sido alvo de "muitas agressões" nos últimos dias por causa de críticas direcionadas ao magistrado do Supremo Tribunal Federal. A defesa ocorre em momento delicado: Moraes aparece amplamente mencionado em um relatório da Polícia Federal sobre o caso envolvendo Daniel Vorcaro, fundador de um banco, e a investigação ganhou novo fôlego após o ministro André Mendonça levantar o sigilo dos documentos.

No plenário do Senado, Alcolumbre lançou mão de uma comparação para deslocar o foco das críticas. "Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para as mesmas pessoas para fazer um filme e agora o culpado sou eu e o ministro Moraes", disse o senador. A referência é ao pedido do senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, para que Vorcaro financiasse a produção de "Dark Horse". Segundo documentos e conversas revelados pelo Intercept Brasil, Flávio negociou no início de 2025 o pagamento de US$ 24 milhões — o equivalente a aproximadamente R$ 134 milhões na cotação daquele período — para viabilizar o filme.

O relatório da Polícia Federal, por sua vez, aponta a existência de contratos que somam até R$ 158 milhões, negociados entre Vorcaro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Esses números e essas conexões formam o núcleo da controvérsia que agora atravessa o Congresso e o Supremo. Como presidente do Senado, cabe a Alcolumbre dar prosseguimento aos pedidos de impeachment contra ministros da Corte — uma responsabilidade que ganhou peso adicional após o levantamento do sigilo.

No dia anterior, terça-feira 1º de setembro, Alcolumbre havia informado que existem 109 pedidos de impeachment contra integrantes do STF em tramitação no Congresso, descrevendo o número como "não normal". Mesmo assim, o presidente do Senado evitou se comprometer publicamente sobre se pretende dar andamento a algum desses pedidos. A postura cautelosa contrasta com a defesa veemente que fez de Moraes, sinalizando a complexidade política que envolve a questão.

O Poder360 procurou o ministro Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes e a defesa de Daniel Vorcaro para comentar tanto as mensagens quanto o relatório da Polícia Federal. Nenhum deles respondeu até o momento da publicação. A reportagem será atualizada caso alguma manifestação chegue à redação.

Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para as mesmas pessoas para fazer um filme e agora o culpado sou eu e o ministro Moraes
— Davi Alcolumbre, presidente do Senado, no plenário da Casa Alta
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