Alcolumbre agenda votação da PEC do fim da escala 6x1 para terça-feira no Senado

A medida beneficia milhões de trabalhadores formais brasileiros com redução de jornada e garantia de duas folgas semanais.
um avanço histórico para milhões de trabalhadores
O presidente Lula descreveu o fim da escala 6x1 como prioridade de seu governo.
Mark

Por que essa votação está marcada justamente para terça-feira, logo após as eleições? Parece estratégico.

Mimi

É. O governo trabalha para votá-la já nesse dia, mas o rito tradicional permite até cinco sessões de discussão. Se não conseguirem um acordo para quebrar esse intervalo, a votação pode ser adiada. O timing importa porque o segundo turno é em 25 de outubro.

Luke

Mas a gente sabe que o governo tem os votos? Precisa de 49 de 81 senadores em dois turnos. Isso é maioria qualificada.

Mimi

O ministro José Guimarães disse que a base trabalha para votação na terça. Lula já declarou que é prioridade. Mas não há confirmação pública de que os votos estão garantidos.

Mark

E por que Alcolumbre estava segurando isso antes?

Mimi

A relação entre ele e Lula estava estremecida. O Senado barrou a indicação do Jorge Messias para o STF. Mas se reaproximaram, e agora Alcolumbre está pautando a PEC.

Luke

Então a votação depende de uma relação política que foi consertada recentemente. Se houver novo atrito, isso pode mudar.

Mark

Como funciona essa redução de jornada na prática?

Mimi

Começa com 42 horas semanais 60 dias após a promulgação. Depois, em 12 meses, vai para 40 horas. Duas folgas semanais obrigatórias, uma delas preferencialmente no domingo. E não pode haver redução de salário.

Luke

A PEC garante que não vai haver redução salarial, mas a implementação prática — como as empresas vão lidar com isso — ainda é uma questão aberta.

Mark

Quantos trabalhadores isso afeta?

Mimi

Milhões de trabalhadores formais. Mas a PEC só vale para o setor formal. Não há números específicos no texto.

Luke

Exatamente. Sabemos que afeta trabalhadores formais, mas não temos uma estimativa de quantos.

  • A votação foi agendada para terça-feira, logo após o primeiro turno das eleições, num momento em que o relógio político e o trabalhista correm juntos.
  • O governo pressiona para encurtar o rito de cinco sessões por meio de um acordo entre senadores, tentando antecipar a aprovação antes do segundo turno, em 25 de outubro.
  • A PEC exige 49 dos 81 senadores em dois turnos — uma margem que o governo acredita ter, mas que depende da manutenção da aliança recém-reconstruída entre Lula e Alcolumbre.
  • A relação entre os dois havia se deteriorado após o Senado bloquear uma indicação ao STF, e a retomada do diálogo foi o que desbloqueou o avanço da proposta na CCJ.
  • Se aprovada, a redução será gradual: 42 horas em 60 dias e 40 horas em 12 meses, com proibição expressa de qualquer corte salarial como contrapartida.

No limiar entre o calendário eleitoral e o calendário legislativo, o Brasil se aproxima de uma transformação silenciosa nas condições de trabalho de milhões de pessoas. O presidente do Senado Davi Alcolumbre agendou para 6 de outubro o início da tramitação da PEC que extingue a escala 6x1, reduzindo a jornada semanal de 44 para 40 horas e garantindo duas folgas obrigatórias — sem corte de salário. A proposta, que precisa de 49 votos em dois turnos, carrega o peso de décadas de reivindicação trabalhista e a urgência de um governo que a elegeu como prioridade histórica.

O presidente do Senado Davi Alcolumbre marcou para terça-feira, 6 de outubro, o início da tramitação da PEC que extingue a escala 6x1. A proposta reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e garante duas folgas semanais obrigatórias, uma delas preferencialmente aos domingos — sem permitir redução de salário.

O texto seguirá inicialmente o rito tradicional de cinco sessões de discussão, mas os senadores podem encurtar esse prazo por acordo. A PEC já consta na pauta de 6, 7 e 8 de outubro, e se as duas sessões restantes forem agendadas na semana seguinte, a votação pode ocorrer antes do segundo turno das eleições, em 25 de outubro. O ministro José Guimarães afirmou que a base governista trabalha para votar já na terça-feira. Para aprovação, são necessários 49 votos de 81 senadores em dois turnos.

O avanço da PEC só foi possível após uma reaproximação entre Lula e Alcolumbre, cuja relação havia se deteriorado quando o Senado barrou a indicação do advogado-geral da União Jorge Messias ao STF. O relatório foi aprovado na CCJ em setembro, mas ficou parado no plenário. No dia em que a votação foi adiada, Alcolumbre prometeu pautá-la após as eleições. O entorno de Lula evitou confronto para preservar a aliança recém-reconstruída com o presidente do Senado.

Além da PEC trabalhista, Alcolumbre conduziu avanços em outras frentes: a política de minerais críticos e a taxa das blusinhas já viraram lei, e a PEC da Segurança Pública foi aprovada na CCJ com o senador Omar Aziz como relator, reproduzindo o texto da Câmara. O presidente da Câmara, Hugo Motta, comparou o avanço a marcos como a CLT e o décimo terceiro salário. A redução será implementada em duas fases: 42 horas em 60 dias após a promulgação e 40 horas após 12 meses.

Davi Alcolumbre, presidente do Senado, marcou para terça-feira, 6 de outubro, o início da tramitação da PEC que acaba com a escala 6x1 — a primeira sessão deliberativa após o primeiro turno das eleições, que ocorre neste domingo. A proposta de emenda à Constituição reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, com a garantia obrigatória de duas folgas semanais, uma delas preferencialmente aos domingos.

O texto seguirá inicialmente o rito tradicional, que exige cinco sessões de discussão antes da votação. Esse intervalo pode ser encurtado por acordo entre os senadores — o que os legisladores chamam de quebra de interstício. A PEC já consta na pauta das sessões de 6, 7 e 8 de outubro. Se as outras duas discussões forem agendadas para a semana seguinte, os senadores poderão votar antes do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. O ministro José Guimarães, de Relações Institucionais, afirmou que a base do governo trabalha para que a votação aconteça já na terça-feira.

Para aprovação, a proposta precisa de 49 votos de um total de 81 senadores em dois turnos de votação. Em nota, Alcolumbre disse que o tema será debatido com responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas. O presidente Lula, em seu perfil no X, cumprimentou Alcolumbre e reafirmou que o fim da escala 6x1 é prioridade de seu governo, descrevendo-o como um avanço histórico para milhões de trabalhadores brasileiros.

O encaminhamento da PEC à Comissão de Constituição e Justiça do Senado só foi destravado após Lula e Alcolumbre se reaproximarem. A relação entre os dois havia se deteriorado quando o Senado barrou a indicação do advogado-geral da União Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. O relatório foi aprovado por maioria na CCJ no início de setembro, mas não foi pautado no plenário apesar dos esforços da base governista. No dia em que a votação foi adiada, Alcolumbre prometeu colocar a proposta em votação após as eleições. Embora parte dos governistas tivesse esperado usar o fim da escala 6x1 como bandeira de campanha, o entorno de Lula evitou confronto, mantendo a prioridade de preservar a relação recém-reconstruída com o presidente do Senado.

Além da PEC da jornada de trabalho, Alcolumbre fez avançar o projeto de lei da política de minerais críticos, a medida provisória da taxa das blusinhas — ambas já transformadas em lei — e a PEC da Segurança Pública, que foi aprovada na CCJ. Na comissão, o senador Omar Aziz, do PSD de Amazonas e aliado do governo, atuou como relator e reproduziu integralmente o texto aprovado pela Câmara dos Deputados em maio. A oposição tentou alterar o texto e atrasar a tramitação, mas as tentativas não avançaram.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, afirmou no X que a decisão de Alcolumbre torna mais próximo o fim da escala 6x1, comparando o avanço a marcos históricos como a Consolidação das Leis do Trabalho e o décimo terceiro salário. A redução de jornada será implementada em duas fases: a primeira, 60 dias após a promulgação, reduzirá a semana para 42 horas; a segunda, 12 meses depois, chegará às 40 horas. A PEC estabelece explicitamente que a redução na jornada não pode resultar em redução salarial.

Estou convicto de que o Senado também saberá ouvir a sociedade e aprovar esse avanço histórico para milhões de trabalhadores brasileiros
— Presidente Lula, no X
O tema será debatido com responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas
— Davi Alcolumbre, presidente do Senado
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