Alan Franco ameaça Fifa e se desgasta com Dorival antes de sair do São Paulo

Franco abriu mão de 250 mil euros para sair do São Paulo
O zagueiro renunciou a direitos contratuais para viabilizar a transferência para o Tigres.
Mark

Por que Franco chegou a ameaçar a Fifa? Isso é comum em casos assim?

Mimi

Não é rotina, mas acontece quando há atraso salarial ou de direitos de imagem. O staff dele sinalizou isso internamente — não era uma ameaça pública, mas o São Paulo entendeu a mensagem. Acelerou tudo.

Mark

E Dorival? O técnico sabia que Franco queria sair?

Mimi

Provavelmente sim. Franco já havia perdido espaço com Dorival antes. Quando o técnico voltou em maio, o zagueiro logo viu que a história se repetiria. Não era pessoal, era avaliação de oportunidades.

Mark

Franco abriu mão de 250 mil euros para sair. Por que faria isso?

Mimi

Porque às vezes sair é mais valioso que ficar. Ele ganharia espaço no Tigres, e o São Paulo se livrava de uma situação tensa. Os dois queriam a mesma coisa.

Mark

A transferência é boa para o São Paulo financeiramente?

Mimi

Não é ruim. Recebem 500 mil dólares agora, mais 1,5 milhão se o Tigres exercer a compra. Mas Franco abriu mão de dinheiro que tinha direito. Ninguém saiu completamente satisfeito.

Mark

O que muda para Franco no México?

Mimi

Ele terá espaço garantido. No São Paulo, estava preso entre a disputa financeira e a falta de confiança do técnico. No Tigres, é um recomeço.

  • A ameaça de acionar a Fifa por valores atrasados transformou uma insatisfação pessoal em uma crise institucional que o São Paulo precisava resolver com urgência.
  • Franco já havia perdido espaço com Dorival em uma passagem anterior e, ao ver o técnico retornar em maio, compreendeu imediatamente que a história se repetiria.
  • O pedido de saída veio nos primeiros dias da nova gestão técnica, antes mesmo de qualquer negociação formal com o Tigres estar em andamento.
  • Para viabilizar o empréstimo, o zagueiro abriu mão de 250 mil euros em luvas e de pagamentos atrasados de direitos de imagem — pagou para sair.
  • O acordo final prevê 500 mil dólares ao São Paulo pelo empréstimo de uma temporada, com opção de compra de 1,5 milhão de dólares e cláusula de extensão até dezembro de 2027.

Há momentos em que uma saída não é derrota, mas o único caminho possível para dois lados que já não se enxergam no mesmo futuro. Alan Franco deixa o São Paulo rumo ao Tigres do México carregando consigo o peso de meses de tensão financeira, a sombra de uma ameaça à Fifa que nunca precisou se concretizar e a certeza silenciosa de que, sob Dorival Júnior, seu espaço seria sempre o banco. O zagueiro abriu mão de dinheiro para conquistar liberdade — e o clube aceitou o acordo porque manter o conflito custaria mais do que encerrá-lo.

Alan Franco pediu para deixar o São Paulo antes mesmo de qualquer acordo com o Tigres estar fechado. O que parecia uma transferência rotineira era, na verdade, o desfecho de meses de tensão financeira e de uma desconfiança crescente sobre seu futuro no clube.

O desgaste tinha duas frentes. Na primeira, uma disputa por dinheiro que chegou perto de se tornar um caso internacional: o staff do jogador sinalizou que poderia recorrer à Fifa para cobrar valores em atraso. A ameaça nunca se concretizou, mas funcionou como catalisador — o São Paulo percebeu que manter Franco seria mais custoso do que negociá-lo. Na segunda frente, havia a questão do espaço em campo. Franco já havia trabalhado com Dorival Júnior antes e não havia gostado da experiência. Quando o técnico retornou em maio, o zagueiro logo compreendeu que não seria prioridade. O pedido de saída veio nos primeiros dias da nova gestão.

O acordo com o Tigres foi estruturado como empréstimo de uma temporada, com o clube mexicano pagando 500 mil dólares ao São Paulo e direito de compra fixado em 1,5 milhão ao final do vínculo. Havia ainda uma cláusula de extensão automática até dezembro de 2027. Mas havia um preço pessoal: para viabilizar a transferência, Franco abriu mão de 250 mil euros em luvas e de pagamentos atrasados de direitos de imagem. O jogador perdeu dinheiro para sair.

Era o custo de uma saída que ambos os lados desejavam — o São Paulo livre de uma relação desgastada, e Franco em busca de um recomeço onde pudesse, enfim, ser protagonista.

Alan Franco pediu para sair do São Paulo antes mesmo de as negociações com o Tigres, do México, chegarem a um acordo. O que parecia ser uma simples transferência de um zagueiro insatisfeito era, na verdade, o resultado de meses de tensão financeira e desconfiança sobre seu futuro no clube.

A decisão do defensor nasceu de um cenário complexo. De um lado, havia o desgaste entre Franco e a administração tricolor — uma disputa por dinheiro que em algum momento chegou perto de virar um caso internacional. O staff do jogador sinalizou internamente que poderia recorrer à Fifa para cobrar valores em atraso do contrato. Essa ameaça, embora nunca tenha se concretizado, funcionou como catalisador. O São Paulo percebeu que manter Franco em casa seria mais custoso do que negociá-lo, e as conversas sobre uma saída ganharam velocidade.

Do outro lado estava a questão do espaço em campo. Franco havia trabalhado com Dorival Júnior antes — e não havia gostado da experiência. Na primeira vez que o técnico passou pelo Morumbis, o zagueiro perdeu oportunidades. Quando Dorival retornou em maio, desta vez como técnico contratado com Rui Costa no comando da pasta, Franco logo compreendeu que a história se repetiria. Ele não seria prioridade. O pedido para deixar o clube veio logo depois, ainda nos primeiros dias da nova gestão técnica.

O timing importava. Rui Costa, que havia autorizado a contratação de Dorival, seria demitido semanas depois, substituído interinamente por Rafinha e Felipe Carvalho. Mas para Franco, a decisão já estava tomada. Ele queria sair, e o São Paulo, diante da possibilidade de uma reclamação na Fifa e da avaliação de que o jogador não teria rendimento sob Dorival, concordou em negociar.

O acordo com o Tigres foi estruturado como um empréstimo de uma temporada. O clube mexicano pagaria 500 mil dólares ao São Paulo pelo período, com direito de compra fixado em 1,5 milhão de dólares ao final do vínculo. Havia ainda uma cláusula de extensão automática que levaria o contrato até dezembro de 2027. Mas havia um detalhe importante: para que a transferência saísse do papel, Franco abriu mão de 250 mil euros que ainda tinha a receber em luvas do São Paulo, além de pagamentos atrasados de direitos de imagem. O jogador, em outras palavras, perdeu dinheiro para sair.

Era o preço de uma saída que ambos os lados queriam — o São Paulo livre de uma negociação tensa e de um jogador que não confiava em seu futuro ali, e Franco em busca de espaço e de um recomeço longe de São Paulo.

O staff de Alan Franco sinalizou ao São Paulo a possibilidade de acionar a Fifa para cobrar valores pendentes do contrato
— Apuração do UOL
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