Advogado critica 'mau jornalismo' do Estadão e prevê 'merecida falência'

O mau jornalismo do Estadão ainda vai pagar muito caro
Bertholdo prevê falência do jornal como consequência de suas escolhas editoriais que, segundo ele, promoveram Bolsonaro.
Mark

Por que Bertholdo escolheu atacar o Estadão especificamente agora, meses depois que Bolsonaro saiu do poder?

Mimi

Ele está apontando uma incoerência que o incomoda: o jornal ajudou a colocar Bolsonaro na presidência com sua cobertura e posicionamento editorial, e agora critica o ex-presidente. Para Bertholdo, essa crítica tardia é insuficiente porque omite os danos maiores — racismo, fome, divisão social.

Luke

Mas a postagem não oferece evidências específicas de como o Estadão "promoveu a ascensão" de Bolsonaro. Sabemos que o jornal apoiou sua candidatura, mas Bertholdo não detalha quais reportagens ou editoriais fizeram essa promoção.

Mark

E quanto à previsão de falência? Isso é uma ameaça ou uma análise?

Mimi

Bertholdo deixa claro que não está desejando mal, mas sim prevendo uma consequência natural do que ele vê como má conduta jornalística. É uma crítica moral disfarçada de prognóstico.

Luke

Ele não apresenta dados sobre a saúde financeira do Estadão. A falência é uma previsão baseada em quê? Em princípios morais? Em tendências de mercado? Não fica claro.

Mark

Bertholdo menciona que foi perseguido por Sergio Moro. Isso importa para entender sua crítica?

Mimi

Sim, porque coloca Bertholdo como alguém que sofreu as consequências de decisões judiciais questionáveis durante o governo Bolsonaro. Sua crítica vem de uma posição de quem foi prejudicado pelo sistema que o Estadão ajudou a construir.

Luke

Mas isso também significa que Bertholdo tem uma razão pessoal para criticar tanto o Estadão quanto Bolsonaro. Sua perspectiva é legítima, mas não é neutra. O leitor precisa saber disso.

  • Bertholdo acusa o Estadão de ter funcionado como motor eleitoral de Bolsonaro, movido por um 'falso moralismo lavajatista' que hoje tenta se disfarçar de consciência crítica.
  • O editorial do jornal que chamou Bolsonaro de 'golpista de corpo e alma' é visto pelo advogado como uma crítica tardia e deliberadamente incompleta, que omite os danos mais profundos do governo.
  • Na lista de omissões que Bertholdo aponta estão racismo institucional, mortes na pandemia, fome, armamento de civis e a ruptura do tecido social brasileiro — crimes que, para ele, superam o enriquecimento ilícito.
  • A tensão se instala num debate mais amplo: pode a imprensa que contribuiu para um desastre político reivindicar autoridade moral para julgá-lo depois que o estrago já foi feito?
  • Bertholdo encerra com uma previsão econômica e uma resignação amarga — o 'mau jornalismo' levará o Estadão à falência, e o arrependimento, se existisse, não desfaria o mal causado.

Quando uma instituição que ajudou a construir um fenômeno político passa a criticá-lo tardiamente, surge uma questão que atravessa a história do jornalismo: a autocrítica chega a tempo de reparar o dano, ou apenas a tempo de preservar a aparência? O advogado Roberto Bertholdo, ele próprio marcado pelos anos da Lava Jato, lançou essa pergunta ao Estado de S. Paulo, acusando o jornal de ter sido cúmplice da ascensão de Bolsonaro e de agora oferecer críticas que considera insuficientes diante da magnitude dos crimes que enumera. Sua voz ecoa um desconforto coletivo sobre o papel da mídia tradicional brasileira num dos capítulos mais turbulentos da democracia do país.

Roberto Bertholdo, advogado que viveu de perto os efeitos da Operação Lava Jato sob o comando de Sergio Moro, voltou sua crítica desta vez contra o Estado de S. Paulo. Em postagem no X, ele acusou o jornal de hipocrisia editorial: o mesmo veículo que, segundo ele, impulsionou a eleição de Bolsonaro agora o critica de forma que considera tímida e conveniente.

Bertholdo reconhece que o editorial recente do Estadão chamou o ex-presidente de 'golpista de corpo e alma' e mencionou enriquecimento ilícito da família — mas argumenta que essas críticas chegam tarde e deixam de lado o que considera os crimes mais graves: a promoção do racismo, as mortes pela COVID-19, o retorno da fome a níveis alarmantes, o armamento de grupos civis e o ódio que fragmentou relações entre brasileiros por divergências políticas.

Para o advogado, esses pontos não são detalhes — são o núcleo do legado Bolsonaro, e sua ausência no editorial revela uma escolha deliberada. Ele encerra com uma previsão severa: o 'mau jornalismo' do Estadão resultará em sua 'merecida falência'. Ex-assinante do jornal, Bertholdo conclui com a expressão 'se arrependimento matasse' — sugerindo que o remorso, mesmo que existisse, não seria capaz de reverter o dano já causado à democracia e à sociedade brasileira.

Roberto Bertholdo, advogado que enfrentou perseguição do ex-juiz Sergio Moro durante a Operação Lava Jato, usou as redes sociais na quinta-feira para atacar o jornal Estado de S. Paulo, acusando-o de hipocrisia editorial e cumplicidade na trajetória política de Jair Bolsonaro. A crítica de Bertholdo aponta uma contradição que ele vê como central: o mesmo jornal que ajudou a impulsionar a ascensão do ex-presidente à Presidência agora o critica, mas de forma que Bertholdo considera insuficiente e tardia.

Em postagem no X, antigo Twitter, Bertholdo argumenta que o Estadão, movido pelo que chama de "falso moralismo lavajatista" e "conservadorismo antiquado", funcionou como um dos motores principais da eleição de Bolsonaro. Ele reconhece que o editorial do jornal publicado na véspera chamou o ex-presidente de "golpista de corpo e alma" e mencionou enriquecimento ilícito da família, mas sustenta que essas críticas chegam tarde demais e deixam de fora as consequências mais graves do governo anterior.

O advogado enumera o que considera omissões deliberadas do editorial: a promoção do racismo durante o governo Bolsonaro, as mortes relacionadas à pandemia de COVID-19, o retorno do Brasil a estatísticas alarmantes de fome, o armamento de grupos civis, e o que descreve como o acirramento do ódio e da discórdia entre brasileiros que deixaram de respeitar uns aos outros por divergências políticas. Para Bertholdo, esses pontos representam crimes que transcendem a questão do enriquecimento pessoal e afetam a coesão social do país.

Ao encerrar sua crítica, Bertholdo faz uma previsão severa: o "mau jornalismo" do Estadão resultará em sua "merecida falência", ainda que ele ressalve não desejar mal a ninguém. Ele menciona ter sido assinante do jornal por alguns anos e conclui com uma expressão que mistura arrependimento e resignação: "se arrependimento matasse". A frase sugere que, em sua visão, o jornal deveria sofrer consequências econômicas por suas escolhas editoriais passadas, mas que o remorso — se existisse — não seria suficiente para reverter o dano já causado.

A postagem de Bertholdo reflete uma tensão mais ampla no debate público brasileiro sobre o papel da mídia tradicional na ascensão de Bolsonaro e a credibilidade de críticas que chegam apenas após o fim do governo. Seu argumento coloca em questão não apenas a coerência editorial do Estadão, mas também a responsabilidade da imprensa em relação às consequências políticas de suas escolhas de cobertura e posicionamento.

O Estadão, com seu falso moralismo lavajatista e seu conservadorismo antiquado, foi um dos motores que promoveram a ascensão do miliciano Bolsonaro à presidência do Brasil
— Roberto Bertholdo
O mau jornalismo do Estadão ainda vai pagar muito caro, se Deus quiser com a sua merecida falência
— Roberto Bertholdo
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