Adriane Lopes é reeleita prefeita de Campo Grande com 51,45% dos votos

Menos de 13 mil votos separavam vitória da derrota
A margem apertada entre Adriane Lopes e Rose Modesto no segundo turno refletia uma cidade dividida.
Mark

Como uma vice-prefeita que assumiu o cargo por acaso acaba conquistando sua própria reeleição?

Mimi

Adriane tinha algo que muitos políticos que herdam o cargo não conseguem: ela já estava no dia a dia da administração. Quando Trad saiu, ela não era uma estranha assumindo o poder. Ela já conhecia os problemas, as pessoas, os compromissos.

Mark

Mas 51,45% não é exatamente uma vitória esmagadora. Rose Modesto ficou muito perto.

Mimi

Verdade. Menos de 13 mil votos a separavam. Isso mostra que Campo Grande estava dividida. Rose era uma candidata forte — ex-deputada federal, com experiência, com seu próprio projeto. Não era um passeio.

Mark

O que explica essa divisão? Por que a cidade não deu um voto de confiança maior a quem já estava no cargo?

Mimi

Porque estar no cargo também significa ser responsável pelos problemas. Adriane não era mais a vice que podia culpar o prefeito. Ela era a prefeita. Cada buraco na rua, cada atraso na saúde — era dela.

Mark

E agora? Ela tem um mandato inteiro pela frente com essa margem apertada.

Mimi

Sim. Isso significa que ela precisa governar pensando em quem votou em Rose também. Não é um mandato que permite ignorar metade da cidade. É um mandato que exige atenção constante.

  • A disputa foi tão equilibrada que, até o último momento, nenhuma das candidatas podia considerar a vitória garantida — apenas 12.587 votos separaram o triunfo da derrota.
  • Rose Modesto, ex-deputada federal com ambição de migrar para o comando municipal, pressionou Adriane até o fim, forçando um segundo turno após um primeiro turno de diferença mínima.
  • Adriane mobilizou sua base e conquistou eleitores indecisos, transformando uma vantagem frágil do primeiro turno em uma vitória sólida o suficiente para assegurar a reeleição.
  • Com 51,45% dos votos válidos, Adriane Lopes encerra o ciclo de quem governou por herança e inaugura o de quem governa por mandato próprio.

No domingo à noite, Campo Grande confirmou pela segunda vez sua confiança em Adriane Lopes, que iniciou sua jornada política como vice e agora consolida, pelas próprias urnas, sua autoridade como prefeita eleita. Com uma margem de pouco mais de doze mil votos sobre Rose Modesto, a capital do Mato Grosso do Sul escolheu a continuidade — e com ela, a legitimidade que só o voto direto pode conferir a quem governa.

As urnas de Campo Grande fecharam no domingo e confirmaram o que a campanha havia deixado em aberto até o fim: Adriane Lopes, do Progressistas, foi reeleita prefeita da capital do Mato Grosso do Sul com 51,45% dos votos válidos — 222.699 votos contra 210.112 de Rose Modesto, do União Brasil. A margem de apenas 12.587 votos revelou o quanto a disputa foi acirrada.

A trajetória de Adriane na política municipal começou em 2016, quando foi eleita vice-prefeita na chapa de Marquinhos Trad. Com a saída de Trad em abril de 2022 para concorrer ao governo estadual, ela assumiu naturalmente a prefeitura. Em 2024, buscava algo diferente: não mais o cargo por sucessão, mas a legitimidade que só o voto direto concede.

No primeiro turno, Adriane havia saído na frente com 31,67%, enquanto Rose Modesto avançou com 29,56% — diferença pequena o bastante para manter a incerteza viva durante toda a campanha do segundo turno. O resultado final mostrou que a prefeita soube preservar sua base e conquistar os indecisos. Para Rose Modesto, a derrota encerrou sua tentativa de transição da política estadual para o comando da capital.

As urnas fecharam no domingo à noite e o resultado foi claro: Adriane Lopes permaneceria à frente de Campo Grande pelos próximos quatro anos. Com a totalidade dos votos apurados, a prefeita do Progressistas conquistou 222.699 votos, o que representava 51,45% do total válido — aqueles que realmente contam, excluindo brancos e nulos. Sua adversária, Rose Modesto, ex-deputada federal pelo União Brasil, ficou com 210.112 votos, equivalente a 48,55%. A margem entre elas era estreita: apenas 12.587 votos separavam a vitória da derrota em uma disputa que se mostrou acirrada até o final.

A trajetória de Adriane na política municipal começou oito anos antes. Em 2016, ela foi eleita vice-prefeita na chapa encabeçada por Marquinhos Trad, que conquistou a reeleição em 2020. Quando Trad deixou o cargo em abril de 2022 para concorrer ao governo estadual do Mato Grosso do Sul, Adriane assumiu naturalmente a prefeitura da capital. Agora, em 2024, ela buscava sua própria legitimidade nas urnas — não mais como vice, mas como titular do Executivo municipal.

O caminho até o segundo turno havia sido competitivo desde o início. No primeiro turno das eleições municipais daquele ano, Adriane havia saído na frente com 31,67% dos votos válidos, consolidando sua posição como favorita. Rose Modesto, porém, não ficou longe: conquistou 29,56%, o suficiente para avançar à segunda fase e forçar um confronto direto. A diferença entre elas no primeiro turno foi pequena o bastante para manter a incerteza viva durante toda a campanha do segundo turno.

O resultado final confirmou que Adriane havia mantido sua base de apoio e conquistado votos adicionais entre aqueles que ainda não haviam se decidido. A reeleição assegurava a continuidade de sua administração e consolidava sua liderança política na capital do Mato Grosso do Sul. Para Rose Modesto, a derrota representava o fim de sua tentativa de transição da política estadual para o comando municipal.

Adriane havia sido a candidata mais votada no primeiro turno com 31,67% dos votos válidos, enquanto Rose Modesto ficou em segundo com 29,56%
— Dados do Tribunal Superior Eleitoral
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