Durante quase uma década, mulheres com deficiência intelectual foram repetidamente violadas pelo próprio diretor da instituição que deveria protegê-las — um homem condenado a 15 anos de prisão por crimes que só vieram à luz quando uma das vítimas, ferida e silenciada por anos, encontrou palavras para dizer que estava machucada por dentro. O caso de Saekdongwon, na Coreia do Sul, não é apenas uma sentença judicial: é um espelho que reflete o quanto o Estado pode falhar com aqueles que mais dependem de sua proteção. A dificuldade de comunicação das vítimas não foi apenas um obstáculo para a inve
Abuso sexual em instituição sul-coreana expõe falhas na proteção a pessoas com deficiência
Os relatos de violência sexual em Saekdongwon, uma residência assistida para pe…
What happened here?
'Eu simplesmente aguentei': o abuso sexual de pessoas com deficiências que abalou a Coreia do Sul.
Give me the shape of it.
Os relatos de violência sexual em Saekdongwon, uma residência assistida para pessoas com deficiência intelectual, chocaram o país e levantaram sérios questionamentos sobre o atendimento às pessoas co…
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Il Polso
- Seo Mi-hyeon suportou quase dez anos de abusos sexuais em silêncio antes de reunir forças para denunciar, após sofrer um ferimento na cabeça em fevereiro de 2025.
- A investigação policial confirmou ao menos três vítimas diretas e identificou indícios de assédio a outras dez moradoras, mas as limitações de comunicação das mulheres com deficiência intelectual dificultaram o reconhecimento pleno dos crimes.
- O diretor da residência assistida Saekdongwon foi condenado a 15 anos de prisão, mas o fechamento da instituição ainda aguarda a realocação segura de seus moradores.
- O governo sul-coreano inspecionou 1.507 residências assistidas e encontrou 33 casos suspeitos, revelando que o problema pode ser muito mais amplo do que um único caso isolado.
- A comoção nacional levantou questionamentos urgentes sobre os mecanismos de fiscalização estatal e a proteção real oferecida às pessoas com deficiência em instituições de cuidado.
Durante quase uma década, mulheres com deficiência intelectual foram repetidamente violadas pelo próprio diretor da instituição que deveria protegê-las — um homem condenado a 15 anos de prisão por crimes que só vieram à luz quando uma das vítimas, ferida e silenciada por anos, encontrou palavras para dizer que estava machucada por dentro. O caso de Saekdongwon, na Coreia do Sul, não é apenas uma sentença judicial: é um espelho que reflete o quanto o Estado pode falhar com aqueles que mais dependem de sua proteção. A dificuldade de comunicação das vítimas não foi apenas um obstáculo para a investigação — foi também o véu que permitiu que o abuso persistisse por tanto tempo sem ser visto.
Quando Seo Mi-hyeon chegou à delegacia, suas primeiras palavras foram simples e devastadoras: ela estava ferida por dentro e havia vindo contar sua história. Seo tem deficiência intelectual e dificuldade de formar frases longas — e foi exatamente essa vulnerabilidade que o diretor de Saekdongwon explorou por quase dez anos, estuprando repetidamente moradoras da residência assistida que ele próprio administrava.
O caso só veio à tona em fevereiro de 2025, após Seo sofrer um ferimento na cabeça e encontrar, naquele momento de dor física, a coragem de denunciar o que suportava em silêncio há anos. A investigação policial que se seguiu confirmou ao menos três vítimas e apontou indícios de assédio a outras dez mulheres — mas as dificuldades de comunicação das moradoras tornaram o reconhecimento completo dos crimes um desafio doloroso e limitado.
O diretor foi condenado a 15 anos de prisão. A sentença, porém, não encerrou as questões mais profundas que o caso expôs. O governo sul-coreano respondeu com uma inspeção nacional em 1.507 residências assistidas, encontrando 33 casos suspeitos — um número que sugere que Saekdongwon pode ter sido não uma exceção, mas um sintoma. O fechamento da instituição ainda aguarda a realocação segura de seus moradores, e o debate sobre como o Estado protege — ou falha em proteger — as pessoas com deficiência permanece aberto e urgente.
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"Eu estava ferida por dentro e, por isso, vim contar a minha história." Estas foram as primeiras palavras de Seo Mi-hyeon para a polícia da Coreia do Sul. Seo tem deficiência intelectual. Ela tem dificuldade de formar sentenças longas e só…
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