Por 35 anos, Fátima Bernardes construiu uma trajetória que vai muito além das bancadas e holofotes: da bailarina perfeccionista que desistiu do sonho ao perceber seus limites, à jornalista que cobriu pentacampeonatos e enfrentou um câncer com a mesma serenidade com que apresentava notícias. Sua história é um retrato de reinvenção contínua — de quem aprende, ao longo do tempo, a escolher o que realmente importa.
12 curiosidades sobre Fátima Bernardes que talvez você não saiba
Desisti porque queria ser a primeira, não apenas uma bailarina
Então Fátima Bernardes era bailarina? Isso parece completamente diferente de quem a gente vê na TV.
Era, sim. Estudou balé por 17 anos, foi professora de dança, até dançou em videoclipes do Fantástico. Mas ela era tão exigente consigo mesma que desistiu porque não conseguiria ser primeira bailarina do Theatro Municipal.
Espera — ela desistiu de uma carreira inteira porque não podia ser a melhor? Isso é ambição ou é medo disfarçado?
Ela mesma disse que era exigência consigo mesma. Mas é verdade que a gente não sabe se era realmente inatingível ou se ela simplesmente perdeu a confiança.
E aí ela virou jornalista. Mas queria ser crítica de dança, certo?
Exato. Formou-se em 1983 na UFRJ com esse objetivo. Começou no jornal O Globo, passou por editorias, entrou no telejornalismo em 1986.
Mas nunca virou crítica de dança. Virou âncora de telejornal. A gente sabe por quê?
A fonte não explica. Só diz que ela trabalhou em vários programas antes de chegar ao Jornal Nacional em 1998.
Um corte de cabelo mudou tudo em 1992, segundo a matéria.
Sim. Ela cortou o cabelo e ficou mais memorável. Era a única apresentadora de cabelo curto. Ela mesma disse que isso marcou sua carreira.
Isso é um pouco estranho, não? Uma mulher jornalista tendo sua carreira transformada por um corte de cabelo?
É o que ela contou. Mas é verdade que a visibilidade importa na TV.
E os trigêmeos? Como isso encaixou na carreira?
Ela teve Laura, Beatriz e Vinícius aos 35 anos, após tratamento de fertilidade. Foram os únicos filhos dela e de William Bonner.
Ela continuou trabalhando normalmente depois disso?
A fonte não detalha como ela conciliou maternidade com a bancada do Jornal Nacional. Só diz que os filhos existem.
E o câncer em 2020?
Descobriu em consulta de rotina, era estágio inicial, fez cirurgia e foi curada em abril de 2021. Ela mesma anunciou tudo publicamente.
Ela voltou ao trabalho logo depois?
A fonte diz que anunciou a cura no Conversa com Bial em abril de 2021, mas não especifica quando voltou ao Encontro ou como foi o retorno.
El Pulso
- Após dez anos à frente do Encontro, Fátima Bernardes deixou o programa em julho de 2022, encerrando um ciclo que redefiniu sua relação com o público e com o entretenimento.
- A saída não foi uma despedida, mas uma escolha calculada: ela pediu para apresentar o The Voice justamente para ter mais liberdade — inclusive para viver o carnaval de Recife e Olinda ao lado do namorado Túlio Gadêlha.
- Em 2020, um diagnóstico de câncer de útero em estágio inicial interrompeu sua rotina e expôs sua vulnerabilidade ao país; em abril de 2021, ela anunciou a cura e voltou ao trabalho.
- Aos 60 anos, a apresentadora navega entre a solidez de uma carreira de 35 anos na Globo e a leveza de uma vida pessoal mais aberta, descontraída e publicamente afetiva do que em qualquer fase anterior.
Por 35 anos, Fátima Bernardes construiu uma trajetória que vai muito além das bancadas e holofotes: da bailarina perfeccionista que desistiu do sonho ao perceber seus limites, à jornalista que cobriu pentacampeonatos e enfrentou um câncer com a mesma serenidade com que apresentava notícias. Sua história é um retrato de reinvenção contínua — de quem aprende, ao longo do tempo, a escolher o que realmente importa.
Fátima Bernardes nasceu no Méier, subúrbio do Rio, em 1962, e passou 17 anos estudando balé antes de perceber que jamais seria primeira bailarina do Theatro Municipal. Perfeccionista, preferiu abandonar a dança a aceitar menos do que o topo. Formou-se em Jornalismo pela UFRJ em 1983 querendo ser crítica de dança, mas acabou sendo selecionada para o curso de telejornalismo da Globo em 1986. Na primeira reunião de pauta do Fantástico, encontrou Glória Maria e Leilane Neubarth — e saiu de lá atordoada.
Efetivada em 1987, percorreu o Jornal Hoje, o Jornal da Globo e o Fantástico até chegar à bancada principal. Em 1992, um corte de cabelo mudou sua visibilidade: era a única apresentadora de cabelo curto na emissora. A partir de 1998, dividiu o Jornal Nacional com William Bonner por 14 anos. Em 2002, foi além da bancada e apresentou o noticiário ao vivo da Coreia do Sul e do Japão durante a Copa do Mundo, convivendo com os jogadores e recebendo o título de Musa da Copa quando o Brasil se tornou pentacampeão.
Em 2011, deixou o telejornal e migrou para o entretenimento. Em 2012, estreou o Encontro, que apresentaria por dez anos. A mudança também abriu espaço para campanhas publicitárias — algo vetado na bancada do JN — e gerou uma nova fonte de renda e visibilidade.
Sua vida pessoal passou por transformações igualmente profundas. Antes de Bonner, foi casada brevemente com um engenheiro carioca. Com Bonner, viveu 26 anos de casamento e teve trigêmeos — Laura, Beatriz e Vinícius — após tratamento de fertilidade, quando tinha 35 anos. Após a separação, começou a namorar em 2017 o deputado federal Túlio Gadêlha, 25 anos mais jovem, que a aproximou de uma versão mais leve de si mesma: viagens, carnavais de Recife e Olinda, redes sociais mais ativas. Uma música de Lenine embala o relacionamento.
Em dezembro de 2020, revelou um diagnóstico de câncer de útero em estágio inicial, descoberto em consulta de rotina. Afastou-se, fez cirurgia e, em abril de 2021, anunciou a cura. Ao deixar o Encontro em julho de 2022, escolheu o The Voice — um programa que lhe daria mais tempo livre e, sobretudo, fevereiros livres para o carnaval.
Fátima Bernardes passou 35 anos na Globo, e durante boa parte desse tempo, o público a conhecia principalmente por um rosto: o da âncora do Jornal Nacional, ao lado de William Bonner, durante 14 anos. Mas a trajetória dela é muito mais ampla do que aquela bancada de telejornal sugeria, repleta de decisões que a moldaram antes mesmo de ela se tornar um nome familiar nas casas dos brasileiros.
Nascida no Méier, subúrbio do Rio, em 17 de setembro de 1962, Fátima Bernardes começou sua vida profissional longe das câmeras. Aos 16 anos, ela já ensinava balé — profissão que manteve por cinco anos enquanto cursava faculdade. Antes disso, havia estudado dança por 17 anos e chegou a integrar o corpo de baile da Globo, participando de videoclipes do Fantástico. Mas o perfeccionismo a afastou dessa carreira. Ela queria ser primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e nada menos do que isso a satisfaria. Quando percebeu que esse objetivo era inatingível, simplesmente desistiu.
Em 1983, formou-se em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro com um plano específico: queria ser crítica de dança. Começou fazendo trabalhos esporádicos no jornal O Globo, passando pela editoria Geral e pelo Segundo Caderno. Em 1986, foi selecionada para o curso de telejornalismo da emissora e virou estagiária do Fantástico. Naquela primeira reunião de pauta, encontrou-se com nomes como Glória Maria e Leilane Neubarth — um encontro que a deixou atordoada. Efetivada em 1987, ela trabalhou como repórter e apresentadora em programas como Jornal Hoje, Jornal da Globo e Fantástico antes de chegar à bancada principal.
Em 1992, um corte de cabelo marcou uma virada. Fátima cortou os fios compridos e, de repente, seu rosto ficou mais visível. Ela era a única apresentadora de cabelo curto na emissora, e isso a diferenciou. A partir de 1998, dividiu a bancada do Jornal Nacional com William Bonner — uma parceria que duraria 14 anos e os tornaria conhecidos como o casal 20 do jornalismo brasileiro. Em 2002, enquanto ainda era âncora, ela fez algo inovador: apresentou o noticiário ao vivo direto da Coreia do Sul e do Japão durante a Copa do Mundo, acompanhando a seleção brasileira desde o primeiro jogo. Interagia com os jogadores, frequentava o ônibus que os levava aos estádios. Quando o Brasil se tornou pentacampeão, ela recebeu o título de Musa da Copa.
Em 2011, deixou a bancada do Jornal Nacional e migrou para o entretenimento. Um ano depois, em 2012, estreou no Encontro com Fátima Bernardes, programa que apresentaria pelos próximos dez anos, até julho de 2022. Nessa transição para o entretenimento, ela ganhou liberdade para emprestar seu rosto a campanhas publicitárias — algo que a bancada de telejornal não permitia. Sua imagem passou a atrair anunciantes e gerar receita extra significativa.
Sua vida pessoal também se transformou. Antes de William Bonner, ela havia sido casada com um engenheiro carioca chamado Marcelo Carvalho, entre 1987 e 1988. Com Bonner, ficou casada por 26 anos e teve três filhos — trigêmeos Laura, Beatriz e Vinícius, nascidos quando ela tinha 35 anos, após um tratamento de fertilidade. Após a separação, começou a namorar o deputado federal Túlio Gadêlha em 2017. Ele é 25 anos mais jovem, filiado à Rede Sustentabilidade por Pernambuco, e o relacionamento a aproximou de um lado mais descontraído de si mesma. Com ele, passou a viajar, a frequentar os carnavais de Recife e Olinda, a ser mais ativa nas redes sociais. Uma música de Lenine, É O Que Me Interessa, embala o namoro deles.
Em dezembro de 2020, Fátima revelou que havia descoberto um câncer de útero em estágio inicial durante uma consulta de rotina. Afastou-se do Encontro para fazer cirurgia e, em abril de 2021, anunciou que estava curada. Ao deixar o Encontro em julho de 2022, ela pediu para apresentar o The Voice — uma escolha que lhe daria mais tempo livre para curtir o carnaval em fevereiro, já que não teria compromissos diários na TV. Ela havia apresentado os desfiles do Grupo Especial do Rio durante muitos anos, tornando-se praticamente uma especialista no assunto, até passar o bastão para Maju Coutinho em 2022.
Citas Notables
Sou uma pessoa muito exigente comigo mesma e não queria ser uma bailarina: eu queria ser a primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.— Fátima Bernardes, ao site Memória Globo
Chego, sem nenhuma experiência, e dou de cara com Glória Maria, Leilane Neubarth e o diretor José Itamar de Freitas. Pensei: 'o que eu estou fazendo nesse barco?'— Fátima Bernardes, sobre sua primeira reunião de pauta no Fantástico