Em 2026, a Google lançou a Fitbit Air — uma pulseira sem ecrã, sem botões e sem notificações — como resposta deliberada a um mercado de wearables que havia perdido o sentido da contenção. Pesando apenas 12 gramas, o dispositivo propõe que a tecnologia mais sofisticada é aquela que passa despercebida, monitorando a saúde em silêncio enquanto a vida acontece. Por trás da simplicidade do hardware, porém, desenha-se uma mudança estratégica mais ampla: a Google aproxima-se do momento em que o nome Fitbit será apenas memória, absorvido pelo ecossistema Google Health.
10 curiosidades sobre a Fitbit Air que talvez desconheça
Sensores a trabalhar em silêncio enquanto o utilizador vive sem olhar para o pulso
Porque é que a Google decidiu fazer uma pulseira sem ecrã quando toda a gente quer ecrãs maiores?
Porque percebeu que o mercado tinha ficado saturado. A Fitbit Air é uma resposta deliberada a essa tendência — a ideia é que o utilizador viva a vida sem estar constantemente a olhar para o pulso.
Mas isso não é apenas uma escolha de design, é também uma limitação prática. Sem GPS próprio, depende do telemóvel. Isso é uma desvantagem real para corredores.
Verdade, mas a maioria das pessoas não precisa de GPS dedicado. E para quem precisa, o telemóvel resolve.
E quanto aos dados? Se eu trocar entre a Fitbit Air e o Pixel Watch, perco o histórico?
Não. Os dados sincronizam-se perfeitamente na Google Health. É pensado para ser complementar, não exclusivo.
Mas há uma questão maior aqui: a Google está a afastar-se do nome Fitbit. Renomeou o Fitbit Premium para Google Health Premium. Isto é o fim da marca Fitbit como a conhecemos?
Provavelmente. A Fitbit Air pode ser o último grande lançamento com esse nome. A integração com o ecossistema Google é cada vez mais profunda.
E em termos de bateria? Uma semana é realmente suficiente?
Para a maioria, sim. E se te esqueceres de carregar, cinco minutos dão-te um dia inteiro.
Desde que não uses GPS, claro.
El Pulso
- Depois de quase quatro anos sem lançar hardware novo, a Fitbit ressurge com um produto que desafia a lógica dominante do setor — menos funcionalidades visíveis como proposta de valor.
- A ausência de ecrã e GPS dedicado pode afastar utilizadores habituados a smartwatches completos, criando tensão entre simplicidade e expectativa de funcionalidade.
- Com cinco minutos de carregamento para um dia inteiro de uso e resistência à água até 50 metros, o dispositivo tenta resolver as fricções práticas que afastam pessoas dos wearables quotidianos.
- A integração com o Pixel Watch e a sincronização perfeita com o Google Health posicionam a Fitbit Air não como produto isolado, mas como peça de um ecossistema em expansão.
- A renomeação da Fitbit Premium para Google Health Premium sinaliza que a marca Fitbit está a ser silenciosamente dissolvida — o hardware sobrevive, mas a identidade evapora.
Em 2026, a Google lançou a Fitbit Air — uma pulseira sem ecrã, sem botões e sem notificações — como resposta deliberada a um mercado de wearables que havia perdido o sentido da contenção. Pesando apenas 12 gramas, o dispositivo propõe que a tecnologia mais sofisticada é aquela que passa despercebida, monitorando a saúde em silêncio enquanto a vida acontece. Por trás da simplicidade do hardware, porém, desenha-se uma mudança estratégica mais ampla: a Google aproxima-se do momento em que o nome Fitbit será apenas memória, absorvido pelo ecossistema Google Health.
A Fitbit Air chegou em 2026 com uma promessa invulgar: devolver tranquilidade a um mercado de wearables que se tornara demasiado ruidoso. Sem ecrã, sem botões, sem notificações — apenas sensores a trabalhar em silêncio enquanto o utilizador vive o seu dia. É o primeiro dispositivo novo da marca em quase quatro anos, e representa uma viragem clara na estratégia da Google para os wearables.
O minimalismo não é uma limitação, mas a decisão central do produto. Com apenas 5,2 gramas no sensor e cerca de 12 gramas com pulseira incluída, a Fitbit Air é um dos wearables mais leves que a Google alguma vez lançou — muitos utilizadores relatam esquecer-se de que o estão a usar. O fecho magnético microajustável, a estrutura em policarbonato e PBT reciclados, e a resistência à água até 50 metros completam um design pensado para desaparecer no quotidiano.
A autonomia chega a uma semana com carga completa, e cinco minutos ligada ao carregador garantem bateria para um dia inteiro — um detalhe prático que resolve um dos maiores pontos de fricção dos wearables. A ausência de GPS dedicado é a contrapartida visível: para registar percursos com precisão, o dispositivo depende do telemóvel. O monitor ótico de frequência cardíaca, porém, funciona continuamente, registando dados em intervalos de dois segundos ao longo do dia e da noite.
A Fitbit Air foi também pensada para coexistir com o Pixel Watch, permitindo que o utilizador troque para a pulseira durante o sono sem perder qualquer dado — tudo sincroniza no Google Health. É precisamente aqui que se revela a mudança mais significativa: a subscrição Fitbit Premium foi renomeada para Google Health Premium, e o futuro do hardware Fitbit parece cada vez mais entrelaçado com a identidade Google. O dispositivo mantém a filosofia de simplicidade, mas a marca que lhe dá nome está, silenciosamente, a desaparecer.
A Fitbit Air chegou em 2026 com uma proposta simples: devolver tranquilidade a um mercado de wearables que se tinha tornado demasiado barulhento. Sem ecrã, sem botões, sem notificações — apenas sensores a trabalhar em silêncio enquanto o utilizador vive o seu dia sem estar constantemente a olhar para o pulso. É o primeiro dispositivo novo da marca em quase quatro anos, e marca um ponto de viragem significativo na estratégia da Google para o segmento dos wearables.
O design minimalista não é uma concessão, mas sim a decisão central do produto. Depois de anos a assistir a uma corrida frenética por ecrãs maiores e mais funcionalidades nos smartwatches, a Google optou por caminhar na direção oposta. A Fitbit Air foi pensada como resposta direta a dispositivos como a Whoop, focando-se naquilo que remove em vez daquilo que adiciona. O corpo do sensor pesa apenas 5,2 gramas — cerca de 12 gramas com a pulseira incluída — tornando-o um dos wearables mais leves que a Google alguma vez lançou. Muitos utilizadores relatam esquecer-se simplesmente de que o estão a usar.
Os pormenores técnicos revelam escolhas deliberadas. O fecho da pulseira é magnético e descrito como microajustável, permitindo trocas rápidas sem ferramentas — um detalhe de design raramente mencionado mas que facilita significativamente o uso diário. A estrutura é fabricada em policarbonato e PBT reciclados, com a pulseira em tecido entrançado e fecho de aço inoxidável. Apesar do tamanho reduzido e do aspeto discreto, a resistência à água atinge 50 metros de profundidade, o que coloca a durabilidade ao nível de trackers muito mais robustos. Nadar, tomar duche ou apanhar chuva não representam qualquer preocupação.
A autonomia é um dos pontos fortes do dispositivo: uma semana de bateria com uma carga completa. Mas há uma contrapartida clara — a Fitbit Air não tem GPS dedicado, pelo que depende do telemóvel para localizar percursos com precisão durante corridas ou passeios. O carregamento, porém, é notavelmente rápido: cinco minutos ligada ao carregador garantem bateria suficiente para um dia inteiro de utilização normal, o que é ideal para quem se esquece de carregar antes de dormir.
O monitor ótico de frequência cardíaca funciona continuamente, registando dados em intervalos de apenas dois segundos ao longo de todo o dia e da noite. Este fluxo constante de informação alimenta métricas como a frequência cardíaca em repouso e a variabilidade cardíaca, fornecendo uma visão detalhada do estado cardiovascular sem que o utilizador tenha de fazer nada além de usar a pulseira.
Uma característica particularmente útil é a compatibilidade com outros dispositivos Google. Quem já tem um Pixel Watch não precisa de escolher entre os dois. A Fitbit Air foi pensada para ser usada em complemento com o relógio — o utilizador pode trocar para a pulseira à noite para dormir mais confortavelmente, sem que isso implique qualquer perda de dados ou histórico na aplicação Google Health. Os dados sincronizam-se perfeitamente entre dispositivos.
Mas há um detalhe importante na trajetória do produto: enquanto a pulseira reaparece com hardware novo, a Google tem vindo a afastar-se cada vez mais do nome da marca Fitbit. A subscrição Fitbit Premium foi entretanto renomeada para Google Health Premium, sinalizando uma integração mais profunda com o ecossistema Google. O futuro do hardware Fitbit parece estar cada vez mais entrelaçado com a identidade Google, mesmo que o dispositivo em si mantenha a sua filosofia de simplicidade e discrição.
Citas Notables
A Fitbit Air surge para contrariar a tendência de ecrãs maiores e mais funcionalidades, funcionando apenas com sensores a trabalhar em silêncio— Estratégia de design da Google