A Fifa mantém confiança apesar das tempestades
No limiar de uma Copa do Mundo que atravessa três nações, a Fifa confiou ao árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio a responsabilidade de abrir o torneio mais assistido do planeta. Sua escalação para México x África do Sul, no histórico Estádio Azteca, é um gesto de prestígio internacional que contrasta com a desconfiança que persiste entre os torcedores de seu próprio país. A trajetória de Sampaio ilustra uma tensão antiga e universal: a distância entre o julgamento local e o reconhecimento global.
- A Fifa escolheu Wilton Pereira Sampaio para apitar a abertura da Copa 2026, elevando um árbitro cercado de polêmicas no Brasil ao posto mais simbólico do torneio.
- Sua atuação em Inglaterra x França na Copa 2022 gerou críticas de ambas as seleções e repercutiu globalmente, deixando uma sombra sobre sua reputação.
- Apesar das controvérsias, Sampaio foi o árbitro que mais apitou na edição catariana, com quatro jogos, incluindo quartas de final — um currículo que a entidade máxima do futebol não ignora.
- Na quinta-feira às 16h, ele entrará em campo no Azteca acompanhado de assistentes brasileiros, enquanto o colombiano Nicolás Gallo operará o VAR.
- O reconhecimento internacional contrasta diretamente com a desconfiança de grande parte da torcida brasileira, tornando sua escalação um tema de debate antes mesmo do apito inicial.
A Fifa anunciou na segunda-feira os árbitros dos primeiros jogos da Copa do Mundo de 2026, e o nome que se sobressai é o do brasileiro Wilton Pereira Sampaio. Ele conduzirá a partida de abertura entre México e África do Sul, na quinta-feira às 16h, no Estádio Azteca, com os assistentes brasileiros Bruno Pires e Bruno Boschilia ao seu lado e o colombiano Nicolás Gallo no VAR.
Esta será a terceira Copa de Sampaio. Em 2018, atuou como operador de VAR na Rússia. No Catar, em 2022, tornou-se árbitro principal e o juiz que mais apitou no torneio — quatro partidas, incluindo as quartas de final entre Inglaterra e França. Justamente esse jogo marcou sua carreira de forma ambígua: as duas seleções criticaram suas decisões, especialmente a não marcação de uma falta antes de um gol francês e a concessão de um pênalti à Inglaterra. As críticas ecoaram pelo mundo, mas não abalaram a confiança da Fifa.
Além da abertura, a entidade confirmou árbitros para outros três jogos iniciais. Coreia do Sul x República Tcheca terá arbitragem egípcia; Canadá x Bósnia-Herzegovina será conduzida pelo argentino Facundo Tello, figura habitual na Libertadores; e Estados Unidos x Paraguai contará com o holandês Danny Makkelie, com o espanhol Carlos del Cerro Grande no VAR.
A escolha de Sampaio para o jogo inaugural é um voto de confiança que a Fifa deposita em sua capacidade técnica — um reconhecimento internacional que, para muitos torcedores brasileiros, ainda convive com a desconfiança acumulada ao longo dos anos.
A Fifa divulgou na segunda-feira os árbitros que conduzirão os primeiros jogos da Copa do Mundo de 2026, e o nome que se destaca é o do brasileiro Wilton Pereira Sampaio. Ele será o responsável pela partida de abertura do torneio, entre México e África do Sul, marcada para quinta-feira às 16h no Estádio Azteca. Ao seu lado estarão os assistentes brasileiros Bruno Pires e Bruno Boschilia, enquanto o colombiano Nicolás Gallo operará o VAR.
Sampaio chega a este compromisso com uma trajetória consolidada em Copas do Mundo, embora sua reputação no futebol brasileiro seja repleta de controvérsias. Esta será sua terceira participação em um Mundial. Em 2018, na Rússia, atuou como operador de VAR. Quatro anos depois, no Catar, ganhou proeminência ao ser designado como árbitro principal, tornando-se o juiz que mais apitou naquela edição do torneio, empatado com o mexicano Cesar Ramos. Foram quatro partidas sob seu comando: Senegal contra Holanda na fase de grupos, Polônia diante da Arábia Saudita também na primeira fase, Holanda enfrentando Estados Unidos nas oitavas de final, e o confronto entre Inglaterra e França nas quartas de final.
Justamente esse último jogo, entre ingleses e franceses, deixou marcas profundas em sua carreira. Ambas as seleções criticaram duramente suas decisões. A polêmica girou em torno de dois lances específicos: a não marcação de uma falta que precedeu um gol francês e a concessão de um pênalti para a Inglaterra. Apesar dessas críticas que ecoaram globalmente, a Fifa mantém sua confiança no árbitro, elevando-o agora ao privilégio de apitar o jogo inaugural de 2026.
Além da partida de abertura, a entidade máxima do futebol também confirmou os árbitros para outros três confrontos iniciais do torneio. Coreia do Sul e República Tcheca terão arbitragem egípcia, com Amin Mohamed no apito e Mahmoud Ashour no VAR, também na quinta-feira, mas às 23h. Na sexta-feira, o Canadá, outro país anfitrião, fará sua estreia contra a Bósnia-Herzegovina, com Facundo Tello, da Argentina, como árbitro principal e Hernán Mastrangelo no VAR. Tello é figura conhecida nos estádios sul-americanos, frequentemente designado para jogos de times brasileiros na Libertadores. Por fim, Estados Unidos e Paraguai contarão com a arbitragem do holandês Danny Makkelie, enquanto o espanhol Carlos del Cerro Grande operará o VAR.
A escolha de Sampaio para a abertura representa um voto de confiança da Fifa em sua capacidade técnica, independentemente das tempestades que enfrentou em solo brasileiro. Sua presença na final de um torneio que será disputado em três países — Estados Unidos, México e Canadá — marca um reconhecimento internacional que contrasta com a desconfiança que muitos torcedores brasileiros ainda guardam em relação a suas decisões.
Citações Notáveis
Polêmico em solo brasileiro, Wilton Pereira Sampaio goza de prestígio junto à Fifa— Contexto da designação pela Fifa
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que a Fifa escolheria um árbitro tão polêmico para o jogo mais importante da Copa?
Porque no futebol internacional, a reputação local não é o mesmo que a reputação técnica. Sampaio foi o árbitro que mais apitou em 2022. A Fifa vê competência.
Mas e aquele jogo entre Inglaterra e França? As críticas foram severas.
Foram, sim. Mas a Fifa não vê isso como desqualificação. Vê como experiência. Ele já enfrentou pressão máxima e continuou trabalhando.
Como um árbitro brasileiro consegue ser tão respeitado lá fora e tão questionado aqui?
Porque aqui ele apita times que importam para as pessoas. Lá fora, ele é apenas um juiz entre muitos. A distância emocional muda tudo.
Isso significa que ele vai apitar bem na abertura?
Significa que a Fifa acredita que sim. Se ele cometer erros, será criticado novamente. Mas dessa vez, o mundo inteiro estará assistindo.