Viih Tube revela que já esperava cancelamento e torce por Juliette no BBB21

me livrei de um mal que era o medo do cancelamento
Viih reflete sobre o que a eliminação massiva significou para ela além da derrota.

Horas após ser eliminada do BBB21 com 96,69% dos votos, Viih Tube não encontrou amargura — encontrou alívio. A youtuber, que cresceu sob o peso de haters durante toda a adolescência, reconhece no cancelamento não uma punição, mas a libertação de um medo que carregava há anos. Seu desabafo no Twitter é menos uma defesa e mais uma meditação sobre o custo de existir publicamente numa cultura onde qualquer escolha humana se converte em erro.

  • Viih saiu do BBB21 com uma das maiores rejeições da história do programa — 96,69% dos votos —, uma margem tão expressiva que parecia menos uma votação e mais um julgamento coletivo.
  • A internet que a acolheu com empatia nos primeiros meses transformou-se em ressentimento em questão de semanas, e ela descreve essa mudança de humor como 'assustadora' — não pelo julgamento em si, mas pela inevitabilidade com que atingiu todos os participantes.
  • Ela expõe a lógica impossível do reality: jogar demais é ser falsa, não jogar é ser plantinha, chorar é drama, comemorar é irritante — um labirinto semântico onde toda escolha já nasce condenada.
  • Ao invés de se defender, Viih declara que o cancelamento a libertou do medo que a tornava fechada e contida, prometendo ser autêntica sem pedir licença daqui em diante.
  • Antes de encerrar, ela direciona sua torcida a Juliette, reconhecendo que nem sempre foi uma boa amiga, mas pedindo, com cansaço e humor, que a deixem torcer em paz.

Na noite de quinta-feira, horas depois de deixar o BBB21 com 96,69% dos votos contra ela, Viih Tube abriu o Twitter — não para se defender, mas para respirar. A eliminação havia sido esmagadora: Fiuk recebeu 2,6% e Gilberto apenas 0,71%. Mas Viih não estava surpresa. Ela já havia feito as contas antes de entrar na casa.

O que a impressionou não foi o cancelamento em si, mas a velocidade com que a empatia inicial do público se transformou em ressentimento. Ela chamou isso de 'assustador' — não o julgamento direcionado a ela, mas o fato de que todos os participantes que saíram antes haviam passado pelo mesmo. Para quem já havia enfrentado haters durante toda a adolescência, aquilo era 'fichinha'.

O que realmente a incomodava era a lógica sem saída do jogo: jogar demais era ser falsa; não jogar era ser plantinha; chorar era drama; comemorar era irritante; brigar era ser vtzeira; se arrepender era conveniência. Não havia escolha certa — apenas uma série de armadilhas onde qualquer atitude já nascia condenada.

Viih admitiu que havia passado do ponto, que havia mostrado seu pior lado dentro da casa. Mas revelou também que havia entrado sabendo que não ganharia — não por falta de jogo, mas porque já tinha privilégios demais. Entrou para se entregar, para viver, para 'ligar o foda-se como nunca tive coragem'. A porcentagem de 96% a surpreendeu, mas o que ficou foi outra coisa: a sensação de ter se livrado do medo do cancelamento, de ter descoberto que era calejada o suficiente para seguir em frente sendo ela mesma.

Antes de encerrar, deixou claro para quem torcia: Juliette. Reconheceu que nem sempre havia sido uma boa amiga, que os fãs dela tinham razões para não apoiar a amizade. Mas queria que Juliette saísse famosa e rica. E pediu, com um tom que misturava cansaço e humor, apenas uma coisa: que a deixassem torcer em paz.

Na quinta-feira à noite, horas depois de ser eliminada do BBB21 com uma votação que deixou pouca margem para interpretação, Viih Tube abriu o Twitter e começou a escrever. Não era um desabafo de raiva. Era algo mais próximo de um alívio.

Ela havia saído do reality show da Rede Globo com 96,69% dos votos contra ela, enquanto Fiuk recebia 2,6% e Gilberto apenas 0,71%. A margem era tão ampla que parecia menos um voto e mais um veredicto. Mas Viih não estava surpresa. Ela já sabia que isso viria.

"Vocês acharam que eu fosse me assustar com vocês julgando meu jogo, meus banhos?", escreveu ela, estabelecendo o tom de quem já havia feito as contas antes. O que a impressionou não foi o cancelamento em si, mas a velocidade com que a internet mudou de humor. Três meses dentro da casa, e a empatia inicial havia se transformado em ressentimento. Ela chamou isso de "assustador" — não o julgamento, mas como absolutamente todos os participantes que saíram antes dela haviam recebido algum tipo de crítica pesada ou cancelamento em algum momento. Para ela, isso era "fichinha", uma palavra que ela usou para minimizar a experiência porque já havia passado por coisas muito piores.

O que a incomodava era a lógica impossível do jogo. Se você jogava muito, era falsa. Se não tomava a atitude que esperavam, recebia ranço. Se não jogava, era plantinha. Se chorava muito, era dramática. Se gritava e comemorava, era irritante. Se brigava, era vtzeira. Se se arrependia, era por conveniência. Não havia saída. Havia apenas uma série de armadilhas semânticas que transformavam qualquer escolha em erro.

Mas havia algo mais profundo em seu desabafo. Viih revelou que havia vivido com haters durante toda a adolescência, que havia sido fechada por medo, que se conformara com eles há muito tempo. Ela sabia, antes de entrar na casa, que a chance de sair sem eles era quase zero. Sabia também que não ganharia — não por falta de jogo, mas porque já tinha privilégios demais. Ela havia entrado para se entregar, para aproveitar, para viver aquilo e "ligar o foda-se como nunca tive coragem". Reconhecia que havia passado do ponto, que havia jogado demais, que havia mostrado seu pior lado: teimosa, chatinha, grossa, irritante.

O que surpreendeu Viih não foi a eliminação em si, mas a porcentagem. Ela havia imaginado que conseguiriam chegar a um número alto, mas 96% foi além. "Nisso vocês arrasaram", admitiu. E então veio a revelação que parecia ser o ponto central de tudo: ela sentia que se havia livrado de um mal que era o medo do cancelamento. Havia percebido que era calejada, que nada a abala mais, porque todo mundo que decide ser público vai ser cancelado por algo em algum momento. Agora ela promete ser ela mesma sem medo.

Antes de encerrar, Viih deixou claro para quem estava torcendo. Sua torcida ia para Juliette. Ela havia protegido Juliette lá dentro, havia brigado por ela, havia sido grossa — ela sabia disso. Juliette era seu pódio. Viih entendia que os fãs de Juliette pudessem não apoiar a amizade, achava justo porque nem sempre havia sido uma boa amiga. Mas queria que Juliette ficasse famosa e rica. E pediu, com um tom que misturava cansaço e humor: que a deixassem torcer em paz.

Assustador como absolutamente todos participantes que saíram receberam algum tipo de cancelamento ou crítica pesada em algum momento
— Viih Tube
Eu no fim, vendo tudo isso, sinto que me livrei de um mal que era o medo do cancelamento, percebi que sou calejada, nada me abala mais
— Viih Tube
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Quando você lê esse desabafo, o que mais chama atenção é que ela diz já esperava pelo cancelamento. Isso é resignação ou estratégia?

Model

É mais honestidade do que uma coisa ou outra. Ela estava dizendo que já havia calculado isso antes de entrar. Não era ingenuidade. Era alguém que conhecia o jogo e sabia o preço.

Inventor

Mas ela também fala sobre viver com haters desde a adolescência. Isso muda a forma como a gente entende o cancelamento do BBB?

Model

Completamente. Para ela, o cancelamento do BBB não era novo. Era só mais visível, mais público. O medo já estava lá. O que mudou foi que agora ela diz que se livrou dele.

Inventor

Há algo de libertador nisso, então? Não é só derrota?

Model

Exatamente. Ela está dizendo que perder dessa forma, tão publicamente, tão completamente, a libertou de algo que a perseguia há anos. O cancelamento deixou de ser uma ameaça abstrata.

Inventor

E a questão que ela levanta sobre a impossibilidade do jogo — qualquer atitude sendo criticada — isso é crítica ao BBB ou ao público?

Model

Aos dois. Mas principalmente ao público. Ela está apontando que não há forma de vencer naquele espaço sem desagradar. E que isso é estrutural, não pessoal.

Inventor

Por que ela escolhe torcer por Juliette no final? Isso parece importante.

Model

Porque Juliette era o que ela protegeu lá dentro. Era a única coisa que fazia sentido para ela naquele caos. E ao sair, ela quer que Juliette ganhe — quer que valha a pena, que compense.

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