Veículo a hidrogênio percorre 140 km com apenas 1 kg de combustível em teste do IPT

Um quilo de hidrogênio, 140 quilômetros de estrada real
O teste do IPT demonstrou a eficiência da célula a combustível em condições práticas, não apenas em laboratório.

Em São José dos Campos, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas demonstrou que um automóvel movido a hidrogênio pode percorrer 140 quilômetros consumindo apenas um quilo de combustível — um número que transforma promessa em evidência. O teste, realizado durante a Pulsar Expo IPT 2026 com um Toyota Mirai e hidrogênio produzido pelo próprio instituto, representa não apenas um feito técnico, mas um passo concreto na longa jornada da humanidade em busca de mobilidade sem emissões. Com R$ 20 milhões investidos pelo Governo de São Paulo, o Brasil sinaliza que a descarbonização do transporte deixou de ser horizonte distante para se tornar projeto em andamento.

  • Um carro percorre 140 km com apenas 1 kg de hidrogênio — resultado que converte décadas de promessas tecnológicas em dado verificável e público.
  • O setor de transportes, responsável por fatia expressiva das emissões urbanas, sente a pressão crescente por alternativas reais à combustão fóssil.
  • A infraestrutura de abastecimento de hidrogênio no Brasil é quase inexistente fora de laboratórios, e os custos de produção ainda representam barreira significativa à adoção em larga escala.
  • O IPT aposta na construção de uma cadeia local — produção, armazenamento e uso — como caminho para autonomia energética e criação de indústria nacional.
  • O próximo desafio é a travessia do laboratório para as ruas: transformar um teste bem-sucedido em postos de abastecimento, frotas comerciais e veículos acessíveis ao consumidor.

Na segunda-feira, 22 de junho, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas apresentou em São José dos Campos um resultado concreto sobre mobilidade a hidrogênio: um Toyota Mirai percorreu 140 quilômetros entre São Paulo e a cidade do interior paulista consumindo apenas um quilo de combustível. O teste aconteceu durante a Pulsar Expo IPT 2026, no Parque de Inovação Tecnológica, e colocou em números reais aquilo que a indústria há tempos anuncia como possível.

O veículo utiliza tecnologia de célula a combustível, que converte hidrogênio em eletricidade para mover o motor. O tanque foi abastecido com cerca de cinco quilos de hidrogênio produzido pelo próprio IPT antes da partida — e ao chegar ao destino, apenas um quilo havia sido consumido. O detalhe da produção local é relevante: significa que o instituto está desenvolvendo a cadeia completa, da geração ao uso, sem depender de tecnologia importada.

O projeto conta com investimento de aproximadamente R$ 20 milhões do Governo do Estado de São Paulo e integra uma estratégia mais ampla de descarbonização do setor de transportes. Anderson Correia, diretor-presidente do IPT, enquadra o teste dentro desse objetivo maior: reduzir emissões em um setor que responde por parcela significativa da poluição urbana e das mudanças climáticas.

A tecnologia de célula a combustível existe há décadas, mas o que muda agora é a escala e a demonstração em condições reais. A autonomia obtida é comparável à de carros elétricos convencionais, com a vantagem potencial de um abastecimento mais rápido. Os desafios permanecem — infraestrutura praticamente inexistente e custos ainda elevados —, mas testes como este mostram que o caminho técnico é viável. A pergunta que fica é como transformar esse resultado em realidade nas ruas brasileiras.

Na segunda-feira, 22 de junho, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas apresentou em São José dos Campos um resultado que reforça as esperanças em torno da mobilidade movida a hidrogênio: um automóvel capaz de percorrer 140 quilômetros consumindo apenas um quilo de combustível. O teste, realizado entre São Paulo e a cidade do interior paulista durante a Pulsar Expo IPT 2026, no Parque de Inovação Tecnológica, demonstrou na prática o que os pesquisadores vinham desenvolvendo em laboratório.

O veículo utilizado foi um Toyota Mirai equipado com tecnologia de célula a combustível — um sistema que converte hidrogênio em eletricidade para alimentar o motor. Antes de sair de São Paulo, o tanque recebeu cerca de cinco quilos de hidrogênio produzido pelo próprio IPT. Ao chegar em São José dos Campos, os pesquisadores fizeram as contas: apenas um quilo havia sido consumido na jornada. O resultado é significativo porque coloca em números concretos aquilo que a indústria há tempos promete: uma alternativa energética que funciona de verdade.

O projeto não é uma iniciativa isolada de laboratório. O Governo do Estado de São Paulo investiu aproximadamente 20 milhões de reais na pesquisa, desenvolvimento e aplicação do hidrogênio como fonte de energia. Anderson Correia, diretor-presidente do IPT, enquadra o teste dentro de uma estratégia maior: a descarbonização do setor de transportes brasileiro. Não é apenas sobre fazer um carro rodar mais longe com menos combustível. É sobre reduzir emissões de carbono em um setor que responde por uma parcela significativa da poluição urbana e das mudanças climáticas.

A tecnologia de célula a combustível não é nova — existe há décadas. O que muda agora é a escala, o investimento público, e a demonstração prática de que funciona em condições reais, não apenas em pistas de teste controladas. Um veículo que percorre 140 quilômetros com um quilo de combustível oferece uma autonomia comparável à de carros elétricos convencionais, mas com um tempo de abastecimento potencialmente mais rápido e sem a necessidade de longas horas de recarga.

O que torna este teste particularmente relevante é que o hidrogênio foi produzido pelo próprio IPT. Isso significa que a cadeia de produção, armazenamento e utilização está sendo desenvolvida localmente, não importada. É um passo em direção à autonomia energética e à criação de uma indústria nacional em torno dessa tecnologia. Ainda há desafios — a infraestrutura de abastecimento de hidrogênio no Brasil é praticamente inexistente fora de laboratórios, e os custos de produção ainda são altos. Mas testes como este mostram que o caminho técnico é viável.

O que vem a seguir é a pergunta que sempre acompanha inovações deste tipo: como sair do laboratório e chegar às ruas? Como transformar um teste bem-sucedido em uma rede de postos de abastecimento, em frotas comerciais, em carros que as pessoas possam realmente comprar e usar? O IPT e o governo de São Paulo parecem estar apostando que a resposta virá com mais investimento, mais pesquisa, e mais testes como este que demonstram que a tecnologia não é ficção científica, mas engenharia que funciona.

A iniciativa representa um passo importante para a descarbonização do setor de transportes e para o desenvolvimento de soluções energéticas limpas no Brasil
— Anderson Correia, diretor-presidente do IPT
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que um teste de 140 quilômetros com um quilo de hidrogênio importa tanto? Parece um número isolado.

Model

Porque coloca a teoria na prática. Há anos se fala que hidrogênio é o futuro. Aqui, em uma estrada real, entre duas cidades reais, o carro provou que consegue fazer o que promete. Não é um laboratório controlado.

Inventor

E o hidrogênio foi produzido pelo IPT, não vinha de fora. Por que isso muda as coisas?

Model

Muda porque mostra que não precisamos importar a tecnologia pronta. Se conseguimos produzir o combustível aqui, podemos construir uma indústria aqui. Autonomia energética não é só sobre ter o carro — é sobre ter toda a cadeia.

Inventor

Vinte milhões de reais é muito dinheiro. O que o governo espera ganhar com isso?

Model

Redução de emissões no transporte, que é um dos maiores poluidores. Mas também posicionamento: quem dominar essa tecnologia primeiro terá vantagem econômica. É investimento em futuro.

Inventor

Qual é o maior obstáculo agora?

Model

Infraestrutura. Um carro que funciona não serve de nada se não há postos para abastecê-lo. Hoje, fora do IPT, praticamente não existem. Esse é o próximo passo.

Inventor

Então o teste provou que a tecnologia funciona, mas não provou que é viável em larga escala?

Model

Exatamente. Provou que é possível. Viável em larga escala é outra conversa — depende de investimento contínuo, de política pública, de vontade de transformar isso em realidade.

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