As equipes saíam em busca ativa, procurando quem a tecnologia não alcançava
Em meio à urgência silenciosa de uma pandemia, Fortaleza seguia seu compasso de esperança na manhã de 25 de maio de 2021, abrindo seus postos de vacinação para aqueles que carregavam vulnerabilidades específicas — pessoas com comorbidades, gestantes, puérperas e indivíduos com Síndrome de Down. Com quase doze mil convocados e uma rede de pontos distribuída pela cidade, a capital cearense tentava traduzir em logística o princípio de que proteger os mais frágeis é proteger a todos.
- Quase 12 mil pessoas foram convocadas em um único dia, revelando a escala e a pressão de uma campanha que precisava avançar sem pausas.
- A cidade montou uma rede de vacinação que ia do drive-thru da Arena Castelão às salas de acolhimento nos Cucas de bairros periféricos, reconhecendo que nem todos chegam ao imunizante da mesma forma.
- O sistema digital de agendamento excluía silenciosamente quem não tinha acesso à internet, obrigando equipes de saúde a sair às ruas em busca ativa de idosos invisíveis ao cadastro.
- Confirmações chegavam por e-mail e WhatsApp, e um telefone 0800 funcionava como linha de segurança para quem ficasse sem resposta — pequenos detalhes que faziam diferença entre ser vacinado ou ficar para trás.
Fortaleza mantinha seu ritmo de vacinação contra a Covid-19 na terça-feira, 25 de maio de 2021, convocando 11.992 pessoas pertencentes a grupos prioritários: portadores de comorbidades, gestantes, mulheres no pós-parto e pessoas com Síndrome de Down. A lista havia sido atualizada naquele mesmo dia pela Prefeitura, que organizava a campanha em múltiplos pontos espalhados pela cidade.
A estratégia de distribuição dos postos era deliberada. O Centro de Eventos recebia o público em dois salões de acolhimento. A Arena Castelão funcionava em formato drive-thru. O shopping RioMar Fortaleza, no Papicu, também participava. Quatro unidades Cuca — na Barra, Jangurussu, José Walter e Mondubim — e o Sesi Parangaba completavam a rede, garantindo cobertura tanto para quem tinha carro quanto para quem dependia de outros meios.
O agendamento era feito pela plataforma Saúde Digital, da Secretaria de Saúde do Estado. Quem já estava cadastrado recebia a convocação conforme a lista diária era publicada. Para os que não tinham familiaridade com a internet, as equipes da Estratégia da Saúde da Família realizavam busca ativa, orientando especialmente idosos sobre como se registrar no sistema.
O processo de cadastro exigia o preenchimento de dados pessoais no site vacinacaocovid.saude.ce.gov.br, incluindo informações sobre mobilidade e comorbidades — dados essenciais para a priorização. Após a confirmação, o agendamento chegava por e-mail e WhatsApp, com data, horário e local específico. Para dúvidas, a Prefeitura disponibilizava o número 0800 275 1475. Era uma estrutura que tentava ser inclusiva em um momento em que a desigualdade de acesso à tecnologia podia custar vidas.
Fortaleza mantinha seu ritmo de vacinação contra a Covid-19 na terça-feira, 25 de maio de 2021, abrindo seus postos para um grupo específico: pessoas com comorbidades, gestantes, mulheres no pós-parto e indivíduos com Síndrome de Down. A Prefeitura havia atualizado a lista de agendados naquele dia e contabilizava 11.992 pessoas convocadas para receber a primeira dose.
A cidade havia distribuído os pontos de vacinação de forma a alcançar diferentes públicos e realidades. O Centro de Eventos funcionava com dois salões dedicados — Taíba e Jericoacoara — para acolhimento. A Arena Castelão oferecia atendimento em formato drive-thru. O shopping RioMar Fortaleza, na região do Papicu, também abria suas portas. Além disso, quatro unidades Cuca espalhadas pela cidade — nas regiões da Barra, Jangurussu, José Walter e Mondubim — serviam como salas de acolhimento. O Sesi Parangaba completava a rede. A estratégia era clara: oferecer opções para quem tinha carro e para quem dependia de outros meios de transporte.
O sistema de agendamento funcionava através da plataforma Saúde Digital, gerenciada pela Secretaria de Saúde do Estado. Quem já havia feito o cadastro recebia sua convocação conforme a lista era divulgada diariamente. Mas a Prefeitura reconhecia um desafio: nem todos tinham facilidade com internet ou sabiam como se registrar no sistema. Para esses casos, as equipes da Estratégia da Saúde da Família saíam em busca ativa, procurando idosos e orientando-os sobre como realizar o cadastro.
Para quem quisesse se registrar, o processo era relativamente direto. Bastava acessar o site vacinacaocovid.saude.ce.gov.br, selecionar a opção de novo cadastro e preencher os dados pessoais com cuidado. Nessa etapa, era necessário informar se a pessoa estava acamada ou se possuía alguma comorbidade — informações essenciais para a priorização. Depois de confirmar os dados e criar uma senha, o cadastro era finalizado, e o agendamento chegaria em seguida.
A confirmação do agendamento viria por dois canais: e-mail e WhatsApp. Próximo ao dia marcado, a pessoa receberia orientações sobre data, horário exato e local específico onde deveria comparecer. Para quem tivesse dúvidas ou não recebesse a confirmação esperada, a Prefeitura disponibilizava um telefone — 0800 275 1475 — onde era possível consultar se o cadastro havia sido efetivado no sistema.
Essa estrutura refletia o esforço de uma cidade tentando vacinar sua população de forma organizada, mesmo diante das limitações de acesso à tecnologia e das desigualdades que marcavam o período. A lista de 11.992 agendados para aquele dia representava mais um passo na campanha que se desenrolava semana após semana, com novos grupos sendo convocados conforme as doses chegavam e a estratégia de vacinação avançava.
Citações Notáveis
A Prefeitura atua com busca ativa deste público, por meio das equipes da Estratégia da Saúde da Família, orientando sobre o cadastro para vacinação— Prefeitura de Fortaleza
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que a Prefeitura precisava fazer busca ativa de idosos se o sistema de agendamento já existia?
Porque nem todo idoso tem internet em casa, ou sabe como usar um computador. A tecnologia sozinha não alcança ninguém. Alguém precisa bater na porta e explicar.
E quanto àqueles 11.992 agendados — como a cidade garantia que todos compareceriam?
Não havia garantia. Por isso o WhatsApp e o e-mail eram tão importantes. Uma mensagem próxima ao dia marcado funcionava como um lembrete, um toque no ombro.
Os pontos de vacinação pareciam bem distribuídos pela cidade. Isso era suficiente?
Geograficamente sim, mas havia outra questão: nem todos tinham carro para usar o drive-thru. As salas de acolhimento nas Cucas e no Sesi eram para quem chegava a pé ou de ônibus. Era tentar cobrir as duas realidades.
E se alguém não recebesse a confirmação por e-mail ou WhatsApp?
Havia o telefone 0800. Mas isso exigia que a pessoa soubesse que podia ligar, que tivesse acesso a um telefone, que conseguisse falar com alguém. Nem sempre era simples.
Qual era o maior desafio naquele momento da vacinação?
Alcançar quem estava à margem do sistema — sem internet, sem informação, sem confiança. A lista de 11.992 era só quem conseguiu se cadastrar. Quantos outros não conseguiram?