Em um país onde o acesso à informação ainda é profundamente desigual, a televisão aberta permanece como o grande ponto de encontro do eleitorado brasileiro. Uma pesquisa BTG/Nexus, realizada em agosto de 2026, revela que 65% dos brasileiros pretendem se informar sobre a disputa presidencial pela TV — um dado que fala menos sobre nostalgia tecnológica e mais sobre as estruturas reais de acesso e confiança que moldam a democracia no Brasil. A persistência desse meio, especialmente entre os mais pobres e nas regiões menos conectadas, lembra que o debate sobre o futuro da informação política não p
TV aberta segue como principal meio para acompanhar eleição de 2026, aponta BTG/Nexus
Related Coverage
Professora de 25 anos denunciou ter sido assediada e mordida por instrutor de academia no Recife. Vítima relata abraços …
G1 · Aug 22 Números na urna viram disputa interna em PT e PL antes das eleiçõesPartidos brasileiros enfrentam tensões internas ao definir números de candidatos na urna, considerados estratégicos para…
G1 · Aug 22 Candidatos ao governo do RJ divulgam agendas de campanha para sábadoNove candidatos ao Governo do Rio de Janeiro apresentam suas agendas de campanha para sábado, com atividades em diferent…
Folha de S.Paulo · Aug 22 Meghan Markle negocia retorno à atuação em série da NetflixMeghan Markle estaria em negociações para integrar o elenco da terceira temporada de 'The Gentlemen' na Netflix, marcand…
Bias & Framing
Artigo apresenta dados de pesquisa BTG/Nexus sobre preferência por TV aberta em eleições 2026 com framing neutro, mas com ênfase em segmentos de menor renda e educação.
Apresentação de dados quantitativos com segmentação demográfica que destaca naturalmente grupos de menor poder aquisitivo e educacional como principais consumidores de TV aberta, reforçando divisão digital entre classes.
Geopolitical Impact
Televisão aberta permanece como principal meio de informação eleitoral no Brasil para 2026, com 65% de preferência, especialmente entre populações de menor renda e no Nordeste, apesar da expansão digital.
A pesquisa revela concentração de poder informativo nas emissoras de TV aberta, que mantêm influência desproporcional sobre eleitores de menor renda, desempregados e populações menos escolarizadas. Isso contrasta com fragmentação digital entre eleitores de renda mais alta e maior escolaridade, criando dinâmica de dois estratos informativos: tradicional (TV) e digital (redes sociais). Emissoras de TV aberta consolidam posição como gatekeepers de narrativa eleitoral para maioria do eleitorado.
Similar ao papel da rádio nas eleições brasileiras dos anos 1950-1960, a TV aberta funciona como meio de alcance massivo que estrutura competição eleitoral, particularmente entre eleitores menos conectados digitalmente.
Economic Lens
Televisão aberta permanece como principal meio de informação eleitoral para 65% dos brasileiros em 2026, mantendo relevância econômica apesar da fragmentação digital.
Consumidores de menor renda e regiões como Nordeste dependem fortemente de TV aberta para informação eleitoral, enquanto públicos com maior escolaridade e renda diversificam fontes. Isso afeta padrões de consumo de mídia e acesso à informação política entre diferentes estratos socioeconômicos.
Governos e reguladores devem considerar a importância contínua da TV aberta na formação de opinião eleitoral, especialmente entre populações vulneráveis. Políticas de comunicação política devem equilibrar investimentos entre mídia tradicional e digital, garantindo equidade no acesso à informação eleitoral entre diferentes grupos socioeconômicos.