Trump diz que hesitou em sair do jantar porque queria ver o que acontecia

Nenhuma vítima fatal relatada, mas múltiplas autoridades do governo foram expostas a risco direto durante o incidente.
Queria ver o que estava acontecendo
Trump explicou por que hesitou em sair do jantar quando os tiros começaram.

Trump disse que não percebeu inicialmente que era um ataque e quis observar a situação, complicando o trabalho dos agentes de segurança. Cole Tomas Allen, engenheiro da Califórnia, enviou manifesto expressando raiva do governo Trump antes de disparar contra o evento.

  • Cole Tomas Allen, engenheiro de 31 anos da Califórnia, foi preso após disparar contra o hotel Hilton em Washington
  • Trump hesitou em sair do jantar porque não percebeu inicialmente que era um ataque
  • Allen viajou de trem de Los Angeles para Washington e adquiriu duas armas nos últimos dois anos
  • O manifesto de Allen expressava raiva do governo Trump e críticas ao seu mandato

Trump admitiu não ter saído imediatamente durante ataque a tiros em jantar de correspondentes porque queria ver o que acontecia, atrasando ação do Serviço Secreto. Atirador Cole Tomas Allen, 31, foi preso após disparos no hotel Hilton em Washington.

Donald Trump sentou-se para jantar com correspondentes da Casa Branca na noite de sábado, 25 de abril, no hotel Hilton em Washington — um evento que marcava sua primeira participação em tal cerimônia durante todos os seus anos na presidência. Quando os tiros começaram do lado de fora do salão, ele não saiu correndo. Em entrevista ao programa "60 Minutes" da CBS no domingo seguinte, Trump explicou por quê: não tinha certeza, naquele primeiro momento, de que estava sob ataque. Ele queria ver o que estava acontecendo.

Os agentes do Serviço Secreto se aproximaram dele e de Melania, a primeira-dama, pedindo que saíssem imediatamente. Trump reconheceu que não facilitou o trabalho deles. "Não percebi, de início, que se tratava de um ataque", disse ele. Conforme os segundos passavam e o barulho continuava, a situação começou a fazer mais sentido. "Nessa altura, começamos a perceber que, talvez, fosse um problema sério, um tipo diferente de problema, grave, e diferente do ruído normal de um salão de eventos, que se ouve o tempo todo."

Quando finalmente ficou claro que havia um homem armado do lado de fora, os agentes pediram que Trump e Melania se abaixassem e se deitassem no chão. Sua hesitação inicial em sair havia custado tempo precioso — tempo que os agentes precisavam para protegê-lo e aos demais membros da cúpula do governo que estavam presentes.

O atirador foi identificado como Cole Tomas Allen, um engenheiro de 31 anos que morava em Torrance, na Califórnia, onde trabalhava como professor. Ele foi preso no hotel e permanece sob custódia. Segundo investigações preliminares, Allen tinha como alvo Trump e outras autoridades do governo que participavam do jantar. Momentos antes de abrir fogo, ele havia enviado um manifesto por e-mail a familiares — um texto que pedia perdão, expressava críticas ao governo e revelava um estado mental perturbado. "Ah, e se alguém estiver curioso para saber como é fazer algo assim: é horrível. Dá vontade de vomitar; dá vontade de chorar por todas as coisas que eu queria fazer e nunca vou fazer, por todas as pessoas cuja confiança isso traiu; sinto raiva só de pensar em tudo o que este governo fez", escreveu Allen.

Trump descreveu o manifesto como contendo "ódio aos cristãos" e caracterizou Allen como "uma pessoa doente" e um "lobo solitário". Segundo Todd Blanche, chefe do Departamento de Justiça, acredita-se que Allen viajou de trem de Los Angeles para Chicago e depois seguiu para Washington D.C., onde fez check-in no mesmo hotel onde o evento estava acontecendo. As duas armas de fogo que ele portava foram adquiridas nos últimos dois anos.

O incidente levanta questões sobre como um homem armado conseguiu chegar tão perto do presidente durante um evento de segurança presumivelmente rigorosa. Nenhuma vítima fatal foi relatada, mas múltiplas autoridades do governo foram expostas a risco direto. A hesitação de Trump em sair imediatamente — seu desejo de entender o que estava acontecendo antes de agir — complicou ainda mais a situação para aqueles cuja responsabilidade era protegê-lo.

Não facilitei o trabalho deles
— Donald Trump, sobre sua hesitação em sair do jantar
Sinto raiva só de pensar em tudo o que este governo fez
— Cole Tomas Allen, em manifesto enviado antes do ataque
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que Trump não saiu imediatamente quando ouviu os tiros?

Model

Ele disse que não percebeu, no primeiro momento, que era um ataque real. Pensou que poderia ser apenas barulho de um evento, algo comum em um salão cheio de gente. Queria observar, entender o que estava acontecendo.

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E isso atrasou a ação do Serviço Secreto?

Model

Sim. Os agentes pediram que ele saísse, mas ele hesitou. Quando finalmente ficou claro que havia um homem armado do lado de fora, eles precisaram fazer tudo com pressa — pedir que ele e Melania se deitassem no chão. Tempo perdido é tempo que não se recupera em uma situação assim.

Inventor

Quem era o atirador?

Model

Cole Tomas Allen, um engenheiro de 31 anos da Califórnia. Ele viajou de trem de Los Angeles até Washington, fez check-in no mesmo hotel e levava duas armas que tinha adquirido nos últimos dois anos. Antes de disparar, enviou um manifesto a familiares expressando raiva do governo Trump.

Inventor

O que dizia esse manifesto?

Model

Allen pedia perdão, criticava o governo e descrevia um estado de espírito perturbado — raiva, arrependimento antecipado, sensação de que tudo estava errado. Trump disse que o texto continha "ódio aos cristãos".

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Alguém foi ferido?

Model

Não houve vítimas fatais relatadas. Mas múltiplas autoridades do governo estavam no salão e foram expostas a risco direto. A segurança presidencial foi testada de forma que ninguém esperava.

Inventor

O que isso revela sobre a segurança em torno do presidente?

Model

Levanta questões sérias. Um homem conseguiu chegar perto o suficiente para disparar do lado de fora de um evento onde o presidente estava. E a própria hesitação de Trump em sair complicou ainda mais a resposta dos agentes.

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