Trump critica nomeação de Mojtaba Khamenei como líder supremo do Irã

Morte de Ali Khamenei e políticos iranianos de alto escalão em ataques de EUA e Israel; potencial risco de escalação com envio de tropas terrestres americanas.
Não estou contente com ele, mas ele está lá
Trump expressa desaprovação com Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irã, durante entrevista em Miami.

Uma semana após a morte de Ali Khamenei em ataques coordenados, o Irã escolheu seu filho Mojtaba como terceiro líder supremo da República Islâmica — uma sucessão que Donald Trump recebeu com declarada insatisfação. O momento revela a tensão entre a continuidade de uma ordem política resistente e a ambição americana de remodelar o poder em Teerã. Entre bombardeios, candidatos mortos e a sombra de tropas terrestres, o conflito no Oriente Médio entra em uma fase de incerteza estratégica profunda.

  • Trump declarou abertamente que não está satisfeito com Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã, sinalizando que a mudança de poder não atende às expectativas americanas.
  • O presidente revelou que todos os candidatos considerados por seu governo para liderar o Irã pós-guerra estão mortos, sem identificá-los — uma afirmação que aprofunda o mistério sobre as operações em curso.
  • As forças americanas e israelenses bombardearam o prédio da Assembleia de Especialistas dias antes da escolha do novo líder, intensificando a pressão sobre as instituições iranianas.
  • Trump não descarta o envio de tropas terrestres ao Irã, condicionando-o ao grau de destruição das Forças Armadas iranianas e à necessidade de garantir estoques de urânio enriquecido.
  • A contradição entre as declarações públicas de Trump e as posições oficiais do governo americano mantém o conflito em uma zona de ambiguidade perigosa, com escalada ainda em aberto.

Uma semana após a morte de Ali Khamenei em ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel, seu filho Mojtaba foi escolhido pela Assembleia de Especialistas — um colegiado de 88 clérigos — para assumir o cargo de líder supremo do Irã, tornando-se o terceiro na história da República Islâmica desde 1979. Em entrevista concedida em um clube de golfe próximo a Miami, Trump foi direto: "Não estou contente com ele."

O presidente americano revelou ainda que todos os candidatos que seu governo havia considerado para liderar o Irã após o fim da guerra "estão mortos", sem fornecer nomes ou circunstâncias. Dias antes da escolha de Mojtaba, forças americanas e israelenses bombardearam o próprio prédio da Assembleia de Especialistas, embora sem confirmação de que os membros estivessem presentes.

Trump tem mantido pressão constante sobre a população iraniana, pedindo que se rebele contra o regime, que resiste apesar das baixas em sua liderança. Quanto ao envio de tropas terrestres, o republicano não fechou a porta: sinalizou que consideraria a medida sob condições específicas, como o colapso das Forças Armadas iranianas. A questão nuclear também permanece no horizonte — Trump mencionou que garantir os estoques de urânio enriquecido poderia ser feito "mais tarde".

A distância entre as falas públicas do presidente e as posições oficiais do governo deixa o conflito suspenso entre a contenção declarada e a escalada possível.

Uma semana após a morte de Ali Khamenei em ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel, seu filho Mojtaba foi escolhido pela Assembleia de Especialistas para assumir o cargo de líder supremo do Irã. Donald Trump, em entrevista concedida em um clube de golfe próximo a Miami, deixou claro sua insatisfação com a escolha. "Não estou contente com ele", disse o presidente americano ao The Post, quando questionado sobre seus planos em relação ao novo comandante iraniano.

Mojtaba Khamenei se torna agora o terceiro líder supremo na história da República Islâmica, que foi fundada em 1979. Seu antecessor, Ruhollah Khomeini, governou até 1989, quando foi sucedido por Ali Khamenei, que permaneceu no cargo até sua morte recente. A escolha de Mojtaba foi feita por um colegiado de 88 clérigos eleitos em 2024, conhecidos como Assembleia de Especialistas. Na terça-feira anterior, 3 de março, as forças americanas e israelenses bombardearam o prédio dessa assembleia, embora não houvesse confirmação de que os membros estivessem presentes no momento do ataque.

Trump aproveitou o bombardeio para fazer uma declaração perturbadora: afirmou que todos os candidatos que seu governo havia considerado para liderar o Irã após o fim da guerra "estão mortos". O presidente não forneceu detalhes sobre quem seriam essas pessoas ou em que circunstâncias perderam a vida. A guerra no Oriente Médio, neste ponto, já ultrapassava uma semana de duração.

O presidente americano tem mantido pressão constante sobre a população iraniana, instando-a a se rebelar contra a República Islâmica, que até agora resiste apesar da morte de sua autoridade máxima e de vários políticos de alto escalão. Trump também não descarta a possibilidade de enviar tropas terrestres americanas para o Irã. No fim de semana anterior à entrevista, o republicano sinalizou que estava considerando o envio de forças americanas sob certas condições. Segundo Trump, tropas seriam despachadas apenas por uma "razão muito boa" e somente se as Forças Armadas iranianas estivessem "tão dizimadas que não conseguiriam lutar em terra".

Em declarações posteriores aos repórteres a bordo do Air Force One, Trump mencionou que garantir os estoques de urânio enriquecido do Irã era algo que poderia ser feito "mais tarde", embora os Estados Unidos não fizessem isso "agora". Essa observação sugere que a questão nuclear iraniana permanece uma preocupação estratégica central para a administração americana. Autoridades do governo Trump insistem que o presidente nunca descartaria nenhuma opção militar e que, no momento, o plano de guerra não inclui o envio de tropas terrestres. A ambiguidade entre as declarações públicas de Trump e as posições oficiais do governo deixa em aberto a possibilidade de uma escalação significativa do conflito.

Não estou contente com ele
— Donald Trump, ao The Post
Todos os candidatos que meu governo tinha em mente para assumir o comando do Irã estão mortos
— Donald Trump
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que Trump expressaria descontentamento com Mojtaba se ele já está no poder? Qual seria o objetivo?

Model

Trump está sinalizando que não reconhece a legitimidade dessa sucessão. Se conseguir derrotar o Irã militarmente, quer ter espaço para impor um líder de sua escolha — alguém que não tenha raízes na estrutura revolucionária.

Inventor

Ele mencionou que seus candidatos preferidos estão todos mortos. Isso soa como uma admissão de que os ataques foram direcionados?

Model

Pode ser lido assim. Trump está dizendo, basicamente, que os alvos americanos e israelenses foram bem-sucedidos em eliminar a liderança que poderia ter sido negociável ou cooperativa com os EUA.

Inventor

E quanto às tropas terrestres? Parece uma ameaça real ou apenas retórica?

Model

A linguagem é cuidadosa — "sob certas condições". Mas o fato de estar sendo discutido publicamente, mesmo com ressalvas, muda o cálculo para o Irã. Eles têm que considerar que isso pode acontecer.

Inventor

O urânio enriquecido é mencionado como algo para "mais tarde". O que isso significa?

Model

Significa que a prioridade imediata é derrotar o Irã militarmente e remover a liderança atual. O controle dos ativos nucleares é um objetivo secundário, a ser abordado após a vitória militar.

Inventor

Como o Irã pode resistir se sua liderança foi tão atingida?

Model

Mojtaba agora é o símbolo de continuidade. Mesmo que seja uma escolha impopular para Trump, sua nomeação rápida envia uma mensagem: a República Islâmica não desaba com a morte de um homem. É uma instituição.

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