Trump anuncia bloqueio ao Irão e taxa de 20% no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos serão conhecidos como os guardiães do Estreito
Trump justificou a taxa de 20 por cento como compensação pelos custos de segurança na rota marítima crítica.

EUA reafirmam controlo do Estreito de Ormuz com bloqueio imediato e cobrança de 20% sobre todas as mercadorias transportadas pela via. OMI e UE criticam a medida, considerando-a sem base legal; UE aponta violações do direito internacional pelo Irão.

  • Taxa de 20 por cento sobre todas as mercadorias no Estreito de Ormuz, implementada imediatamente
  • Bloqueio naval ao Irão restabelecido, suspenso desde junho após memorando de entendimento
  • Um quinto do petróleo mundial circula pelo Estreito de Ormuz
  • OMI e UE criticam a medida como sem base legal no direito marítimo internacional
  • Medida anunciada a 13 de julho de 2026, após escalada de tensões desde 28 de fevereiro

Trump anunciou o restabelecimento do bloqueio naval ao Irão e imposição de taxa de 20% sobre mercadorias no Estreito de Ormuz, argumentando que a tarifa garante segurança da rota marítima.

Donald Trump anunciou segunda-feira o restabelecimento de um bloqueio naval ao Irão e a imposição de uma taxa de 20 por cento sobre todas as mercadorias transportadas pelo Estreito de Ormuz, justificando a medida como necessária para garantir a segurança de uma das rotas marítimas mais críticas do mundo. A declaração, feita através da rede Truth Social, foi categórica: os Estados Unidos manteriam o estreito aberto e reafirmariam o controlo sobre a passagem, com ou sem cooperação iraniana.

Segundo Trump, a cobrança de 20 por cento incidiria sobre toda a carga que transitasse pela via e seria implementada imediatamente, sem necessidade de esclarecimentos adicionais. O presidente enquadrou a decisão como uma questão de justiça, posicionando os EUA como "guardiães do Estreito de Ormuz" e argumentando que a taxa compensaria os custos de manutenção da segurança numa região que descreveu como instável. A medida incluía também o bloqueio direto a navios iranianos, impedindo qualquer tráfego comercial para ou a partir do território iraniano.

A reação internacional foi imediata e crítica. A Organização Marítima Internacional opôs-se formalmente à cobrança, argumentando que não existe base legal para impor taxas obrigatórias sobre navios em trânsito por estreitos internacionais. Um porta-voz da OMI reafirmou a posição histórica da organização: os estreitos utilizados para navegação internacional devem permanecer abertos sem portagens. A União Europeia foi igualmente contundente, com Kaja Kallas, chefe da diplomacia europeia, a sublinhar que a liberdade de navegação não pode ser obstruída e que o estreito deveria manter-se aberto sem taxas, tal como estava antes do conflito.

Esta não era a primeira vez que Washington implementava um bloqueio aos portos iranianos. Em abril, as forças norte-americanas já tinham aplicado uma medida semelhante, visando impedir que o Irão lucrasse com exportações de petróleo. Na altura, Teerão classificou a ação como "pirataria". O bloqueio havia sido suspenso em junho, após a assinatura de um memorando de entendimento entre as partes, a 17 desse mês, que coincidiu com um cessar-fogo. O anúncio de Trump representava assim uma escalada significativa, reintroduzindo não apenas o bloqueio mas adicionando uma dimensão fiscal à restrição.

O Estreito de Ormuz é uma das principais artérias do comércio global de energia. No início de 2026, aproximadamente um quinto de todo o petróleo mundial circulava por este corredor, juntamente com quantidades significativas de gás natural liquefeito. Desde o início da guerra, com os ataques norte-americanos e israelitas em solo iraniano a 28 de fevereiro, a via tornou-se um ponto central de tensão entre Washington e Teerão. Os ataques iranianos contra navios e a ameaça de encerramento da rota tinham transformado a navegação numa questão de segurança crítica para o comércio internacional.

A decisão de Trump combinava portanto duas estratégias: reassegurar o controlo militar sobre uma rota vital e monetizar esse controlo através de uma taxa que, segundo a administração, cobriria os custos de segurança. A UE, porém, apontou também às violações do direito internacional cometidas pelo Irão, sugerindo que a questão era mais complexa do que uma simples disputa sobre taxas. O anúncio deixava em aberto questões práticas significativas: como seria implementada a cobrança, quem a recolheria, e como reagiria o mercado global de energia a uma restrição desta magnitude numa das rotas mais importantes do mundo.

O Estreito de Ormuz está aberto e vai manter-se aberto, com ou sem o Irão. Estamos a restabelecer o bloqueio aos iranianos.
— Donald Trump, Truth Social
A OMI opõe-se firmemente à cobrança de taxas para a passagem por estreitos utilizados para a navegação internacional. Não existe base legal para a introdução de taxas obrigatórias.
— Porta-voz da Organização Marítima Internacional
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Porque é que Trump escolheu este momento para restabelecer o bloqueio e adicionar uma taxa?

Model

A taxa parece ser uma forma de transformar o controlo militar em receita. Mas também é um sinal de que o memorando de junho não funcionou como esperado — o Irão continuou a representar uma ameaça percebida.

Inventor

A OMI diz que não há base legal. Isso significa que a medida é ilegal?

Model

Não exatamente ilegal no sentido criminal, mas sim contrária ao direito marítimo internacional. Os estreitos internacionais têm um estatuto especial — devem permanecer abertos. Trump está a desafiar essa norma.

Inventor

Qual é o impacto real para o comércio global?

Model

Um quinto do petróleo mundial passa por ali. Uma taxa de 20 por cento é significativa. Os preços da energia vão subir, e isso afeta tudo — desde gasolina até plásticos e fertilizantes.

Inventor

O Irão vai aceitar isto?

Model

Improvável. Já chamou pirataria a medidas anteriores. Isto é uma escalada, não uma negociação. Aumenta o risco de confronto direto.

Inventor

A Europa pode fazer algo?

Model

Pode protestar, como fez. Mas tem pouco poder militar na região. Depende dos EUA para a segurança, o que limita a sua capacidade de resistência.

Inventor

Isto é sustentável a longo prazo?

Model

Não. Ou o Irão aceita e perde receita, ou recusa e a tensão escala. Nenhum cenário é estável.

Quieres la nota completa? Lee el original en RTP ↗
Contáctanos FAQ