Trinta alunos passam mal após vazamento de gás lacrimogêneo em escola militar de BH

Nove estudantes, entre 14 e 18 anos, foram levados ao hospital apresentando sintomas de exposição ao gás lacrimogêneo, incluindo dificuldade respiratória e crises de ansiedade.
O vento carregou o gás até os alunos que não tinham como se proteger
Explicação da Polícia Militar sobre como o gás lacrimogêneo escapou de um treinamento e atingiu a escola vizinha.

Na manhã de uma terça-feira em Belo Horizonte, o gás lacrimogêneo — instrumento de controle, não de aprendizado — cruzou invisível a fronteira entre um pátio de treinamento policial e uma sala de aula adolescente. O vento, indiferente às distinções institucionais, carregou a substância da academia da Polícia Militar até o Colégio Tiradentes, ambos sob a mesma administração militar, lembrando que a proximidade entre o poder e a formação exige responsabilidade redobrada. Trinta jovens sentiram no corpo aquilo que deveria permanecer contido nos limites do exercício profissional.

  • Gás lacrimogêneo usado em treinamento policial escapou de uma barraca e foi levado pelo vento até uma escola no mesmo quarteirão, em plena manhã de aula.
  • Cerca de 30 estudantes entre 14 e 18 anos começaram a apresentar dificuldade respiratória, ânsia de vômito e crises de ansiedade, forçando a interrupção imediata das aulas.
  • Bombeiros e Samu foram acionados às pressas; imagens mostraram alunos sentados no chão do pátio sendo abanados por professores enquanto aguardavam atendimento.
  • Nove adolescentes precisaram ser transportados ao hospital, com a corporação ainda sem divulgar detalhes sobre o estado de saúde de cada um.
  • A Polícia Militar abriu inquérito para investigar falhas no protocolo de segurança, enquanto o incidente acende o debate sobre os riscos da convivência entre treinamentos com agentes químicos e espaços educacionais.

Na manhã de terça-feira, cerca de trinta alunos do Colégio Tiradentes, no bairro Prado, zona oeste de Belo Horizonte, começaram a sentir os efeitos de uma substância que não deveria ter chegado até eles. O gás lacrimogêneo, utilizado em exercícios de controle de multidão, havia escapado de um treinamento na academia da Polícia Militar — que funciona no mesmo quarteirão da escola, ambas sob administração da corporação militar.

Os sintomas foram progressivos e assustadores: dificuldade para respirar, ânsia de vômito, crises de ansiedade. As aulas foram interrompidas de imediato, e equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram acionadas. Imagens aéreas registraram o pátio da escola tomado por adolescentes sentados no chão, sendo amparados por professores e funcionários enquanto aguardavam socorro.

Nove estudantes — oito meninas e um rapaz, todos entre 14 e 18 anos — precisaram ser levados ao hospital. A porta-voz da PM, major Layla Brunnela, explicou que um instrutor utilizava o dispositivo dentro de uma barraca quando a substância escapou e foi carregada pelo vento em direção à escola. A corporação abriu inquérito para apurar as causas e verificar possíveis falhas nos protocolos de segurança, enquanto o episódio levanta questões sobre os riscos da proximidade entre treinamentos com agentes químicos e espaços de formação de jovens.

Na manhã de terça-feira, cerca de trinta alunos do Colégio Tiradentes, no bairro Prado, zona oeste de Belo Horizonte, começaram a sentir os efeitos de uma substância química que não deveria estar ali. O gás lacrimogêneo, usado em treinamentos de controle de multidão, havia vazado de um exercício realizado na academia da Polícia Militar, que funciona no mesmo quarteirão da escola. Ambas as instituições são administradas pela corporação militar.

O pânico tomou conta do colégio enquanto os estudantes apresentavam sintomas progressivos: dificuldade para respirar, ânsia de vômito, crises de ansiedade. As aulas foram interrompidas imediatamente. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram acionadas para socorrer os adolescentes afetados. Imagens aéreas captadas pela TV Globo mostraram o caos controlado no pátio frontal da escola: alunos sentados no chão, sendo abanados por professores e funcionários enquanto aguardavam atendimento, alguns já sendo colocados em macas para o transporte.

Segundo informações da prefeitura de Belo Horizonte, nove estudantes foram levados ao hospital — oito meninas e um rapaz, todos com idades entre 14 e 18 anos. A corporação não divulgou detalhes sobre o estado de saúde individual de cada um deles após o atendimento.

A explicação para o incidente veio da major Layla Brunnela, porta-voz da Polícia Militar. Um instrutor estava utilizando um dispositivo de gás lacrimogêneo dentro de uma barraca durante atividades de treinamento na academia quando a substância escapou. O vento, que soprava em direção à escola, carregou o gás até os alunos. A corporação abriu um inquérito para investigar as causas exatas do vazamento e determinar se houve falhas no protocolo de segurança durante os exercícios. O incidente levanta questões sobre a proximidade entre as duas instituições e os procedimentos de contenção utilizados durante treinamentos com agentes químicos.

A substância teria sido levada pelo vento até a escola, após um instrutor utilizar o dispositivo de gás lacrimogêneo dentro de uma barraca na academia da PM
— Major Layla Brunnela, porta-voz da Polícia Militar
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Como é possível que um treinamento militar em uma academia afete uma escola inteira no mesmo quarteirão?

Model

A proximidade física é real, mas o que falhou foi o protocolo. Um instrutor usava o gás dentro de uma barraca — uma contenção que deveria ter sido suficiente. O vento fez o resto.

Inventor

Os alunos sabiam que havia treinamento acontecendo naquele dia?

Model

Não há informação sobre isso. O que se sabe é que o pânico foi imediato quando os sintomas começaram. Ninguém estava preparado.

Inventor

Por que apenas nove foram hospitalizados se trinta passaram mal?

Model

Nem todos os sintomas exigem internação. Alguns alunos tiveram reações mais leves — tosse, irritação nos olhos. Os nove levados ao hospital apresentavam sintomas mais severos: dificuldade respiratória, crises de ansiedade.

Inventor

A Polícia Militar já tinha histórico de problemas com contenção de gás?

Model

Não há menção disso na investigação. Mas o fato de abrirem um inquérito sugere que reconhecem que algo não funcionou como deveria.

Inventor

E os alunos? Houve comunicação com as famílias?

Model

Não há registro disso nos relatos. O que se vê são imagens de adolescentes sendo socorridos, professores tentando acalmá-los. O resto é silêncio institucional.

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