Suíça elimina Colômbia nos penáltis e regressa aos quartos após 72 anos

Setenta e dois anos depois, a Suíça regressa ao topo oito
A vitória nos penáltis encerra uma longa ausência dos quartos-de-final para os helvéticos.

Em Vancouver, a Suíça e a Colômbia disputaram 120 minutos de silêncio tático antes de entregarem o seu destino às grandes penalidades — e foram os helvéticos a prevalecer, por 4-3, regressando aos quartos-de-final de um Mundial pela primeira vez em 72 anos. Esta vitória não é apenas um resultado desportivo: é o encerramento de uma ferida repetida três vezes consecutivas e o reencontro com uma grandeza que remonta aos primórdios do futebol mundial. No sábado, a Suíça encontrará a Argentina, campeã do mundo em título, numa prova de que o destino raramente poupa os vencedores de surpresas.

  • Cento e vinte minutos de jogo sem golos revelaram duas equipas tão bem organizadas defensivamente que se anularam mutuamente em quase todas as tentativas.
  • A Colômbia desperdiçou as suas melhores oportunidades no prolongamento — uma bola na barra e um remate isolado por cima — enquanto a tensão nas bancadas crescia entre a maioria colombiana presente.
  • Nos penáltis, o guarda-redes suíço Kobel tornou-se o herói ao travar o remate de Cucho Hernández, inclinando decisivamente a balança para os helvéticos.
  • Rubén Vargas selou a passagem com o quinto golo suíço, encerrando uma série negra de três eliminações consecutivas na mesma fase da competição.
  • A Suíça iguala agora os seus melhores resultados históricos e prepara-se para defrontar a Argentina bicampeã sul-americana, que chegou aos quartos após uma reviravolta dramática frente ao Egito.

No Estádio BC Place, em Vancouver, a Suíça e a Colômbia recusaram-se mutuamente qualquer golo durante 90 minutos de contenção mútua e equilíbrio constante no meio-campo. A Colômbia, com Luis Suárez de regresso à titularidade, criou a primeira oportunidade real, mas Kobel respondeu. A Suíça tentou por Rieder e Ndoye, sem sucesso perante Camilo Vargas. Após o intervalo, os europeus saíram com maior atrevimento, mas os remates de Sow e Rieder não entraram. O nulo resistiu.

No prolongamento — situação inédita para ambas as seleções neste torneio — a Colômbia acertou na barra com Lucumí e desperdiçou um remate isolado com Campaz. Amdouni esbarrou em Vargas pelo lado suíço. Ninguém marcou, e o jogo seguiu para os penáltis.

Foi aí que a Suíça encontrou a sua redenção. Kobel travou o remate de Cucho Hernández num momento decisivo, e Rubén Vargas selou a vitória com o quinto golo helvético. A Colômbia converteu apenas três dos seus cinco remates, sofrendo a segunda derrota em desempate neste torneio.

A vitória encerra três eliminações consecutivas nos oitavos-de-final e iguala os melhores resultados históricos da Suíça, alcançados em 1934, 1938 e 1954. No sábado, em Kansas City, os helvéticos enfrentarão a Argentina — detentora do título mundial e vencedora de uma reviravolta dramática frente ao Egito, de 2-0 para 3-2 nos minutos finais.

No Estádio BC Place, em Vancouver, a Suíça e a Colômbia travaram um duelo que se recusava a terminar. Noventa minutos passaram sem qualquer golo. Trinta minutos de prolongamento também. Restava apenas uma forma de decidir: os penáltis. Quando o apito final soou, os suíços tinham avançado com uma vitória de 4-3 na marca dos onze metros, regressando aos quartos-de-final de um Mundial pela primeira vez em sete décadas.

O jogo foi um exercício de contenção mútua. No meio-campo, ambas as equipas se equilibravam em duelos constantes, cada uma a tentar escapar às marcações apertadas da outra. A Colômbia, com Luis Suárez de volta à titularidade, criou a primeira oportunidade real quando Gustavo Puerta rematou para defesa de Gregor Kobel no minuto 21. A Suíça respondeu através de Fabian Rieder e Dan Ndoye, mas o guarda-redes colombiano Camilo Vargas travou ambas as tentativas. Após o intervalo, os europeus saíram com maior atrevimento. Djibril Sow finalizou sem oposição em zona frontal no minuto 47, e Rieder acertou nas malhas laterais de livre direto cinco minutos depois. Nenhuma das bolas entrou. Suárez tentou galvanizar os seus compatriotas na meia hora final, mas as defesas continuaram a impor-se. O nulo perdurou até ao fim do tempo regulamentar.

No prolongamento, nenhuma das equipas sabia o que era vencer nesta circunstância num Mundial — a Suíça enfrentava essa situação pela quarta vez, a Colômbia pela terceira. Jhon Lucumí cabeceou à barra no minuto 99. Jaminton Campaz forçou uma defesa de recurso de Kobel e depois atirou por cima sem marcação no minuto 115. Zeki Amdouni esbarrou em Vargas. Mas ninguém marcou. O jogo seguiu para o desempate por grandes penalidades.

Na marca dos onze metros, a Suíça converteu quatro dos seus cinco remates. A Colômbia apenas três. Uma defesa crucial de Kobel perante Cucho Hernández acelerou a passagem dos helvéticos. Rubén Vargas selou a vitória com o quinto golo suíço. Para a Colômbia, foi a segunda derrota em dois desempates possíveis neste torneio, frustrando a larga maioria de adeptos nas bancadas.

Esta vitória encerra uma série de três eliminações consecutivas nos oitavos-de-final para a Suíça. Mais do que isso: iguala os seus melhores resultados históricos, rubricados em 1934, 1938 e 1954. Os helvéticos tornam-se uma das seis representantes da Europa entre os oito possíveis na próxima fase. No sábado, em Kansas City, enfrentarão a Argentina — bicampeã sul-americana, detentora do título mundial e vencedora em 1978, 1986 e 2022. Os argentinos eliminaram o Egito com uma reviravolta nos minutos finais, invertendo uma desvantagem de dois golos para vencer 3-2. Para a Colômbia, fica a sétima participação num desempate por penáltis, tal como sucedera em 2018, quatro anos depois da sua histórica presença nos quartos-de-final.

A Suíça regressou aos quartos-de-final após 72 anos de ausência, igualando os seus melhores resultados históricos
— Contexto do jogo
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Como é que um jogo sem golos consegue ser tão tenso?

Model

Porque ambas as equipas sabiam que um erro, um momento de distração, seria fatal. Não havia margem para recuperar. Cada defesa era uma vitória pequena.

Inventor

A Suíça tinha perdido todos os desempates anteriores. O que mudou desta vez?

Model

Gregor Kobel. Uma defesa no momento certo perante Cucho Hernández. Às vezes, um torneio inteiro resume-se a um reflexo, a um centímetro de diferença.

Inventor

Setenta e dois anos é muito tempo. O que significa isto para a Suíça?

Model

Significa que gerações de adeptos suíços nunca tinham visto a sua seleção nesta fase. Iguala os melhores momentos da história do país no futebol. É um feito que transcende o desporto.

Inventor

E agora enfrentam a Argentina. Parece justo?

Model

Justo ou não, é o que o sorteio determinou. A Argentina é praticamente imbatível neste torneio, mas a Suíça já provou que consegue vencer quando tudo parece impossível.

Inventor

Qual foi o momento mais crítico do jogo?

Model

Jhon Lucumí cabeceou à barra no prolongamento. Se aquela bola tivesse entrado, tudo seria diferente. A Colômbia teria avançado. Mas não entrou. E nos penáltis, a sorte virou-se para os suíços.

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