O VSR respondeu por 55,2% de todos os casos positivos identificados
Em pleno inverno do hemisfério sul, o Brasil se vê diante de uma onda respiratória que não escolhe fronteiras: vinte e três das vinte e sete unidades federativas registram níveis de alerta ou risco para a Síndrome Respiratória Aguda Grave, segundo o Boletim Infogripe com dados até 27 de junho de 2026. O vírus sincicial respiratório, responsável por mais da metade dos casos virais confirmados nas últimas semanas, lembra que a vulnerabilidade humana diante do invisível permanece uma constante — especialmente para os mais velhos. O país observa, monitora e aguarda, enquanto a curva oscila entre a estabilização e o crescimento em diferentes pontos do território.
- Vinte e três estados brasileiros estão em situação de alerta, risco ou alto risco para SRAG, deixando apenas quatro unidades federativas fora do radar de vigilância intensificada.
- O vírus sincicial respiratório domina o cenário, respondendo por 55,2% dos casos positivos nas últimas quatro semanas e avançando com força especial na região Centro-Sul.
- Seis estados — Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Roraima — ainda registram crescimento sustentado, enquanto alguns outros começam a mostrar sinais de queda.
- Nove capitais, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Manaus, apresentam tendência de crescimento há pelo menos seis semanas consecutivas.
- Os idosos concentram o maior risco de agravamento, ao passo que crianças menores de dois anos começam a mostrar estabilização após semanas de alta.
- Com 4.215 óbitos notificados por SRAG em 2026, a mortalidade revela a escala real da crise: influenza A lidera as mortes, mas o VSR avança rapidamente no ranking.
O Brasil atravessa um alerta sanitário de proporções nacionais. O Boletim Infogripe mais recente, com dados até 27 de junho de 2026, revela que 23 das 27 unidades federativas enfrentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave em nível de alerta, risco ou alto risco. Somente Piauí, Rondônia, Pernambuco e Tocantins ficam fora desse enquadramento nas últimas duas semanas.
O principal motor da crise é o vírus sincicial respiratório, que nas últimas quatro semanas respondeu por 55,2% de todos os casos virais positivos identificados. Influenzas A e B também ganham força em diversas regiões. Seis estados — Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Roraima — mantêm crescimento sustentado, enquanto o quadro nacional oscila entre estabilização e alta, com variações regionais importantes.
O VSR concentra seu avanço no Centro-Sul, afetando estados como Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul. A influenza B sobe em Distrito Federal, Goiás e Santa Catarina, entre outros. Há, porém, sinais de alívio: Ceará, Maranhão, Paraná e São Paulo começam a registrar interrupção ou queda nos números.
Nove capitais — Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Luís — apresentam tendência de crescimento nas últimas seis semanas. Os idosos seguem como a população mais vulnerável. Crianças menores de dois anos, que vinham em alta, mostram sinais de estabilização. Nas faixas de 2 a 49 anos, houve até redução dos registros.
Ao longo de 2026, foram notificados 103.363 casos de SRAG e 4.215 óbitos. Entre os casos confirmados laboratorialmente, o VSR lidera com 38,1%, seguido por rinovírus (30,8%) e influenza A (22,1%). Nas mortes, a influenza A responde por 36,7%, mas o VSR saltou para 22,3% dos óbitos — um avanço significativo. A vigilância epidemiológica acompanha a evolução semana a semana, ciente de que os dados mais recentes ainda podem ser revisados.
O Brasil enfrenta uma situação de alerta sanitário generalizado. Segundo o mais recente Boletim Infogripe, divulgado com dados até 27 de junho de 2026, a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) mantém níveis preocupantes em praticamente todo o território nacional. De 27 unidades federativas, apenas quatro — Piauí, Rondônia, Pernambuco e Tocantins — escapam do cenário de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. O restante do país segue sob vigilância intensificada.
O culpado principal é o vírus sincicial respiratório, ou VSR. Nas últimas quatro semanas, ele respondeu por 55,2% de todos os casos positivos de infecção viral identificados. Em algumas regiões, as influenzas A e B também ganham força. Seis estados em particular continuam com sinais de crescimento sustentado: Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Roraima. Enquanto isso, o cenário nacional como um todo mostra sinais de estabilização ou oscilação, sugerindo que o pior pode estar passando — mas a variação entre regiões permanece significativa.
O VSR concentra sua força na região Centro-Sul. Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo continuam registrando crescimento de casos graves por esse vírus, assim como o Amapá. A influenza A encontra seu maior impacto em Roraima, enquanto a influenza B segue subindo em diversos estados do Centro-Sul: Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Há, porém, sinais de alívio em alguns pontos: Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo começam a registrar interrupção do crescimento ou até queda nos números.
Entre as capitais, nove apresentam situação particularmente preocupante. Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Luís todas registram incidência em níveis de alerta ou superior, com tendência de crescimento nas últimas seis semanas. A população idosa segue sendo a mais vulnerável, com crescimento de casos em nível nacional. Crianças menores de dois anos, por outro lado, mostram sinais de estabilização — o crescimento que marcava semanas anteriores foi interrompido. Nas faixas etárias de 2 a 49 anos, houve até redução dos registros.
Os números de 2026 revelam a escala do problema. Foram notificados 103.363 casos de SRAG em todo o ano até agora. Desses, 52.940 tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório, enquanto 7.911 ainda aguardam resultado. Entre os confirmados, o VSR lidera com 38,1%, seguido por rinovírus (30,8%), influenza A (22,1%), covid-19 (4,8%) e influenza B (4,1%). A mortalidade também é preocupante: 4.215 óbitos por SRAG foram notificados em 2026, com 1.948 deles confirmados laboratorialmente. A influenza A responde por 36,7% dessas mortes, mas o VSR apresentou um salto significativo, chegando a 22,3% dos óbitos. Rinovírus (20,9%), influenza B (13,1%) e covid-19 (8,3%) completam o quadro.
O boletim ressalva que dados das semanas mais recentes podem sofrer alterações conforme novos resultados laboratoriais são inseridos no sistema. Ainda assim, o padrão é claro: o país enfrenta uma onda respiratória multifatorial, liderada pelo VSR, com distribuição geográfica desigual e impacto particularmente severo entre idosos. A vigilância epidemiológica continua acompanhando a evolução semana a semana.
Citações Notáveis
A maioria das Unidades da Federação apresenta incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas— Boletim Infogripe
Idosos seguem sendo os mais afetados por SRAG, com crescimento de casos em nível nacional— Boletim Infogripe
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Por que o VSR ganhou tanta força agora? Não é um vírus que circula há anos?
Circula sim, mas a intensidade varia. O que estamos vendo é uma onda mais agressiva do que o usual. Pode estar relacionado a padrões sazonais, mas também a dinâmicas de imunidade populacional que mudam ao longo do tempo.
E por que os idosos são tão mais afetados?
A idade reduz a capacidade de resposta imunológica. Um vírus que causa sintomas leves em um adulto jovem pode evoluir para síndrome grave em alguém com 60, 70 anos. É biologia pura.
Mas crianças pequenas não deveriam ser mais vulneráveis?
Você pensaria assim, mas o padrão aqui é diferente. Menores de dois anos tiveram crescimento interrompido. Pode ser que tenham desenvolvido imunidade, ou que o pico já tenha passado nessa faixa. Adolescentes e adultos jovens também estão com números em queda.
Então o pior já passou?
Não exatamente. O cenário nacional mostra estabilização, mas seis estados ainda crescem. Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul — essas regiões ainda estão em trajetória ascendente. É um quadro heterogêneo.
E quanto aos óbitos? A influenza A mata mais que o VSR?
Mata mais, sim — 36,7% contra 22,3%. Mas o VSR apresentou um salto nos óbitos que é preocupante. Estava em segundo plano e agora responde por quase um quarto das mortes. Isso sugere que está causando doença mais grave do que se esperava.
O que as pessoas deveriam fazer?
Vigilância. Idosos precisam estar atentos a sintomas respiratórios. Vacinação em dia. E o sistema de saúde precisa manter a capacidade de resposta — porque esses números mostram que a pressão continua real.