Nenhum organismo vivo poderia chegar tão perto, mas essa máquina segue intacta
Desde 2018, a sonda Parker Solar Probe da NASA viaja em direção ao coração do sistema solar com uma missão que poucos instrumentos humanos ousaram cumprir: tocar a coroa do Sol. No último sábado, ela chegou a apenas 7,26 milhões de quilômetros da superfície solar — mais perto do que Mercúrio jamais esteve — e saiu ilesa, viajando a 635 mil quilômetros por hora. É um lembrete de que a humanidade, mesmo sem poder enviar corpos vivos a tais extremos, estende sua curiosidade até as fronteiras do insuportável.
- A Parker Solar Probe cruzou 95% da distância entre o Sol e a Terra sem sofrer danos, superando pela segunda vez a órbita de Mercúrio.
- A 635 mil km/h, a sonda tornou-se um dos objetos mais velozes já construídos pela humanidade — e esse recorde já tem data para ser quebrado.
- O vento solar que a Parker estuda não é abstração científica: em casos extremos, pode sobrecarregar redes elétricas e provocar apagões em escala global.
- A NASA planeja mais duas aproximações ainda em 2024 — em setembro e dezembro — com a missão de dezembro atingindo 692 mil km/h e chegando ainda mais perto do Sol.
- Cada nova passagem empurra a sonda mais perto de seus limites operacionais, tornando cada dado coletado potencialmente o último de sua espécie.
No último sábado, a sonda Parker Solar Probe da NASA atingiu um marco notável: chegou a 7,26 milhões de quilômetros da superfície do Sol, completando mais de 95% da distância que separa a estrela da Terra. A nave saiu ilesa da travessia, confirmou a agência espacial americana.
Para entender a escala do feito, basta lembrar que Mercúrio orbita o Sol a 57,9 milhões de quilômetros. A Parker já deixou esse ponto para trás — pela segunda vez. Durante essa vigésima aproximação, a sonda atingiu 635 mil km/h, tornando-se um dos objetos mais velozes já criados pela humanidade.
Lançada em 2018, a missão foi concebida para penetrar a coroa solar e coletar dados sobre fenômenos como o vento solar — um fluxo de partículas carregadas que afeta o clima espacial e pode, em situações extremas, perturbar o campo magnético terrestre e provocar apagões em larga escala.
A sonda ainda não descansa. Duas novas aproximações estão previstas para 2024 — em setembro e dezembro — e mais duas para 2025, antes da aposentadoria final da nave. Na missão de dezembro, a Parker deverá voar a 692 mil km/h, estabelecendo um novo recorde. Cada passagem aproxima a sonda de seus limites, mas também de respostas sobre a natureza da estrela que torna a vida na Terra possível.
No último sábado, a sonda Parker Solar Probe da NASA alcançou um marco extraordinário: chegou a apenas 7,26 milhões de quilômetros da superfície do Sol, completando mais de 95% da distância que separa a estrela do nosso planeta. A nave não tripulada atravessou essa jornada perigosa sem sofrer qualquer dano, segundo confirmação da agência espacial americana.
Para dimensionar o feito, basta lembrar que Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, orbita a uma distância de 57,9 milhões de quilômetros. A Parker já ultrapassou essa marca. Nenhum organismo vivo conhecido poderia suportar tamanha proximidade com a estrela, mas esta máquina de engenharia já realizou esse feito pela segunda vez e continua operacional.
Durante sua vigésima aproximação do Sol, a sonda atingiu uma velocidade de 635 mil quilômetros por hora — o recorde mais rápido já alcançado pela Parker Solar. Com essa velocidade, a nave se tornou um dos objetos mais velozes já criados pela humanidade. Mas esse número não é o fim da história. A NASA planeja empurrar a sonda ainda mais longe nos próximos meses.
Lançada em 2018, a Parker Solar Probe foi concebida com um objetivo ambicioso: orbitar o Sol e penetrar a coroa solar, a camada mais externa e misteriosa da atmosfera da estrela. Lá, ela coleta dados que ajudam cientistas a desvendar fenômenos ainda pouco compreendidos, particularmente o vento solar — um fluxo contínuo de partículas carregadas, incluindo elétrons, prótons e neutrinos, que emanam da coroa.
Esse vento solar não é uma curiosidade acadêmica distante. Ele impacta diretamente o clima espacial e, por consequência, altera o campo magnético que envolve a Terra, perturbando as correntes elétricas do planeta. Em situações extremas, essas perturbações podem sobrecarregar linhas de transmissão de energia e provocar apagões em larga escala. Compreender melhor esse fenômeno é, portanto, uma questão de importância prática.
A Parker Solar Probe não está descansando. Até o final de 2024, a sonda completará mais duas aproximações do Sol: uma em 30 de setembro e outra em 24 de dezembro. Na missão de dezembro, a nave deverá chegar ainda mais perto, voando a 692 mil quilômetros por hora — um novo recorde de velocidade. Após essas duas passagens, mais duas outras estão agendadas para 2025, antes da aposentadoria final da sonda.
Cada aproximação traz a Parker mais perto de seus limites operacionais, mas também mais perto de respostas sobre a natureza do Sol e seu impacto no espaço que habitamos.
Notable Quotes
A sonda não sofreu nenhum dano durante o percurso arriscado— NASA
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que a NASA continua enviando a sonda cada vez mais perto do Sol, se já alcançou 95% da distância?
Porque 95% não é suficiente. Cada aproximação permite coletar dados de regiões ainda não exploradas da coroa solar. Os últimos 5% contêm informações cruciais sobre o vento solar que não conseguem obter de longe.
E a sonda não derrete? Como ela sobrevive a essas temperaturas?
A Parker tem um escudo térmico especial que mantém os instrumentos a uma temperatura operável, enquanto o exterior enfrenta calor extremo. É engenharia de ponta, mas mesmo assim há limites. Por isso as missões são cuidadosamente planejadas.
Você mencionou que o vento solar causa apagões. Isso é uma ameaça real ou teórica?
É real. Tempestades solares já causaram apagões significativos no passado. Quanto melhor entendermos o vento solar, melhor podemos prever e proteger nossa infraestrutura elétrica.
Então a Parker está ajudando a proteger a Terra?
Exatamente. Ela coleta dados que cientistas usam para modelar e prever o comportamento do Sol. É ciência fundamental que tem aplicações práticas diretas.
Quando a sonda finalmente se aposentará?
Após as duas missões programadas para 2025. Mas até lá, ela ainda quebrará seus próprios recordes de velocidade. A última passagem será a mais rápida e a mais próxima.