Solidariedade selará aliança com Lula após reunião com petistas

A conversa superou suas expectativas, mas os detalhes permaneceram em sigilo
Paulinho da Força saiu da reunião com Lula e Gleisi Hoffmann com a decisão tomada, mas guardou para si o que foi discutido.

Em meio às tensões naturais de uma aliança política em construção, Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, confirmou nesta terça-feira seu apoio à candidatura de Lula após reunião com o ex-presidente e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann. O episódio revela como as grandes coalizões eleitorais se formam não apenas por afinidade ideológica, mas por gestos de reconhecimento e escuta — e como a ausência desses gestos pode, por um momento, abrir portas para caminhos bem distintos. A confirmação do apoio sela um capítulo de incerteza e aponta para uma frente mais ampla contra Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.

  • Paulinho da Força havia sido vaiado em evento petista dias antes, o que o levou a questionar publicamente se o PT buscava de fato uma aliança ampla — a fissura era real e visível.
  • A desconfiança o aproximou de figuras do PSDB, como Eduardo Leite e Aécio Neves, abrindo a possibilidade concreta de que o Solidariedade migrasse para o campo tucano.
  • A reunião com Lula e Gleisi Hoffmann na terça-feira superou as expectativas de Paulinho, embora os detalhes do que foi dito permaneçam em sigilo.
  • O resultado foi imediato: o evento da executiva nacional do Solidariedade, marcado para 3 de maio, será mantido para selar formalmente a aliança com Lula.
  • A coligação petista sai fortalecida, afastando o risco de perder um aliado sindical relevante e consolidando a frente ampla contra Bolsonaro.

Paulinho da Força saiu da reunião com Lula e Gleisi Hoffmann com uma decisão tomada: o Solidariedade apoiaria a candidatura petista em 2022. A conversa, realizada na terça-feira 19 de abril, superou suas expectativas — embora ele tenha guardado para si o que foi discutido.

O anúncio representava uma reversão de cenário. Dias antes, Paulinho havia sido vaiado em um encontro de Lula com sindicalistas, episódio que o deixou incomodado o suficiente para questionar publicamente se o PT buscava mesmo construir uma aliança ampla. A incerteza era suficientemente séria para levá-lo a conversas com Eduardo Leite e Aécio Neves, do PSDB — que articulava a candidatura do ex-governador gaúcho à presidência. A porta tucana estava aberta.

Mas a reunião com Lula e Gleisi mudou o quadro. Paulinho confirmou que o evento de sua executiva nacional, marcado para 3 de maio, seria mantido para selar formalmente a aliança. Ele também anunciou presença no lançamento oficial da candidatura de Lula, previsto para 7 de maio. "Vamos fazer o evento da Direção da Executiva Nacional do Solidariedade no próximo dia 3, conforme tinha combinado já com a Gleisi, para definitivamente selar a aliança do Solidariedade com o Lula", disse ele, ao lado de Hoffmann.

O que exatamente foi dito na reunião permanece em sigilo. Mas o resultado é claro: o Solidariedade não seguiu para o campo tucano, e a coligação petista ganhou de volta um aliado que esteve à beira de partir.

Paulinho da Força saiu de uma reunião com Luiz Inácio Lula da Silva e Gleisi Hoffmann, presidente do PT, com uma decisão tomada: seu partido, o Solidariedade, apoiaria a candidatura de Lula nas eleições de 2022. A conversa, realizada na terça-feira 19 de abril, superou suas expectativas, disse ele à imprensa, embora tenha guardado para si os detalhes do que foi discutido.

O anúncio marcava uma reversão. Dias antes, Paulinho havia sido vaiado durante um encontro de Lula com sindicalistas e militantes, um episódio que o deixou incomodado o suficiente para questionar publicamente se o PT realmente buscava construir uma aliança ampla para enfrentar Jair Bolsonaro nas urnas. A incerteza era real: havia especulação de que ele pudesse abandonar a campanha petista.

Essa desconfiança o havia levado a conversas com Eduardo Leite, ex-governador do Rio Grande do Sul pelo PSDB, e com o deputado federal Aécio Neves, também tucano. Neves estava articulando a candidatura de Leite à presidência, argumentando que o gaúcho teria mais chances de vitória do que João Doria, que havia vencido as prévias do partido. Para Paulinho, a porta do PSDB estava aberta.

Mas a reunião com Lula e Gleisi mudou o cenário. Paulinho confirmou que o evento de sua executiva nacional, marcado para 3 de maio, seria mantido — era ali que o Solidariedade selaria formalmente sua aliança com o petista. Ele também compareceria ao lançamento oficial da candidatura de Lula, previsto para 7 de maio. "Vamos fazer o evento da Direção da Executiva Nacional do Solidariedade no próximo dia 3, conforme tinha combinado já com a Gleisi, para definitivamente selar a aliança do Solidariedade com o Lula, e iremos também no lançamento da candidatura do Lula no dia 7", disse ele, de pé ao lado de Hoffmann.

O que exatamente Lula e Gleisi disseram para convencer Paulinho permanecia em sigilo. Mas o resultado era claro: o Solidariedade não seguiria para o campo tucano. A coligação petista ganhava um aliado que havia estado à beira de partir, e a possibilidade de uma aliança mais ampla contra Bolsonaro se consolidava. Para Paulinho, a conversa havia respondido às suas dúvidas — ou pelo menos o suficiente para que ele voltasse ao lado de Lula.

Vamos fazer o evento da Direção da Executiva Nacional do Solidariedade no próximo dia 3, conforme tinha combinado já com a Gleisi, para definitivamente selar a aliança do Solidariedade com o Lula, e iremos também no lançamento da candidatura do Lula no dia 7
— Paulinho da Força
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que Paulinho estava tão incomodado que precisava conversar com tucanos?

Model

As vaias que recebeu em um encontro anterior o fizeram questionar se o PT realmente queria uma aliança de verdade, ou se era apenas retórica. Ele precisava saber se era bem-vindo.

Inventor

E o que Lula disse que mudou sua mente?

Model

Paulinho nunca revelou. Mas a conversa superou suas expectativas — isso é tudo que sabemos. Talvez tenha sido o que foi dito, ou talvez tenha sido estar na sala com Lula e Gleisi, vendo que levavam a coisa a sério.

Inventor

Aécio Neves estava realmente oferecendo algo concreto?

Model

Estava articulando a candidatura de Leite, achando que o gaúcho tinha mais chance que Doria. Para Paulinho, era uma alternativa real se o PT não o quisesse.

Inventor

Então isso era sobre poder, não sobre ideologia?

Model

Era sobre ser respeitado. Paulinho é um líder sindical com base própria. Se o PT o vaiava, por que ele deveria ficar? Mas se o PT o queria de verdade, aí havia razão para permanecer.

Inventor

O que muda agora para a campanha de Lula?

Model

Ganha um aliado que estava prestes a sair. E mais importante: consolida a ideia de que há uma coligação ampla contra Bolsonaro. Não é só PT. É Solidariedade também.

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