Secretário de Defesa dos EUA ordenou 'matar todo mundo' em operação no Caribe

Operação resultou na morte de 11 pessoas suspeitas de tráfico, incluindo dois sobreviventes eliminados por segundo disparo de míssil.
A ordem era matar todo mundo, sem exceção ou hesitação
Instrução verbal de Pete Hegseth aos comandantes antes do ataque que matou onze pessoas no Caribe.

No início de setembro, uma operação militar americana no Caribe resultou na morte de onze pessoas suspeitas de tráfico — incluindo dois sobreviventes deliberadamente eliminados por um segundo disparo de míssil. Revelações de que o Secretário de Defesa Pete Hegseth teria ordenado verbalmente 'matar todo mundo' transformam o que parecia uma ação antidrogas em uma questão de direito internacional com consequências potencialmente históricas. A humanidade volta a se deparar com a pergunta que atravessa séculos de conflito: onde termina a segurança e começa o crime de Estado?

  • Pete Hegseth teria dado uma ordem verbal direta — 'matar todo mundo' — antes do ataque de 2 de setembro a uma embarcação suspeita de tráfico no Caribe.
  • Um míssil lançado da costa de Trinidad e Tobago atingiu o barco e provocou incêndio; comandantes acompanhavam tudo em tempo real por drone.
  • Dois homens sobreviveram ao primeiro impacto, agarrados aos destroços — e foram mortos deliberadamente por um segundo disparo ordenado para cumprir a determinação de Hegseth.
  • Especialistas em leis de guerra afirmam que a campanha, com mais de oitenta mortos registrados, é ilegal e pode expor tanto quem ordenou quanto quem executou as ações a responsabilização futura.
  • A operação, descrita como o primeiro ataque da ofensiva antitráfico do governo Trump no Hemisfério Ocidental, continua em curso enquanto as implicações legais e morais ainda são processadas.

No início de setembro, uma operação militar americana no Caribe terminou com a morte de onze pessoas suspeitas de tráfico. O que parecia um ataque convencional a uma embarcação ganhou contornos sombrios quando veio à tona que o Secretário de Defesa Pete Hegseth havia dado uma instrução verbal simples aos comandantes antes da ação: matar todo mundo.

Uma aeronave de vigilância acompanhava o barco em tempo real, transmitindo imagens de drone para os responsáveis pela operação. O míssil, lançado da costa de Trinidad e Tobago, atingiu a embarcação e provocou um incêndio que a consumiu rapidamente. Quando a fumaça baixou, dois homens ainda estavam vivos, agarrados aos destroços.

Para cumprir a ordem de Hegseth, o comandante das Operações Especiais responsável pela ação determinou um segundo disparo. Os dois sobreviventes morreram na água. Fontes com acesso direto aos acontecimentos relataram os detalhes ao Washington Post.

Especialistas em leis de guerra e integrantes atuais e ex-membros do governo foram categóricos: a campanha — que já deixou mais de oitenta mortos — é ilegal e pode expor todos os envolvidos, de quem ordenou a quem executou, a responsabilização futura. O que começou como uma ofensiva antidrogas tornou-se uma questão de direito internacional, e as implicações do que aconteceu naquele dia no Caribe ainda estão longe de ser resolvidas.

No início de setembro, uma operação militar americana no Caribe terminou com a morte de onze pessoas. O que estava sendo descrito como um ataque a um barco suspeito de transportar drogas ganhou novos contornos controversos quando detalhes sobre as ordens que precederam o ataque vieram à tona. Segundo duas pessoas com acesso direto aos acontecimentos, o então secretário de Defesa Pete Hegseth havia dado uma instrução verbal simples e direta aos comandantes: matar todo mundo.

Os analistas nas salas de comando acreditavam que os onze tripulantes da embarcação trabalhavam para o tráfico. Uma aeronave de vigilância americana acompanhava o barco em tempo real, transmitindo imagens de drone para os comandantes que observavam a operação desenrolar-se diante deles. Quando o míssil saiu da costa de Trinidad e Tobago e atingiu a embarcação, o impacto provocou um incêndio que consumiu rapidamente o barco. Pela tela dos drones, os comandantes viram a cena se desenrolar: a fumaça subindo, os destroços ainda fumegando na água.

Quando a fumaça baixou o suficiente para enxergar, havia dois homens agarrados aos destroços. Estavam vivos. Segundo fontes que falaram com o jornal The Washington Post, o comandante das Operações Especiais responsável pela ação de 2 de setembro — considerada o primeiro ataque da campanha que o governo Trump havia lançado contra suspeitos de tráfico no Hemisfério Ocidental — tomou uma decisão. Para cumprir a determinação de Hegseth, ordenou um novo disparo. Os dois sobreviventes morreram na água, atingidos pela segunda explosão.

A revelação dessa ordem verbal acrescenta peso às críticas que já vinham sendo feitas à ofensiva militar americana. Especialistas em leis de guerra e alguns membros atuais e ex-integrantes do governo conversaram com o Washington Post sobre o assunto. Suas conclusões foram claras: a campanha, que já havia deixado mais de oitenta mortos, é ilegal. Mais do que isso, ela pode expor diretamente os envolvidos — desde os que deram as ordens até os que as executaram — a responsabilização futura.

O que começou como uma operação contra o tráfico de drogas transformou-se em uma questão de direito internacional. A morte de onze pessoas em uma única ação, seguida pela eliminação deliberada de dois sobreviventes, levanta perguntas fundamentais sobre os limites do que uma potência militar pode fazer, mesmo em nome da segurança. A campanha continua, e as implicações legais e morais do que aconteceu naquele dia no Caribe ainda estão sendo processadas.

A ordem era matar todo mundo
— Fonte com conhecimento direto da operação, conforme relatado ao Washington Post
A campanha é ilegal e pode expor diretamente os envolvidos a responsabilização futura
— Especialistas em leis de guerra e membros do governo, conforme conversas com o Washington Post
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Inventor

Por que essa ordem verbal de Hegseth muda a forma como entendemos o que aconteceu?

Model

Porque transforma a ação de um ataque militar em algo que parece mais próximo de uma execução. Não é mais "operação contra tráfico que saiu do controle". É uma instrução clara para matar todos, sem exceção.

Inventor

Os comandantes realmente precisavam de um segundo disparo? Os dois homens não poderiam ter sido resgatados?

Model

Teoricamente, sim. Mas a ordem era clara. Quando viram os sobreviventes, o comandante das Operações Especiais entendeu que precisava cumprir o que Hegseth havia dito. Não havia espaço para interpretação.

Inventor

E quanto aos especialistas em direito internacional? Eles estão dizendo que isso é um crime?

Model

Estão dizendo que é ilegal. Há uma diferença. Ilegal significa que viola as leis de guerra internacionais. Crime é uma questão de responsabilização futura, de tribunais, de julgamentos. Mas sim, as implicações são sérias.

Inventor

Quantas pessoas morreram nessa campanha no total?

Model

Mais de oitenta. Essa operação de 2 de setembro foi apenas a primeira. A campanha continua, e cada ação levanta as mesmas questões sobre o que é permitido e o que não é.

Inventor

Hegseth ainda está no cargo?

Model

Ele era o secretário de Defesa na época. Essas revelações vieram depois, quando jornalistas começaram a investigar o que realmente havia acontecido naquele dia.

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