Sargento dos EUA preso por lucrar US$ 400 mil com apostas sobre captura de Maduro

Informações confidenciais para ganho financeiro pessoal
O procurador do FBI explicou por que militares são proibidos de usar dados classificados para lucrar.

Quando um soldado carrega segredos de Estado, carrega também uma responsabilidade que vai além do campo de batalha. Nos Estados Unidos, um sargento das forças especiais foi preso por transformar informações classificadas sobre a captura de Nicolás Maduro em apostas milionárias numa plataforma de previsões online — um caso que revela como os mercados digitais podem se tornar vetores inesperados de corrupção institucional. O episódio levanta questões profundas sobre os limites entre o conhecimento privilegiado e o interesse privado, num momento em que a fronteira entre o mundo financeiro e o mundo das operações secretas nunca foi tão tênue.

  • Um sargento com acesso direto ao planejamento de uma operação militar secreta usou esse privilégio para apostar — e ganhar — mais de US$ 400 mil antes que o mundo soubesse o que estava por vir.
  • As movimentações atípicas na plataforma Polymarket no próprio dia da operação acenderam o alerta: ninguém aposta com tanta precisão por acaso.
  • Para apagar os rastros, Van Dyke fragmentou o dinheiro em carteiras de criptomoedas no exterior e tentou apagar sua identidade digital, solicitando a exclusão de contas e trocando endereços de e-mail.
  • A própria plataforma de apostas colaborou com as autoridades federais, e os registros digitais provaram ser mais duradouros do que o militar havia calculado.
  • Agora Van Dyke enfrenta até 50 anos de prisão por acusações que incluem violação da Lei de Bolsa de Mercadorias, fraude eletrônica e transação monetária ilegal.
  • O caso inaugura um precedente perturbador: mercados de previsão podem se tornar alvos de quem detém segredos que o mercado ainda não conhece.

Um sargento das forças especiais dos Estados Unidos foi preso após usar informações sigilosas de uma operação militar para lucrar mais de US$ 400 mil em apostas sobre a captura de Nicolás Maduro. O caso, revelado pelo Departamento de Justiça, é um dos primeiros registros conhecidos de exploração de dados classificados em mercados de previsão — plataformas onde qualquer pessoa pode apostar sobre eventos futuros.

Gannon Ken Van Dyke participou diretamente do planejamento da Operação Resolução Absoluta, que resultou na captura de Maduro em janeiro de 2026. Com acesso a informações estratégicas indisponíveis ao público, ele realizou 13 apostas na plataforma Polymarket entre o final de dezembro e o início de janeiro, investindo cerca de US$ 33 mil. Quando a operação se concretizou, seus ganhos ultrapassaram US$ 400 mil — um retorno que imediatamente despertou suspeitas.

Para dificultar o rastreamento, Van Dyke transferiu parte dos lucros para carteiras de criptomoedas no exterior e depois para uma conta recém-aberta em uma corretora online. No dia da operação, ele também solicitou a exclusão de sua conta na Polymarket, alegando falsamente ter perdido acesso ao e-mail cadastrado, e trocou o endereço vinculado à sua conta de criptomoedas por outro criado semanas antes e não registrado em seu nome.

As tentativas de encobrimento, porém, deixaram rastros digitais suficientes para que as autoridades federais reconstruíssem o esquema. A própria Polymarket colaborou com a investigação após identificar movimentações atípicas. O procurador-geral interino do FBI ressaltou que militares são explicitamente proibidos de usar informações sensíveis para obter vantagem financeira pessoal. Van Dyke responde agora por múltiplas acusações federais, com penas que somam até 50 anos de prisão.

Um sargento das forças especiais dos Estados Unidos foi preso após usar informações confidenciais de uma operação militar para lucrar aproximadamente US$ 400 mil em apostas sobre a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. O caso, revelado pelo Departamento de Justiça norte-americano, marca um dos primeiros episódios conhecidos de exploração de dados classificados em mercados de previsão — plataformas onde qualquer pessoa pode apostar sobre eventos futuros.

Gannon Ken Van Dyke participou diretamente do planejamento da chamada Operação Resolução Absoluta, que resultou na captura de Maduro em janeiro de 2026. Com acesso a informações estratégicas não disponíveis ao público, ele fez uma série de 13 apostas na plataforma Polymarket entre o final de dezembro e o início de janeiro, investindo cerca de US$ 33 mil. Quando a operação militar se concretizou conforme o esperado, seus ganhos totalizaram mais de US$ 400 mil — um retorno que imediatamente despertou suspeitas entre autoridades e operadores do mercado.

Após receber os lucros, Van Dyke tentou dificultar o rastreamento do dinheiro. Parte significativa dos valores foi transferida para carteiras de criptomoedas localizadas no exterior e, posteriormente, enviada para uma conta recém-aberta em uma corretora online. Esse tipo de movimentação fragmenta o caminho dos recursos e torna mais difícil identificar a origem do capital — uma tática comum em esquemas de ocultação financeira. As suspeitas se intensificaram no próprio dia da operação militar, quando foram registradas movimentações consideradas atípicas na plataforma.

Os investigadores descobriram que Van Dyke também tentou esconder sua identidade digital. Em 6 de janeiro de 2026, ele solicitou a exclusão de sua conta na Polymarket, alegando falsamente ter perdido o acesso ao endereço de e-mail cadastrado. No mesmo dia, alterou o endereço eletrônico vinculado à sua conta de criptomoedas para outro, criado semanas antes e que não estava registrado em seu nome. Apesar dessas tentativas de encobrimento, a movimentação financeira e os registros digitais deixaram rastros suficientes para que as autoridades federais rastreassem o esquema. A própria plataforma de apostas colaborou com a investigação após identificar as operações suspeitas.

Tod Blanche, procurador-geral interino do FBI, declarou que militares em serviço recebem acesso a informações confidenciais para cumprir suas missões com segurança e eficácia, mas são explicitamente proibidos de usar esses dados altamente sensíveis para obter vantagem financeira pessoal. Van Dyke agora responde por três acusações de violação da Lei de Bolsa de Mercadorias, cada uma com pena máxima de até 10 anos de prisão. Ele também é acusado de fraude eletrônica, que pode resultar em até 20 anos de detenção, além de transação monetária ilegal, com pena de até 10 anos. O total de penas possíveis chega a 50 anos.

Nossos homens e mulheres em serviço recebem acesso a informações confidenciais para cumprir suas missões com segurança e eficácia, e são proibidos de usar esses dados altamente sensíveis para obter vantagem financeira pessoal
— Todd Blanche, procurador-geral interino do FBI
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Como alguém consegue lucrar US$ 400 mil com apostas de apenas US$ 33 mil?

Model

Porque ele sabia o resultado com antecedência. Tinha acesso a informações classificadas sobre uma operação militar que ainda não havia acontecido. Quando você sabe que algo vai acontecer e aposta antes de todos saberem, os ganhos são exponenciais.

Inventor

Mas por que ele não conseguiu esconder o dinheiro?

Model

Tentou, mas deixou rastros digitais. Pediu para deletar a conta no mesmo dia da operação, mudou e-mails, moveu tudo para criptomoedas. Cada ação foi suspeita demais, aconteceu rápido demais. A plataforma de apostas estava observando.

Inventor

Isso é novo? Militares nunca fizeram isso antes?

Model

Provavelmente fizeram, mas não em mercados de previsão públicos como esse. Esses mercados são rastreáveis. Cada transação fica registrada. É diferente de vender segredos a um intermediário. Aqui, o dinheiro deixa um caminho claro.

Inventor

Qual é a mensagem que o governo está enviando?

Model

Que nem acesso a informações do mais alto nível justifica explorar isso para ganho pessoal. E que, por mais que você tente esconder, a tecnologia e os registros digitais vão encontrá-lo.

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