São Paulo confirma 11ª morte por intoxicação com metanol

11 confirmed deaths in São Paulo state and 22 deaths nationally from methanol poisoning; victims range from 23 to 62 years old.
Symptoms unmistakable: severe headaches, nausea, retching
Methanol poisoning produces immediate physical warning signs, but victims often don't realize the danger until it's too late.

Ao longo de meses, um veneno silencioso circulou por bebidas adulteradas em São Paulo e em outros cinco estados brasileiros, ceifando vidas que vão dos 23 aos 62 anos. O décimo primeiro óbito paulista — um homem de São Bernardo do Campo que sobreviveu quase um mês hospitalizado antes de sucumbir — confirma que a crise de metanol não é um episódio isolado, mas uma falha sistêmica nos circuitos informais de produção e distribuição de álcool. Com 22 mortes e 73 casos confirmados em todo o Brasil, autoridades sanitárias buscam a origem da contaminação enquanto alertam uma população que nem sempre dispõe dos meios para se proteger.

  • O décimo primeiro óbito por metanol em São Paulo foi confirmado em 18 de dezembro, revelando que a crise avança sem sinais de contenção.
  • Cinquenta e um casos confirmados no estado desde agosto apontam para uma contaminação contínua, não para um incidente pontual.
  • Quatro mortes adicionais seguem sob investigação, mantendo famílias e autoridades em suspense sobre o verdadeiro alcance da tragédia.
  • O surto atravessa fronteiras estaduais: seis estados brasileiros já registram vítimas, totalizando 22 mortes e 73 casos confirmados pelo Ministério da Saúde.
  • Autoridades pedem cautela na escolha das bebidas, mas o alerta chega tarde e com pouco alcance para quem depende de canais informais de venda.

São Paulo confirmou seu décimo primeiro óbito por intoxicação com metanol na quinta-feira, 18 de dezembro. A vítima era um homem de 62 anos, morador de São Bernardo do Campo, que morreu no dia 2 de dezembro após ingerir bebida alcoólica adulterada. Ele permaneceu internado por quase um mês no hospital de urgências da cidade antes de não resistir ao envenenamento.

Desde agosto, o estado registrou 51 casos confirmados de intoxicação por metanol — substância tóxica frequentemente misturada a destilados baratos para aumentar o volume ou reduzir custos de produção. Os sintomas característicos incluem dores de cabeça intensas, náuseas e vômitos. Outros 555 casos suspeitos foram descartados após investigação. Quatro mortes ainda aguardam confirmação, entre elas as de um homem de 39 anos de Guariba e de dois homens de Cajamar, com 29 e 38 anos.

O perfil das vítimas confirmadas revela uma crise que não respeita faixa etária nem bairro: homens e mulheres entre 23 e 62 anos, de São Paulo, Osasco, Jundiaí, Sorocaba e São Bernardo do Campo. O que os une é o acesso a bebidas adulteradas, muitas vezes adquiridas em circuitos informais onde não há qualquer controle de qualidade.

O problema ultrapassa as fronteiras paulistas. Até 5 de dezembro, o Ministério da Saúde havia contabilizado 73 casos e 22 mortes em seis estados — Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Mato Grosso e São Paulo. A persistência do surto desde agosto sugere uma falha estrutural, não um acidente isolado. As investigações continuam na tentativa de rastrear a origem do álcool contaminado e evitar novas mortes.

São Paulo state confirmed its eleventh death from methanol poisoning on Thursday, December 18th. The victim was a 62-year-old man from São Bernardo do Campo who died on December 2nd after drinking contaminated alcohol. He had spent nearly a month hospitalized at the city's emergency hospital before succumbing to the poisoning.

This death marks a grim milestone in what has become a widening public health crisis. Since August, the state has documented 51 confirmed cases of methanol intoxication—a toxic substance sometimes mixed into cheap spirits to increase potency or reduce production costs. The symptoms are unmistakable: severe headaches, nausea, and retching that follow consumption. Investigators have ruled out 555 suspected cases after determining they did not involve methanol exposure.

Four additional deaths remain under investigation as authorities work to confirm whether methanol was the cause. These include a 39-year-old from Guariba, a 31-year-old from São José dos Campos, and two men aged 29 and 38 from Cajamar. The confirmed deaths paint a portrait of vulnerability across age groups and neighborhoods: four men aged 26, 45, 48, and 54 from São Paulo city; a 30-year-old woman from São Bernardo do Campo; two men and one woman aged 23, 25, and 27 from Osasco; a 37-year-old from Jundiaí; and a 26-year-old from Sorocaba.

The problem extends far beyond São Paulo's borders. As of December 5th, the Brazilian Ministry of Health reported 73 confirmed cases and 22 deaths across six states: Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Mato Grosso, and São Paulo. The outbreak appears to have begun in August, suggesting a sustained contamination problem rather than an isolated incident.

The victims' ages—ranging from 23 to 62—underscore that this is not a crisis confined to any single demographic. What connects them is access to adulterated beverages, often purchased from informal channels where quality control is nonexistent. Public health officials have begun urging consumers to be cautious about the source and appearance of alcoholic drinks, though such warnings offer limited protection to those with few alternatives or limited awareness of the danger. The investigation continues as authorities attempt to trace the source of the contaminated alcohol and prevent further deaths.

The state has documented 51 confirmed cases of methanol intoxication since August
— São Paulo health authorities
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Why does methanol end up in alcohol in the first place? Is this deliberate poisoning or negligence?

Model

It's usually economic. Methanol is cheaper than ethanol and produces a similar intoxicating effect. Someone adulterates cheap spirits to increase profit margins or stretch supply. It's not always malicious—sometimes it's just cutting corners in informal production.

Inventor

And the symptoms—headaches, nausea—those appear right away?

Model

Not necessarily. That's part of what makes it dangerous. People might not realize they've been poisoned until hours later, when it's already in their system. By then, damage is accumulating.

Inventor

Why is São Paulo being hit so hard? Is there a particular source?

Model

That's still unclear. The cases are spread across multiple municipalities, which suggests either multiple contaminated batches or a common supply chain. Investigators are still tracing the origin.

Inventor

What happens to someone who survives methanol poisoning?

Model

If they get treatment quickly—antidotes exist—they can recover. But the longer it sits in the body, the more organ damage occurs. Some survivors face permanent vision loss or neurological damage.

Inventor

So this is preventable if people know what to avoid?

Model

In theory, yes. But the people most at risk often can't afford to be selective about where they buy alcohol. They're buying from street vendors or informal sellers where there's no oversight. Warnings help, but they don't solve the underlying problem.

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