São Gonçalo intensifica Julho Amarelo com testagens para hepatites virais

O diagnóstico precoce permite tratamento imediato e evita complicações graves
A importância da testagem para hepatites virais que frequentemente não apresentam sintomas nas fases iniciais.

Em julho, São Gonçalo volta seus olhos para uma das doenças mais silenciosas que afligem o fígado humano: as hepatites virais. A cidade transforma o mês em um convite à consciência e ao cuidado, levando testagens gratuitas diretamente aos espaços frequentados por quem mais enfrenta barreiras para acessar a saúde. É um gesto que reconhece que a prevenção só alcança seu propósito quando vai ao encontro das pessoas, e não o contrário.

  • As hepatites virais avançam em silêncio — sem sintomas visíveis nas fases iniciais, milhares podem estar infectados sem saber, transmitindo a doença sem qualquer alerta.
  • Usuários de álcool e drogas, frequentemente afastados dos serviços convencionais de saúde pelo estigma, são o alvo central da campanha deste ano em São Gonçalo.
  • Quatro datas de testagem foram distribuídas entre dois Capsad da cidade ao longo de julho, eliminando a exigência de encaminhamento médico e reduzindo as barreiras de acesso.
  • Além dos testes para hepatites B e C, a campanha distribui preservativos e oferece orientações sobre HIV e sífilis, reconhecendo que essas infecções compartilham as mesmas rotas de transmissão.
  • No dia 28 de julho, Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, as unidades de saúde intensificam as ações — e a cidade lembra que hepatite C já tem cura garantida e tratamento disponível localmente.

São Gonçalo dedica julho à luta contra as hepatites virais. A Secretaria de Saúde, por meio do Programa de Combate às Infecções Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais, oferece testagens rápidas e gratuitas para hepatites B e C, sífilis e HIV em dois centros especializados da cidade — com foco deliberado em usuários de álcool e outras drogas, populações que enfrentam estigma e dificuldades históricas de acesso à saúde.

As testagens acontecem em quatro datas: dias 7 e 21 de julho no Capsad II Zé Garoto, na Rua Coronel Serrado, e dias 15 e 29 de julho no Capsad III Dr. Daniel Gomes da Silva, na Rua Augusto Franco, Vila Três — sempre das 9h30 às 12h. Preservativos e gel lubrificante são distribuídos, e os participantes recebem orientações sobre transmissão e prevenção, já que hepatites B e C se propagam principalmente por relações sexuais desprotegidas e compartilhamento de objetos perfurocortantes.

A coordenadora do programa, Monique Gonzalez, destacou que a estratégia deste ano aposta em ir até onde a população vulnerável já está, em vez de esperar que ela chegue às unidades convencionais. A lógica é urgente: as hepatites virais raramente apresentam sintomas no início, e o diagnóstico precoce é o que separa um tratamento eficaz de complicações graves no fígado.

A boa notícia é que existem ferramentas concretas: vacinas para hepatites A e B, e tratamento com cura comprovada para a hepatite C, disponível na Policlínica Gonçalense de Referência e no PAM Coelho. Qualquer pessoa pode realizar os testes rápidos sem encaminhamento médico em todas as unidades de Atenção Primária, de segunda a sexta, das 8h às 16h. No dia 28 de julho, Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, as ações se intensificam — um lembrete de que prevenir e diagnosticar ainda é o caminho mais poderoso.

São Gonçalo está intensificando suas ações de saúde pública durante julho, mês dedicado à conscientização sobre hepatites virais. A Secretaria de Saúde da Prefeitura, através do Programa de Combate às Infecções Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais, vai oferecer testagens rápidas e gratuitas para hepatites B e C, sífilis e HIV em dois centros especializados da cidade. O foco deliberado é alcançar populações que enfrentam maior vulnerabilidade — especificamente usuários de álcool e outras drogas, grupos que frequentemente lidam com estigma e dificuldades para acessar serviços de saúde.

As atividades acontecerão em quatro datas ao longo do mês. No Capsad II Zé Garoto, localizado na Rua Coronel Serrado, as testagens ocorrem nos dias 7 e 21 de julho. No Capsad III Dr. Daniel Gomes da Silva, na Rua Augusto Franco, Vila Três, as datas são 15 e 29 de julho. Todos os atendimentos funcionam das 9h30 às 12h. Além dos testes, os usuários receberão orientações sobre as hepatites virais, seus meios de transmissão e prevenção. Preservativos e gel lubrificante também serão distribuídos, já que a transmissão das hepatites B e C ocorre principalmente através de relações sexuais desprotegidas e compartilhamento de objetos perfurocortantes.

Monique Gonzalez, coordenadora do programa municipal, explicou que a estratégia deste ano é diferenciada. Em vez de campanhas genéricas, as ações estão concentradas nos locais onde essa população vulnerável já se reúne, removendo barreiras de acesso e oferecendo diagnóstico precoce. A importância da testagem é crítica porque as hepatites virais frequentemente não apresentam sintomas nas fases iniciais. Uma pessoa pode estar infectada sem saber, transmitindo a doença a outros. O diagnóstico precoce permite tratamento imediato e evita complicações graves do fígado.

As hepatites virais são inflamações do fígado causadas por diferentes vírus — classificados como A, B, C, D e E. Quando os sintomas aparecem, podem incluir cansaço, enjoo, dor abdominal, amarelamento da pele e dos olhos, urina escura e fezes claras. A boa notícia é que existem ferramentas de prevenção e tratamento. Há vacinas disponíveis para hepatites A e B. A hepatite C, embora não tenha vacina, tem tratamento garantido e cura comprovada. Em São Gonçalo, o tratamento é oferecido na Policlínica Gonçalense de Referência para Doenças Crônicas e Transmissíveis, na Parada 40, e no PAM Coelho.

A prevenção segue medidas simples mas eficazes: uso de preservativos, materiais descartáveis e esterilizados, e agulhas e seringas de uso individual. Qualquer pessoa pode fazer os testes rápidos sem necessidade de encaminhamento médico em todas as unidades da Atenção Primária — Unidades de Saúde da Família, clínicas e polos sanitários — de segunda a sexta, das 8h às 16h. No dia 28 de julho, quando é celebrado o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, as unidades de saúde intensificarão suas orientações sobre as doenças. A campanha também reforça a importância da prevenção e diagnóstico de outras infecções sexualmente transmissíveis, como sífilis e HIV, que compartilham rotas de transmissão similares.

É um grupo que muitas vezes enfrenta estigmas e barreiras no acesso aos serviços de saúde e que apresenta maior vulnerabilidade para contrair essas infecções
— Monique Gonzalez, coordenadora do Programa IST/Aids e Hepatites Virais
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
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Por que focar especificamente nos Capsad para essa campanha?

Model

Porque é onde estão as pessoas com maior risco. Usuários de álcool e drogas enfrentam barreiras reais para chegar aos serviços de saúde — estigma, desconfiança, dificuldade de acesso. Levar o teste até eles, no lugar onde já estão, remove essas barreiras.

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E por que hepatites virais são tão perigosas se muitas vezes não têm sintomas?

Model

Exatamente por isso. A pessoa não sente nada, mas o vírus está danificando o fígado silenciosamente. Quando os sintomas aparecem, às vezes já é tarde demais. A testagem é a única forma de saber se está infectado.

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Qual é a diferença entre as hepatites A, B e C em termos de tratamento?

Model

A e B têm vacina — você pode se proteger antes de pegar. C não tem vacina, mas tem cura. O tratamento funciona. O problema é que muita gente não sabe que tem, porque não sente nada.

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Como alguém pega hepatite B ou C?

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Principalmente por sexo desprotegido e compartilhamento de agulhas ou objetos que furem a pele. Por isso os preservativos e o acesso a materiais esterilizados são tão importantes.

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E se alguém descobrir que está infectado durante esses testes?

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Tem tratamento garantido na cidade. Não é mais uma sentença. Mas quanto mais cedo descobrir, melhor. Por isso a testagem precoce é fundamental.

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