Samuel Lino nega relação entre marcação dura a Prestianni e polémica com Vinícius

O Flamengo é isto, jogo duro. Não há nada pessoal.
Samuel Lino explica que a intensidade defensiva é característica do clube, não uma resposta a conflitos.

No rescaldo de um jogo de pré-época entre o Flamengo e o Benfica no Troféu do Algarve, o extremo Samuel Lino viu-se a responder não apenas pelo golo marcado, mas pela forma como o seu clube abordou o adversário argentino Prestianni — alvo de entradas duras e assobios das bancadas. Num tempo em que o desporto raramente escapa às sombras das polémicas que o rodeiam, Lino escolheu a clareza: o jogo duro não era uma mensagem, era simplesmente a identidade do Flamengo. Por detrás da explicação tática, emergiu também um homem que encontrou na fé e na gratidão a bússola para navegar uma segunda oportunidade.

  • A marcação agressiva sobre Prestianni acendeu suspeitas de que o Flamengo estaria a vingar a polémica que o argentino protagonizou com Vinícius Júnior.
  • Os assobios das bancadas e as entradas mais duras criaram um ambiente carregado que ultrapassou os limites de um simples jogo de pré-época.
  • Lino respondeu diretamente às câmaras da DAZN, cortando a narrativa de retaliação com uma explicação simples: é assim que o Flamengo joga, sempre foi.
  • O jogador separou com firmeza o que acontece dentro e fora de campo, recusando que conflitos alheios ditassem o comportamento coletivo do clube.
  • Para além da polémica, Lino revelou um compromisso pessoal profundo — honrar a confiança do Flamengo com trabalho diário e fé inabalável.

Samuel Lino marcou na vitória do Flamengo sobre o Benfica no Troféu do Algarve, mas o golo ficou em segundo plano face à intensidade com que os brasileiros abordaram o jogo. Prestianni, defesa argentino do Benfica, foi alvo de assobios e de entradas mais duras — situação que ganhou peso extra porque o jogador estivera envolvido numa polémica com Vinícius Júnior, ex-jogador do clube carioca. Muitos leram na marcação agressiva uma resposta a esse conflito anterior.

Lino, que conhece bem Portugal pelos tempos no Gil Vicente, não deixou margem para interpretações. Questionado pela DAZN após o encontro, foi direto: o Flamengo joga assim, com dureza e intensidade, independentemente de quem está do outro lado. "O que aconteceu não é da nossa conta", afirmou, recusando qualquer motivação pessoal por trás das entradas mais fortes. Reconheceu que Vinícius é um jogador especial, mas insistiu que isso não influenciou o que se passou em campo.

Para além da questão tática, Lino falou sobre o seu próprio percurso com uma honestidade desarmante. Vê a oportunidade no Flamengo como um presente que exige gratidão e dedicação diária. A fé ocupa um lugar central na sua vida — "Estou aqui para ajudar o Flamengo e glorificar o nome do Senhor", disse — e as dificuldades que enfrentou pela sua idade tornaram-no mais maduro, tanto como jogador como como homem. Com uma segunda chance nas mãos, está determinado a não desperdiçar nenhum momento.

Samuel Lino marcou um golo na vitória do Flamengo sobre o Benfica no Troféu do Algarve, mas o que ficou na memória foi menos o resultado e mais a intensidade com que o seu clube abordou o jogo. Prestianni, o defesa argentino do Benfica, foi alvo de assobios vindos da bancada do Flamengo e de entradas mais duras dos jogadores brasileiros. A situação ganhou contornos especiais porque Prestianni tinha estado envolvido numa polémica com Vinícius Júnior, antigo jogador do clube carioca. Muitos viram na marcação agressiva uma resposta a esse conflito anterior.

Mas Lino, que passou por Portugal no Gil Vicente, foi claro em desmentir essa leitura. Questionado pela DAZN após o encontro, o extremo explicou que o Flamengo simplesmente joga assim — com dureza, com intensidade, com uma abordagem que não faz concessões. "O jogador do Flamengo é isto, jogo duro," disse, recusando a ideia de que houvesse qualquer motivação pessoal por trás das entradas mais fortes. "Não há isso de jogador que tem algum problema connosco, com o Flamengo ou com um jogador que passou pelo clube. O que aconteceu não é da nossa conta."

Lino reconheceu que Vinícius é um jogador especial, alguém que deixou marca no clube, mas insistiu que isso não teve qualquer influência no comportamento dentro de campo. A marcação dura não era uma mensagem; era apenas o Flamengo a ser o Flamengo. "Já entrámos com jogo duro e é assim que é o Flamengo," resumiu.

Para além da questão tática, Lino aproveitou para falar sobre o seu próprio percurso. O jogador, ainda jovem, vê a oportunidade no Flamengo como um presente que exige gratidão e dedicação. Falou sobre a maturidade que ganhou com a idade, sobre a importância de manter os pés no chão e de conversar com Deus — uma referência clara à sua fé, que descreve como fundamental na sua vida. "Estou aqui para ajudar o Flamengo e glorificar o nome do Senhor," afirmou.

Lino sublinhou que o clube o apoiou de forma "inexplicável" e que isso o obriga a trabalhar diariamente para honrar essa confiança. Vê cada oportunidade como uma chance de crescer, de amadurecer, de acordar para a vida. As dificuldades que enfrentou pela sua idade foram importantes para o seu desenvolvimento como homem e como jogador. Agora, com essa segunda chance nas mãos, está determinado a valorizar cada momento.

O jogador do Flamengo é isto, jogo duro. Não há isso de jogador que tem algum problema connosco.
— Samuel Lino
Estou aqui para ajudar o Flamengo e glorificar o nome do Senhor. Graças a Deus, ele deu-me uma segunda chance.
— Samuel Lino
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Quando vê Prestianni a ser assobiad pelos adeptos do Flamengo, qual é a primeira coisa que passa pela sua cabeça?

Model

Honestamente, vejo o jogo. Vejo a intensidade que o Flamengo traz sempre, independentemente do adversário. Não penso em histórias pessoais ou em conflitos que possam existir fora do campo.

Inventor

Mas toda a gente estava a falar da polémica com o Vinícius. Como é que se ignora isso?

Model

Porque dentro de campo, o que importa é o jogo. O Flamengo tem uma forma de jogar, uma identidade. Isso não muda porque um jogador teve um problema com outro. Seria fácil dizer que foi vingança, mas não era.

Inventor

E pessoalmente, o que o motiva a estar no Flamengo com tanta dedicação?

Model

A segunda chance. Quando é jovem e comete erros, e depois alguém acredita em si novamente, isso muda tudo. O Flamengo fez isso por mim. Não posso desperdiçar.

Inventor

Fala muito de Deus e de maturidade. Isso é importante para lidar com a pressão?

Model

É tudo. Sem isso, não conseguia estar aqui. A fé mantém-me centrado, ajuda-me a entender que isto é maior do que eu. E a maturidade vem de perceber que cada dia é uma oportunidade que não posso desperdiçar.

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