Quando quero ver futebol por prazer, assisto ao City ou ao Brighton
Jorge Sampaoli, treinador argentino do Flamengo, revela que assiste ao Manchester City de Guardiola e ao Brighton de De Zerbi por puro prazer — não como obrigação profissional, mas como expressão de uma filosofia que atravessa gerações, de Cruyff a Bielsa. Essa linhagem de futebol posicional e ofensivo não é apenas admiração estética; é o fio condutor que Sampaoli tenta tecer no Flamengo, onde 53 gols em 27 jogos sugerem que a ideia está encontrando forma. O próximo teste chega na Libertadores, onde filosofias são confrontadas pela pressão do que realmente importa.
- Sampaoli expõe publicamente suas influências táticas — Guardiola, De Zerbi, Bielsa e Cruyff — revelando que sua identidade como treinador tem raízes profundas na escola holandesa.
- A declaração não é apenas intelectual: com 53 gols em 27 jogos, o Flamengo está traduzindo filosofia em resultado concreto dentro de campo.
- O desafio agora é manter essa identidade ofensiva sob a pressão eliminatória da Copa Libertadores, onde erros têm peso diferente.
- Na quinta-feira, 3 de agosto, o Flamengo enfrenta o Olímpia do Paraguai pelas oitavas de final — o primeiro grande exame continental da era Sampaoli no clube.
No programa Resenha com Galinho, conduzido por Zico, Jorge Sampaoli respondeu a uma das perguntas mais reveladoras que se pode fazer a um treinador: que futebol você assiste por prazer? A resposta foi direta — o Manchester City de Guardiola e o Brighton de De Zerbi. Não por acaso: são times que praticam o futebol posicional e ofensivo que Sampaoli considera o mais belo e inteligente.
O argentino foi além e traçou sua linhagem filosófica. Antes de Guardiola, havia Marcelo Bielsa, com sua coragem ofensiva sem concessões. E na raiz de tudo, Johan Cruyff e a escola holandesa — a fonte original de um futebol que privilegia criatividade, posicionamento e a beleza do jogo como valor em si mesmo.
No Flamengo, essa filosofia já deixa marcas nos números: 53 gols em 27 jogos, com 16 vitórias, sete empates e apenas quatro derrotas. É uma produção ofensiva consistente que indica que Sampaoli está conseguindo imprimir sua visão no elenco.
O próximo capítulo chega na quinta-feira, 3 de agosto, quando o Flamengo enfrenta o Olímpia do Paraguai pela ida das oitavas de final da Libertadores. Será o momento de verificar se o futebol que Sampaoli admira em Guardiola e De Zerbi resiste também às noites de pressão máxima do torneio continental.
Jorge Sampaoli senta em frente às câmeras do programa Resenha com Galinho, comandado por Zico, e a conversa chega naquele ponto que todo treinador gosta de responder: que futebol você realmente gosta de ver? A resposta do argentino é reveladora. Quando quer assistir a uma partida apenas pelo prazer de ver bom futebol, ele liga para o Manchester City de Pep Guardiola ou então acompanha o Brighton de Roberto De Zerbi. Não são escolhas aleatórias. São times que jogam o que Sampaoli chama de futebol posicional, ofensivo, aquele que prioriza a construção de jogo e a criatividade.
Essa preferência não é um segredo guardado. Ela explica, em grande medida, o que Sampaoli tenta fazer no Flamengo. O treinador não esconde suas influências filosóficas. Antes de Guardiola, antes do City, estava Marcelo Bielsa — El Loco, como é conhecido — um técnico que o impressionava profundamente pela coragem ofensiva, pela disposição de arriscar. Mas a raiz de tudo, segundo Sampaoli, vem da escola holandesa. Johan Cruyff é o maior nome dessa linhagem, e é Cruyff que Sampaoli cita como referência fundamental. Aquele futebol ofensivo, criativo, posicional, que privilegia a inteligência tática e a beleza do jogo.
Os números do Flamengo sob seu comando falam por si. Em 27 jogos, o time marcou 53 gols. São 16 vitórias, sete empates e apenas quatro derrotas. Não é apenas eficiência; é produção ofensiva consistente, o tipo de resultado que emerge quando um treinador consegue imprimir sua filosofia no elenco. Sampaoli chegou ao Flamengo com uma visão clara e está conseguindo executá-la.
Agora o trabalho entra em uma nova fase. Na quinta-feira, 3 de agosto, o Flamengo enfrenta o Olímpia do Paraguai, às 21 horas, horário de Brasília, pela ida das oitavas de final da Copa Libertadores da América. É o tipo de jogo que testa não apenas a qualidade técnica, mas a capacidade de um time manter sua identidade sob pressão. Sampaoli terá a oportunidade de mostrar se aquele futebol que admira em Guardiola e De Zerbi consegue prosperar também nas noites quentes da Libertadores.
Citações Notáveis
Normalmente, quando quero ver futebol por prazer, assisto ao City ou então o Brighton, do De Zerbi. Alguns times pontuais que jogam um jogo posicional, um jogo ofensivo.— Jorge Sampaoli
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Quando Sampaoli diz que assiste ao City por prazer, ele está apenas sendo educado ou realmente há algo ali que o influencia no dia a dia?
Não é educação. Um treinador não escolhe o que assiste por acaso. Guardiola representa uma forma de pensar o jogo que Sampaoli já carregava dentro dele — a ideia de que o futebol pode ser tanto ofensivo quanto inteligente, que posição e criatividade não são opostos.
Mas Bielsa veio antes, certo? Por que Bielsa é tão importante na história de Sampaoli?
Bielsa foi o primeiro que o mostrou que era possível ser ofensivo sem abrir mão da estrutura. El Loco tinha essa coragem que Sampaoli admira — a disposição de arriscar tudo pelo futebol bonito. Isso moldou o argentino.
E Cruyff? Por que mencionar Cruyff em 2023?
Porque Cruyff é a origem. A escola holandesa que Cruyff representava é a base filosófica de tudo isso. Guardiola também vem de Cruyff, de certa forma. Sampaoli está citando a linhagem inteira.
Os números do Flamengo — 53 gols em 27 jogos — isso é Sampaoli ou é o elenco?
É a combinação. O elenco tem qualidade, mas esses números só aparecem quando o treinador consegue fazer o time jogar de acordo com uma ideia clara. Sampaoli está conseguindo isso.
A Libertadores é diferente. O Olímpia vai vir para defender. Como Sampaoli mantém essa filosofia ofensiva?
Essa é a verdadeira prova. Qualquer um consegue ser ofensivo contra times que também querem jogar. A questão é manter a identidade quando o adversário fecha as linhas.