Rio de Janeiro recebe 466 mil doses de vacinas pediátricas contra covid-19

Retomada do calendário de imunização das crianças
A capital do Rio recebeu 100 mil doses de CoronaVac e pôde reiniciar a vacinação infantil após interrupção.

No final de janeiro de 2022, o Rio de Janeiro recebeu mais de 466 mil doses de vacinas contra a covid-19 — entre elas, imunizantes formulados especialmente para crianças — como parte de um esforço nacional para proteger uma geração que cresceu sob a sombra da pandemia. O Ministério da Saúde coordenou a entrega em etapas, garantindo que tanto os grandes centros urbanos quanto os municípios menores tivessem acesso aos lotes em poucos dias. Era o sinal de que, após semanas de interrupção, o calendário de vacinação infantil poderia ser retomado.

  • A campanha de vacinação infantil no Rio havia sido paralisada pela escassez de doses, deixando crianças e adolescentes vulneráveis em plena onda de covid-19.
  • Em 24 de janeiro, 168.720 doses de CoronaVac chegaram ao estado, destinadas a jovens de 6 a 17 anos — um primeiro alívio após semanas de espera.
  • No dia 25, o Ministério da Saúde entregou mais 466 mil doses, incluindo 136 mil da Pfizer pediátrica, 180 mil da Pfizer adulto e 150 mil da Janssen.
  • A Secretaria de Saúde organizou a retirada em fases: os cinco maiores municípios no dia 26, e os demais a partir de quinta-feira, para que nenhuma cidade ficasse para trás.
  • Com 100 mil doses de CoronaVac em mãos, a prefeitura do Rio anunciou a retomada do calendário infantil a partir de 26 de janeiro — as crianças voltariam aos postos de saúde.

Na última semana de janeiro de 2022, o Rio de Janeiro se preparava para retomar um capítulo interrompido da vacinação infantil contra a covid-19. O estado aguardava mais de 466 mil doses enviadas pelo Ministério da Saúde, volume suficiente para reacender uma campanha que havia sido freada pela falta de imunizantes.

O pacote incluía 136 mil doses da Pfizer formulada para crianças, 180.180 da versão adulto e 150 mil da Janssen — vacina de dose única. A distribuição foi organizada em etapas: os cinco maiores centros urbanos da região, entre eles Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo, poderiam retirar seus lotes já no dia 26 de janeiro. Os demais municípios teriam acesso a partir de quinta-feira, garantindo alcance amplo e equitativo.

A história, porém, havia começado um dia antes. Em 24 de janeiro, a Secretaria de Estado de Saúde recebeu 168.720 doses da CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan, destinadas a crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. Só para a capital foram 100 mil doses — o suficiente para que a prefeitura anunciasse a retomada do calendário infantil a partir do dia seguinte. Após semanas de espera, as crianças cariocas voltariam aos postos de saúde.

Na última semana de janeiro de 2022, o Rio de Janeiro se preparava para um marco na campanha de vacinação infantil contra a covid-19. O estado aguardava a chegada de mais de 466 mil doses enviadas pelo Ministério da Saúde — um volume que prometia desacelerar a propagação do vírus entre crianças e adolescentes que ainda não haviam sido imunizados.

O cronograma era apertado mas claro. Naquele mesmo dia 25 de janeiro, o ministério entregaria 136 mil doses da vacina Pfizer formulada especificamente para crianças, junto com 180.180 doses da versão para adultos e 150 mil doses da vacina Janssen, que exigia apenas uma aplicação. A Secretaria de Estado de Saúde coordenava a distribuição, orientando os municípios sobre quando retirar seus lotes.

Os cinco maiores centros urbanos da região — Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá — estavam autorizados a buscar suas doses no dia seguinte, 26 de janeiro, na Coordenação Geral de Armazenagem. As demais cidades teriam acesso aos imunizantes a partir de quinta-feira, 27 de janeiro, garantindo que nenhuma localidade ficasse para trás na retomada da campanha.

Mas a história não começava naquela semana. Um dia antes, em 24 de janeiro, a secretaria já havia recebido 168.720 doses da CoronaVac, a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a Sinovac. Essas doses eram destinadas especificamente a crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos — uma faixa etária que havia ficado sem acesso a novas remessas e aguardava a retomada do calendário de imunização.

A capital do estado, em particular, havia recebido 100 mil dessas doses de CoronaVac. Com esse volume em mãos, a prefeitura do Rio de Janeiro anunciou que poderia retomar, a partir de 26 de janeiro, o calendário de vacinação infantil que havia sido interrompido pela falta de doses. Era o sinal de que, após semanas de espera, as crianças cariocas voltariam aos postos de saúde para receber proteção contra o vírus que havia marcado profundamente a infância de uma geração.

A capital informou que recebeu 100 mil doses da CoronaVac e, com isso, poderá retomar, a partir de amanhã, o calendário de imunização das crianças
— Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que esse volume de doses — 466 mil — importa especificamente para o Rio de Janeiro naquele momento?

Model

Porque a campanha de vacinação infantil havia parado. As cidades não tinham doses suficientes, e as crianças estavam desprotegidas enquanto a variante Ômicron circulava. Esse carregamento era o que faltava para retomar o calendário.

Inventor

E por que a CoronaVac chegou um dia antes das outras vacinas?

Model

Provavelmente porque vinha de um fornecedor diferente — o Instituto Butantan — e seguiu uma logística separada. Mas o timing foi importante: permitiu que a capital começasse a vacinar crianças imediatamente, sem esperar pelas doses de Pfizer.

Inventor

Qual era a diferença entre a Pfizer infantil e a Pfizer para adultos que chegaram no mesmo lote?

Model

A formulação. A versão pediátrica tem uma dose menor e foi desenvolvida especificamente para crianças menores. A versão adulta é mais concentrada. Ambas chegaram juntas porque o ministério precisava cobrir toda a população que ainda não estava imunizada.

Inventor

E a Janssen, sendo de dose única — por que era importante?

Model

Porque simplificava a logística. Uma única aplicação significava menos retornos aos postos, menos burocracia, mais pessoas protegidas rapidamente. Para um estado com a população do Rio, isso fazia diferença.

Inventor

Os cinco municípios maiores retirando primeiro — era prioridade ou apenas logística?

Model

Logística principalmente. Cidades maiores têm mais infraestrutura de armazenamento e distribuição. Deixá-las retirar primeiro garantia que o volume chegaria aos postos de saúde sem desperdício.

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