Quase metade dos eleitores quer sair da polarização
Em meio ao cansaço de quase metade do eleitorado brasileiro com a polarização entre lulismo e bolsonarismo, uma pesquisa do Real Time Big Data revelou que Renan Santos, empresário e dirigente do MBL, emerge como o nome mais lembrado espontaneamente quando se fala em terceira via para 2026. O que torna esse fenômeno digno de atenção é que Santos alcança essa posição sem jamais ter ocupado um cargo eletivo — superando governadores com máquinas institucionais consolidadas. A história política raramente é linear, mas os números sugerem que há um espaço real, e mensurável, para quem souber habitar o vazio entre os dois polos que dominam o debate.
- Quase metade dos brasileiros — 48% — declara estar cansada da disputa permanente entre Lula e Bolsonaro, sinalizando uma janela de oportunidade política que não existia com tanta clareza em ciclos anteriores.
- Renan Santos lidera menções espontâneas como alternativa de centro mesmo sem nenhum cargo eletivo, ultrapassando governadores como Zema e Caiado que dispõem de estruturas de poder estadual.
- Entre eleitores de alta renda — os mais informados e influentes —, Santos atinge 11% de intenção de voto, ficando atrás apenas de Lula e Flávio Bolsonaro nesse segmento decisivo.
- A volatilidade do eleitorado é concreta: 21% dos apoiadores de Zema migrariam para Santos como segunda opção, revelando um potencial de crescimento expressivo em cenários de desistências.
- O eleitorado está longe de ser homogêneo — 27% querem manter a polarização para derrotar o lulismo e 25% para derrotar o bolsonarismo, mostrando que a terceira via ainda precisa disputar corações divididos.
Uma pesquisa do instituto Real Time Big Data, ouvindo 2 mil pessoas em todo o Brasil entre 29 e 30 de maio, colocou Renan Santos — empresário e dirigente do Movimento Brasil Livre — como o principal nome associado à terceira via nas eleições presidenciais de 2026. O dado mais revelador não é apenas quem lidera, mas o terreno em que essa liderança cresce: 48% dos entrevistados declararam cansaço com a polarização entre lulismo e bolsonarismo, indicando abertura real para alternativas.
O que distingue a posição de Santos é a ausência de qualquer cargo eletivo. Governadores como Romeu Zema, de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado, de Goiás, contam com máquinas públicas e visibilidade institucional. Santos não tem nenhum desses recursos — e ainda assim é mencionado com mais frequência quando eleitores falam espontaneamente em alternativa de centro. Essa construção de imagem fora das estruturas tradicionais ressoa com quem busca genuinamente romper a dicotomia dominante.
O peso dos números se acentua entre eleitores de maior renda. Nesse segmento — tipicamente mais informado e influente —, Santos marca 11% de intenção de voto, à frente de Zema (7%) e empatado na disputa com Caiado (10%), superado apenas por Lula e Flávio Bolsonaro. A penetração nesse público sugere que a candidatura potencial tem raízes sólidas, não apenas apelo superficial.
A pesquisa também simulou cenários de desistência. Entre apoiadores de Zema, 21% migrariam para Santos como segunda opção — número que revela capacidade de atrair eleitores que não o tinham como primeira escolha, um indicador relevante de crescimento em um cenário ainda volátil. O levantamento, registrado no TSE sob o protocolo BR-05864/2026 com margem de erro de 2 pontos e confiança de 95%, foi amplamente divulgado pelo UOL, conferindo visibilidade nacional aos resultados.
Uma pesquisa divulgada na segunda-feira revelou que Renan Santos, empresário e dirigente do Movimento Brasil Livre, emergiu como o nome mais forte associado a uma terceira via nas eleições presidenciais de 2026. O levantamento do instituto Real Time Big Data, que ouviu 2 mil pessoas em todas as regiões do país entre 29 e 30 de maio, capturou um momento de clara insatisfação com o cenário político tradicional. Quase metade dos entrevistados — 48% — expressou cansaço com a disputa contínua entre lulismo e bolsonarismo, sinalizando abertura para alternativas que escapem dessa polarização.
O que torna a posição de Santos particularmente notável é que ele chegou a essa liderança sem ocupar qualquer cargo eletivo. Governadores como Romeu Zema, de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado, de Goiás, contam com as estruturas de poder estadual ao seu favor — máquinas públicas, visibilidade institucional, recursos. Santos não tem nenhum desses ativos. Ainda assim, quando perguntados espontaneamente sobre quem representa uma alternativa de centro ou independente, os eleitores o mencionaram com mais frequência que seus concorrentes. Essa construção de imagem, feita aparentemente fora das estruturas políticas tradicionais, ressoa com um segmento da população que busca genuinamente romper a dicotomia que domina o debate.
Os números ganham peso quando se examina o comportamento de eleitores de maior poder aquisitivo. Entre aqueles com renda acima de cinco salários mínimos — um grupo tipicamente influente e bem informado — Santos atinge 11% de intenção de voto. Zema fica em 7%, enquanto Caiado marca 10%. Nesse segmento, apenas o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro aparecem à sua frente. A penetração em um nicho de eleitores com alto nível de informação e recursos sugere que a candidatura potencial de Santos não é um fenômeno superficial, mas algo com raízes em um público que pesa suas escolhas com cuidado.
A pesquisa também mapeou o que aconteceria se candidatos preferidos desistissem. Entre os apoiadores de Romeu Zema, a migração de votos revela a fluidez do cenário: 28% iriam para Flávio Bolsonaro, 22% para Ronaldo Caiado, e 21% para Renan Santos. Esse último número é significativo porque mostra que Santos consegue atrair uma parcela considerável de eleitores que não o tinham como primeira escolha — um indicador importante de potencial de crescimento em cenários de volatilidade.
O contexto mais amplo da pesquisa mostra uma população dividida sobre como lidar com a polarização. Enquanto 48% pedem uma saída dela, 27% defendem manter a polarização como estratégia para derrotar o lulismo, e 25% querem mantê-la para derrotar o bolsonarismo. Esses números ilustram a complexidade do eleitorado brasileiro: não há consenso sobre o que fazer, mas há um segmento expressivo que claramente quer algo diferente.
O levantamento foi conduzido com nível de confiança de 95% e margem de erro máxima de 2 pontos percentuais, parâmetros robustos para pesquisas de opinião pública. O instituto registrou o estudo no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-05864/2026, cumprindo as exigências legais. A divulgação pelo portal UOL conferiu ampla visibilidade aos resultados. O que esses dados sugerem é que, independentemente de como a campanha de 2026 se desenrole, há espaço real — e medível — para uma candidatura que se posicione fora dos polos tradicionais, e que Renan Santos, por enquanto, é quem melhor ocupa esse espaço na percepção dos eleitores.
Citas Notables
A capacidade de ser lembrado e associado a essa alternativa sem a projeção de um mandato governamental sugere uma construção de imagem eficaz— Análise da pesquisa Real Time Big Data
La Conversación del Hearth Otra perspectiva de la historia
Por que um empresário sem cargo eletivo consegue liderar a percepção de terceira via?
Porque ele não carrega o peso das máquinas públicas. Zema e Caiado são governadores — eles já fizeram escolhas, já governaram, já desagradaram gente. Santos é uma tela em branco. O eleitorado cansado da polarização quer projetar nele o que não consegue ver nos outros.
Mas 48% de cansaço com a polarização é realmente muito?
É expressivo. Significa que quase uma em cada duas pessoas quer sair dessa dicotomia. O problema é que os outros 52% estão divididos entre os dois lados, cada um achando que precisa vencer o outro. Não há maioria para nada, apenas uma minoria clara pedindo uma porta de saída.
O que explica Santos ter 11% entre eleitores ricos quando Zema tem apenas 7%?
Eleitores de alta renda tendem a ser mais sofisticados politicamente. Eles veem Zema como um político tradicional, mesmo que de oposição. Santos oferece algo que parece novo, independente. Para quem tem recursos e informação, a novidade é um ativo valioso.
E aquele dado sobre 21% dos eleitores de Zema migrarem para Santos?
Mostra que Santos não é apenas uma primeira escolha para um nicho. Ele é uma alternativa credível para pessoas que começam em outro lugar. Isso é força real. Significa que se o cenário mudar, ele tem para onde crescer.
A pesquisa mede algo real ou apenas um desejo abstrato?
Mede intenção de voto em um momento específico. Não é promessa de comportamento futuro, mas é mais concreto que desejo puro. Essas 2 mil pessoas foram perguntadas diretamente, em todas as regiões. É uma fotografia, não uma previsão.