Rainha Elizabeth 2ª evita cadeira de rodas por superstição sobre 'maldição'

A Princesa Margaret faleceu aos 71 anos após sofrer sequelas de ataques cardíacos e usar cadeira de rodas durante quatro anos.
A bengala era uma negociação entre admitir fragilidade e manter o controle
Elizabeth 2ª escolheu um apoio discreto em vez de cadeira de rodas, refletindo sua determinação de preservar a autoridade monárquica.

Aos 95 anos, a Rainha Elizabeth 2ª voltou à vida pública apoiada em uma bengala — não por acaso, mas por escolha. A recusa em usar cadeira de rodas carrega o peso de uma superstição nascida da morte de sua irmã, a Princesa Margaret, que faleceu em 2002 pouco após depender publicamente desse recurso por quatro anos. Nesse gesto aparentemente simples, a monarca equilibra a honestidade sobre seus limites físicos com a determinação de preservar a integridade simbólica de seu reinado.

  • Após se recuperar da covid-19, a rainha retomou compromissos públicos com mobilidade visivelmente reduzida, gerando atenção sobre seu estado de saúde.
  • A recusa categórica à cadeira de rodas não é capricho — é alimentada pela memória da trajetória da Princesa Margaret, que morreu pouco depois de adotar o equipamento publicamente.
  • A superstição colide com a realidade física: fontes próximas à Coroa confirmam que a rainha só conseguia cumprir tarefas consideradas leves naquele período.
  • A bengala surge como solução diplomática — visível o suficiente para ser honesta, discreta o suficiente para não sinalizar abdicação de autoridade.
  • Segundo o biógrafo Robert Hardman, Elizabeth 2ª teme que a cadeira de rodas comunique ao mundo uma diminuição de sua capacidade de reinar.

No início de 2022, a Rainha Elizabeth 2ª reapareceu em público para celebrar os 70 anos da Halcyon Days, empresa britânica de artesanato. Vestida com seu estilo característico e apoiada em uma bengala, ela transmitia uma mensagem cuidadosamente calculada — a de uma monarca presente, ainda que com limitações.

A bengala não foi uma escolha trivial. Pessoas próximas à Família Real revelam que a rainha se recusa a aparecer em público em cadeira de rodas, e o motivo tem raízes numa superstição dolorosa: sua irmã, a Princesa Margaret, faleceu em 2002, aos 71 anos, poucos anos após começar a usar cadeira de rodas publicamente. Margaret havia sofrido uma série de ataques cardíacos desde 1998 e dependeu do equipamento por quatro anos antes de morrer. Para Elizabeth 2ª, repetir esse gesto público parecia convocar o mesmo destino.

Mas a recusa vai além do medo pessoal. Segundo o biógrafo Robert Hardman, a rainha não quer que a cadeira de rodas sinalize ao mundo uma diminuição de sua autoridade. Manter-se de pé — mesmo com apoio — é também uma declaração institucional.

Assim, a bengala tornou-se um compromisso simbólico: honesta o suficiente para reconhecer os limites do corpo, e discreta o suficiente para preservar a imagem de uma soberana ainda no comando. A sombra da irmã pairava sobre cada passo — e a rainha escolheu caminhar mesmo assim.

A rainha Elizabeth 2ª reapareceu em público no início de 2022 para celebrar os 70 anos da Halcyon Days, a tradicional empresa britânica de artesanato. Vestida com um florido vestido colorido, pérolas ao pescoço e sua bolsa característica, ela se apoiava em uma bengala — um detalhe que não era casual, mas resultado de uma decisão deliberada.

Segundo pessoas próximas à Família Real, a monarca se recusa categoricamente a aparecer em público usando cadeira de rodas. O motivo vai além da questão prática de mobilidade reduzida. A rainha carrega uma superstição que moldou essa escolha: sua irmã, a princesa Margaret, faleceu em 2002, aos 71 anos, pouco tempo depois de começar a usar cadeira de rodas em público. Margaret havia sofrido uma série de ataques cardíacos a partir de 1998 e dependeu da cadeira durante quatro anos antes de sua morte. Para Elizabeth 2ª, repetir esse passo público parecia invocar o mesmo destino.

Essa recusa não é simplesmente uma questão de superstição pessoal — ela reflete a determinação da rainha em manter seu papel institucional intacto. De acordo com Robert Hardman, autor de "Queen of Our Times: The Life of Elizabeth II", Elizabeth 2ª não quer abrir mão da posição que ocupa na monarquia. Usar uma cadeira de rodas em público, na sua visão, poderia sinalizar uma diminuição de sua autoridade ou capacidade de reinar.

No entanto, fontes próximas à Coroa confirmam que a mobilidade da rainha estava de fato comprometida naquele período. Após passar tempo isolada devido ao diagnóstico de covid-19, ela retomava seus compromissos, mas apenas aqueles considerados tarefas leves. A bengala se tornou, portanto, um compromisso: um apoio visível o suficiente para ser honesto sobre suas limitações físicas, mas discreto o suficiente para preservar a imagem de uma monarca ainda no comando.

A história da princesa Margaret pairava sobre essa decisão. Margaret havia enfrentado seus próprios desafios de saúde e, quando finalmente precisou da cadeira, o fim não estava longe. Para Elizabeth 2ª, que havia visto sua irmã passar por essa trajetória, a superstição não era irracional — era uma forma de tentar evitar um padrão que parecia inexorável na história da família.

A rainha não quer abrir mão de seu papel na monarquia
— Robert Hardman, autor de 'Queen of Our Times: The Life of Elizabeth II'
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que a rainha não simplesmente usaria a cadeira de rodas se sua mobilidade estava tão comprometida? Não seria mais seguro?

Model

Seria, do ponto de vista físico. Mas para uma monarca, a imagem pública é inseparável do poder. Uma cadeira de rodas em público é uma declaração de vulnerabilidade que ela não estava disposta a fazer.

Inventor

E a superstição sobre Margaret — você acha que ela realmente acreditava que usar a cadeira causaria sua morte?

Model

Não é tão literal assim. É mais que Margaret usou a cadeira, e depois morreu. Elizabeth viu a sequência e decidiu não repetir. Superstição é frequentemente sobre controle quando tudo mais está escapando.

Inventor

Mas Margaret morreu de ataques cardíacos, não por causa da cadeira.

Model

Exatamente. Mas quando você está envelhecendo e sua saúde falha, a lógica cede lugar ao padrão. Elizabeth viu a cadeira como um marcador — o ponto de não retorno.

Inventor

A bengala era então uma forma de manter a dignidade?

Model

Era uma negociação. Admitir que precisava de apoio, mas não admitir que havia perdido o controle. A bengala é um acessório; a cadeira é uma rendição.

Inventor

Isso não a colocava em risco, recusando-se a usar o que poderia ajudá-la?

Model

Provavelmente. Mas para alguém que passou 70 anos definindo a monarquia britânica, o risco físico era menor que o risco de parecer diminuída.

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