Primeira caneta emagrecedora brasileira chega às farmácias do RS por R$ 432

Redução de 60% no custo abre acesso a quem desistia do tratamento
O Ozivy brasileiro custa cerca de R$ 432, enquanto Ozempic e Mounjaro ultrapassam R$ 1.000 por caneta.

Quando uma patente expira, abre-se uma fresta pela qual a medicina pode alcançar quem antes ficava do lado de fora. O Ozivy, primeira caneta injetável de semaglutida fabricada no Brasil pela EMS, chegou às farmácias gaúchas neste fim de semana a cerca de R$ 452 — aproximadamente 60% mais barato que os concorrentes importados. O que parece um simples lançamento comercial carrega uma pergunta mais profunda: a quem, afinal, pertencem os avanços da ciência?

  • Por anos, o custo proibitivo do Ozempic e do Mounjaro — chegando a R$ 1.400 por caneta — manteve a semaglutida fora do alcance de grande parte dos brasileiros que precisavam do tratamento.
  • A expiração da patente da Novo Nordisk abriu a corrida: a EMS foi a primeira a obter aprovação da Anvisa e colocar uma versão nacional nas prateleiras.
  • Panvel e São João já distribuem o Ozivy em Porto Alegre desde o fim de semana, com abastecimento gradual prometido para a Região Metropolitana e o interior do RS.
  • O preço praticado nas redes — entre R$ 432 e R$ 464 por caneta — representa uma redução de cerca de 60% frente aos importados, tornando o tratamento mensal acessível por aproximadamente R$ 287.
  • Droga Raia e Agafarma ainda não confirmaram quando entrarão na distribuição, mas a pressão competitiva já está instalada no mercado gaúcho.

No último sábado, as prateleiras da Panvel em Porto Alegre receberam uma novidade de peso: o Ozivy, primeira caneta injetável de semaglutida fabricada inteiramente no Brasil. O produto é da EMS, laboratório nacional com unidade em Hortolândia, interior de São Paulo, e sua chegada ao Rio Grande do Sul representa uma virada no acesso a um dos medicamentos mais procurados dos últimos anos.

A semaglutida pertence à classe dos agonistas do receptor GLP-1, aprovada pela Anvisa para diabetes tipo 2, mas amplamente usada também no tratamento da obesidade por reduzir o apetite e aumentar a saciedade. Até agora, as opções disponíveis — Ozempic, Wegovy e Mounjaro — eram todas importadas e podiam custar mais de R$ 1.400 por caneta.

O Ozivy chega com preço anunciado de cerca de R$ 452, mas as redes já praticam valores menores. Na Panvel, quem compra duas canetas para um tratamento de três meses paga R$ 432 cada — o que resulta em aproximadamente R$ 287 por mês. Na São João, que iniciou a distribuição na segunda-feira, a caneta individual sai por R$ 464,81. Em qualquer cenário, a redução frente ao Ozempic é de cerca de 60%.

A abertura desse mercado não é coincidência: ela decorre do fim da patente que a Novo Nordisk detinha sobre a semaglutida. A EMS foi a primeira a obter aprovação regulatória para uma versão nacional. Droga Raia e Agafarma ainda não informaram quando começarão a vender o produto. O que já está em movimento, porém, é uma mudança real: um tratamento que ficava fora do alcance de muitos começa, finalmente, a se tornar possível.

No sábado passado, as prateleiras da Panvel em Porto Alegre receberam algo que não estava lá antes: o Ozivy, uma caneta injetável que marca a primeira vez que um medicamento à base de semaglutida é fabricado inteiramente no Brasil. A EMS, laboratório nacional, desenvolveu o produto em sua unidade em Hortolândia, no interior de São Paulo, e agora ele começa a chegar às farmácias do Rio Grande do Sul — com um preço que muda significativamente o jogo para quem precisa desse tipo de tratamento.

A semaglutida é uma substância que pertence a uma classe de medicamentos chamados agonistas do receptor GLP-1. Ela foi aprovada pela Anvisa para tratar diabetes tipo 2, mas ganhou popularidade bem além disso. O fármaco reduz o apetite e aumenta a sensação de saciedade, o que explica por que se tornou procurado também para o tratamento da obesidade. Até agora, quem buscava esse medicamento tinha poucas opções: Ozempic e Wegovy, ambos da Novo Nordisk, ou Mounjaro, da Eli Lilly — todos importados e com preços que chegam a ultrapassar R$ 1.400 por caneta.

O Ozivy muda essa equação. A EMS anunciou um preço de cerca de R$ 452 por caneta, mas as farmácias já estão praticando valores um pouco menores. Na Panvel, por exemplo, quem compra duas canetas para iniciar um tratamento de três meses paga R$ 432 cada, totalizando R$ 863 — o que sai a aproximadamente R$ 287 por mês, exatamente como a fabricante havia previsto. Na rede São João, que começou a distribuição na segunda-feira, a caneta individual custa R$ 464,81. Comparado ao Ozempic, que varia entre R$ 1.077,79 e R$ 1.399,72, o novo medicamento brasileiro representa uma redução de cerca de 60% no custo.

A chegada do Ozivy às prateleiras não é acidental. Ela marca o fim da patente que a Novo Nordisk mantinha sobre a semaglutida, abrindo espaço para que outros laboratórios produzissem versões do medicamento. A EMS foi a primeira a conseguir aprovação regulatória para uma versão nacional. A Panvel iniciou a distribuição nas unidades de Porto Alegre no fim de semana e promete abastecer gradativamente as farmácias da Região Metropolitana e do interior ao longo da semana seguinte. A São João também começou a oferecer o produto na segunda-feira, com expectativa de que todas as suas unidades tenham o medicamento disponível em breve.

Droga Raia e Agafarma, duas outras grandes redes de farmácias do estado, não responderam aos questionamentos sobre quando começariam a vender o Ozivy. O espaço para suas respostas permanece aberto. O que está claro é que a entrada de um concorrente nacional com preço significativamente menor pode ampliar o acesso a esse tipo de tratamento no Brasil — algo que especialistas em saúde pública vêm apontando como necessário há tempos. Até agora, o custo elevado dos medicamentos importados mantinha a semaglutida fora do alcance de muitas pessoas que poderiam se beneficiar dela. Com o Ozivy chegando às farmácias, essa realidade começa a mudar.

A expectativa é que a entrada de concorrentes amplie o acesso ao tratamento
— Informação da reportagem sobre perspectivas do mercado
A Conversa do Hearth Outra perspectiva sobre a história
Inventor

Por que esse medicamento brasileiro é tão mais barato que os importados?

Model

A patente da Novo Nordisk expirou, o que permitiu que outros laboratórios produzissem semaglutida. A EMS conseguiu aprovação regulatória e fabrica no Brasil, eliminando custos de importação e margens de distribuição internacional. É economia de escala e eficiência de produção local.

Inventor

Mas isso significa que o medicamento é menos eficaz?

Model

Não. A semaglutida é a mesma molécula. O que muda é apenas quem fabrica e onde. A EMS cumpriu todos os requisitos da Anvisa para aprovação. A eficácia é idêntica.

Inventor

Quem realmente se beneficia com essa queda de preço?

Model

Qualquer pessoa que precisa do medicamento mas não tinha condições de pagar R$ 1.200 ou R$ 1.400 por caneta. Muitos diabéticos e pessoas com obesidade simplesmente desistiam do tratamento pelo custo. Agora, a R$ 432, fica mais acessível — embora ainda não seja barato para todos.

Inventor

As farmácias grandes já têm o produto?

Model

Panvel e São João já começaram a distribuição. Droga Raia e Agafarma não responderam, então não sabemos ainda. Mas a tendência é que todas as grandes redes tenham em breve.

Inventor

Isso vai resolver o problema de acesso no Brasil?

Model

É um passo importante, mas não resolve tudo. Mesmo a R$ 432, o medicamento ainda é caro para muitas pessoas. O ideal seria que entrasse na lista de medicamentos cobertos pelo SUS, mas isso é outra discussão.

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